I had your sweet tunes to play

I had your sweet tunes to play

Strand of Oaks, o projeto de Timothy Showalter que acabou 2014 com um álbum no pódio dos melhores do ano do Ouve-se, continua a rodar bastante por aqui – e muito graças à fantástica “JM”.

Parte disso tem a ver com ter ouvido o álbum já só no final do ano (apesar de até gostar relativamente de Strand of Oaks, leia-se. Mas, independentemente disso, para tipos da música deprimente como eu (curiosamente, podem encontrar outra canção de Strand of Oaks na ligação anterior), uma canção como esta não pode senão ser ouvida em repeat até à exaustão.

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Os melhores álbuns de 2014

Este é o terceiro de três posts sobre o melhor da música em 2014.

Os melhores álbuns de 2014

O ano não foi mau mas confesso que não me apaixonei por tantos álbuns novos como gostaria. Quando não me soa mal, soa-me quase tudo a mais do mesmo… Acho que estou a ficar velho.

Depois há aquela coisa que distingue os álbuns das canções, que é a sua complexidade. Isso dificulta imenso fazer uma lista deste género, sobretudo quando a maior parte da música que ouvi não motivou em mim aquela atração visceral que as canções mais facilmente provocam. Quando isso acontece, os álbuns têm lugar garantido no topo da lista… e quando são muitos, a luta torna-se interessante. Isso não aconteceu este ano.

No entanto, há muita coisa boa por aí para ouvir e se não a listar, não estou a fazer o meu trabalho.

Estes são portanto, para mim e à data de hoje, os melhores álbuns de 2014:

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As melhores canções de 2014

Este é o segundo de três posts sobre o melhor da música em 2014.

As melhores canções de 2014

Musicalmente, 2014 foi um excelente ano. Estive um pouco menos atento às novidades mas ainda assim acabei por me cruzar com coisas maravilhosas, umas quantas delas totalmente inesperadas.

As melhores canções de 2014:
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Os melhores concertos de 2014

Este é o primeiro de três posts sobre o melhor da música em 2014.

Os melhores concertos de 2014

Acho que nunca vi tão poucos concertos num ano como em 2014.

É possível que isto diga algo sobre a forma como me tenho relacionado com a música nos últimos tempos… mas acho sinceramente que diz um pouco mais sobre a programação de concertos em Portugal nos dias que correm.

Como é muito mais rentável e muito menos arriscado realizar um festival em que se misturam nomes seguros e uma ou outra aposta menos conhecida, parece simplesmente que já não há concertos, há festivais. O Davide Pinheiro já abordou o assunto na sua Mesa de Mistura, comparando os grandes festivais a “um verão de Albufeira” e eu não poderia concordar mais. E entre o verão de Albufeira e a Vogue Fashion Night Out da música, venha o diabo e escolha.

Não há foco, não há profundidade nos concertos, há som de uns palcos a inundar outros, há demasiadas pessoas que não querem saber de um, de vários ou até de todos os artistas. As marcas, que são uma queixa habitual de quem frequenta festivais, são um mal menor para mim – compreendo a necessidade de as envolver e, enquanto não entrarem no palco (ou se puserem à minha frente) durante um concerto, estou bem.

Mas percebem porque é que não vi assim tantos concertos, certo? Porque não vou pagar três ou quatro vezes mais o que pagaria para ver Daughter só porque também lá vão os Arctic Monkeys. Grosso modo, é isto.

E é com este péssimo espírito natalício que vos apresento os melhores concertos de 2014:

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10 canções essenciais de Simon & Garfunkel

10 canções essenciais de Simon & Garfunkel

Nas últimas semanas, decidi mergulhar na música de Simon & Garfunkel. Fi-lo porque conhecia muito pouca coisa – quase nada, na verdade. E fi-lo à minha maneira, de forma intensa e quase doentia, ouvindo todos os álbuns de estúdio da dupla norte-americana de uma ponta à outra repetidamente.

A grande influência de Paul Simon na música popular das últimas décadas não termina com o seu trabalho com Art Garfunkel mas é certo que começa aí mesmo. A folk cristalina, as harmonias vocais e os grandes temas comuns abordados nas letras contribuíram para marcar o ritmo da folk mas também de vários outros géneros da música popular norte-americana.

Depois de semanas a ouvi-los quase sem parar, não podia deixar de partilhar os frutos desta minha experiência musical. Aqui fica, sobretudo para quem anda tão distante deles como eu andei durante este tempo todo, o meu guia de canções essenciais de Simon & Garfunkel.

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YouTube Music Key: o que aí vem

YouTube Music Key

O YouTube entrou oficialmente na luta do streaming de música com o YouTube Music Key. A Google desvendou finalmente o serviço de streaming de música que todos esperavam (porque o Google Play Music All Access aparentemente não existia), um serviço totalmente baseado no YouTube e que promete ser o primeiro grande concorrente do Spotify.

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Em defesa de Plans

Death Cab For Cutie - Plans

Cruzei-me com os Death Cab For Cutie pela primeira vez em 2005, poucos meses antes do lançamento de Plans. Estou certo de que ouvi Transatlanticism e me maravilhei com cada canção, cada verso, cada refrão. Estou certo, também, de que isso me fez ouvir Plans, editado no final de agosto desse ano, de uma forma diferente.

Na altura, a minha reação não foi boa. Achei o álbum circular, quase vulgar (não ponho aspas para evitar o ridículo de me citar a mim próprio mas as palavras são exatamente estas) e chutei-o para o canto dos álbuns olvidáveis.

Em minha defesa, parece-me claro que os Death Cab For Cutie são das bandas mais irregulares que por aí andam – e não é coisa de agora. Não há, com a possível exceção do maravilhoso Transatlanticism, álbuns dos Death Cab For Cutie sem pontos baixos. Plans parecia-me, em 2005 e sem grande conhecimento de causa, um disco em que os pontos baixos pesavam muito mais do que os altos. E é assim, como diria Kurt Vonnegut.

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