Thom Yorke lança Tomorrow’s Modern Boxes via BitTorrent

Thom Yorke - Tomorrow's Modern Boxes

O anúncio foi feito esta sexta-feira: Thom Yorke tem um novo álbum, que disponibilizou através de BitTorrent. Chama-se Tomorrow’s Modern Boxes e também está disponível numa maravilhosa edição em vinil para os fetichistas dos discos.

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Deixem os U2 em paz

One: o número de unidades que o novo álbum dos U2 venderia se não fosse oferecido pela Apple

Muito se tem dito sobre a oferta do novo álbum dos U2 a 500 milhões de utilizadores Apple, uma ação anunciada no evento de apresentação dos novos iPhone 6, iPhone 6 Plus e Apple Watch na semana passada.

Songs of Innocence foi adicionado automaticamente à lista de álbuns adquiridos de todas as pessoas que receberam esta oferta (entre os quais me incluo), tendo inclusivamente sido descarregado automaticamente para os diversos dispositivos Apple dos utilizadores que têm a opção de download automático ativada (não é o meu caso).

O drama.

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A HMV está de volta e quase a ultrapassar a Amazon

HMV shop sign Oxford Street - foto de Dave Patten disponível em https://www.flickr.com/photos/davepatten/9978968854

O mundo dá muitas voltas e os rumores da morte da HMV foram francamente exagerados. Pelo menos é o que parece depois de terem surgido notícias que indicam que a HMV, com 19% de quota de mercado, está perto de ultrapassar a Amazon, com 20%, como o maior vendedor de CDs e DVDs do Reino Unido.

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À procura da música: a sábia juventude de Active Child

À procura da música: a sábia juventude de Active Child

De vez em quando vou à secção Discover do Spotify. Sempre que lá entro penso “será desta que vou encontrar uma nova obsessão musical?”, percorro a lista de sugestões, escolho dois ou três álbuns para ouvir e espero que a magia aconteça. Regra geral tudo termina com um desinteressado encolher de ombros e um conformado “não está mal”. Thomas Mann defendia a máxima de que deveria ser proibido ler bons livros, porque existem os ótimos à disposição. O mesmo se poderia aplicar à música, especialmente numa época de total explosão musical.

Estava eu à espera de ser arrastado por um furação musical quando tropecei em “Hanging On” de Active Child, nome profissional de Pat Grossi. E deu-se o amor. Mas que haveria por descobrir no mundo de Active Child?

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Resposta do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura – #pl118

Secretário de Estado da Cultura

Anteontem à noite enviei um email para o Gabinete do Secretário de Estado da Cultura a propósito das alterações que estão a ser preparadas à lei da cópia privada que prometem taxar ainda mais quaisquer suportes que possam ser utilizados para armazenar cópias – de folhas de papel a discos rígidos, passando por telemóveis, tablets e muitos outros produtos. A minha opinião sobre o assunto é clara: sou contra.

Hoje obtive resposta:

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Carta aberta ao Secretário de Estado da Cultura – #pl118

Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura, o rosto do projeto de lei da cópia privada

Caro Jorge Barreto Xavier,

Certamente terá noção da quantidade de notícias que surgiram nas últimas 24 horas sobre a nova proposta de lei da cópia privada que o Governo está a preparar. O tema não é novo: o Partido Socialista apresentou um projeto de lei em janeiro de 2012 que incluía a ideia peregrina de taxar a 2 cêntimos por GB produtos que permitem armazenar dados como discos rígidos, CDs graváveis, etc. Mais tarde, em janeiro de 2013, a própria Secretaria de Estado desenterrou o assunto, desta feita com valores entre os 5 e os 20 cêntimos por GB. Nas duas vezes, o barulho das queixas foi muito superior ao dos gritos de apoio das entidades do setor da cultura.

Em 2014, a lei da cópia privada volta a ser desenterrada, qual zombie teimoso. Tanto quanto sei até ao momento, há três grandes alterações relativamente às versões anteriores:

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Mudei de opinião sobre a Amazon

Mudei de opinião sobre a Amazon

Já escrevi e falei imensas vezes sobre a Amazon.

Enquanto cliente, nunca tive razões de queixa. Bons preços, boa gestão da relação com os clientes, uma experiência em loja bem acima da média, um bom sistema de classificação dos produtos (que, como é sabido, vive do feedback dado pelos próprios utilizadores) e um mercado bem regulado para outros vendedores são algumas das características deste gigante do retalho que tenho referido ao longo do tempo em conversas com amigos e em artigos por aqui.

Em boa verdade, nada disso mudou. E não, não tive nenhuma má experiência. Mas houve algo, um momento que me fez refletir sobre a forma como consumo música: no início de abril, a Amazon informou os seus clientes de que deixaria de ter entrega gratuita ao domicílio para uma série de países europeus, entre os quais estava naturalmente Portugal. Foi isto que me pôs a pensar.

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