Um guia dos festivais de música urbanos para 2008
Numa altura em que anda aí o Rock In Rio, que é claramente um evento à parte, estão a chegar os festivais de Verão. Hão-de passar por nós os pequenos, os gigantes, os do surf, os da terrinha ou do que quer que seja, ou então passamos nós por eles. No que diz respeito aos festivais urbanos, assim tem acontecido comigo nos últimos dois anos. Passei pelas duas últimas edições do Super Bock Super Rock, primeiro para ver exclusivamente Tool, depois para ver The Arcade Fire, LCD Soundsystem, Interpol e mais uma catraifada deles. Mas… e este ano?
Manta (17, 18 e 19 de Julho) – Guimarães está ao rubro. Liars e The National (Rinôçérôse não me aquece nem arrefece) estão ali à distância de 10 euros por concerto ou 25 euros para o conjunto dos três.
Marés Vivas (17, 18 e 19 de Julho) – Olhem que até tem um cartaz engraçadote: Peter Murphy, Shout Out Louds, The Prodigy, Tricky e James são atraentes e têm um mínimo de qualidade. O que também é atraente é o preço: 30 euros pelos três dias. No entanto, a ter de escolher entre este e o Manta, não penso duas vezes: faço mais uns quilómetros até Guimarães.
Festival Músicas do Mundo (de 17 a 26 de Julho) – Até dava um saltinho a Sines só para ver se descobria alguma coisa gira no Festival Músicas do Mundo. Falta, no entanto, um nome que me puxe até lá. Não é da mesma liga que os outros festivais… mas é uma alternativa interessantíssima se estiverem fartos de ouvir as mesmas coisas.
Delta Tejo (18, 19 e 20 de Julho) – O Delta Tejo é de outro campeonato… uma espécie de Rock In Rio manhoso. Não vale sequer o dinheiro que se paga pelo bilhete do 60 até à Ajuda, quanto mais o que se paga para entrar. Pu-lo aqui só para haver um comic relief.
Super Bock Super Rock (4, 5, 9 e 10 de Julho) – Este veio por aí abaixo. O maior trambolhão da História dos festivais é a edição de 2008 do SBSR. É o cartaz mais ridículo de sempre. Lamento imenso… mas não é o pobrezinho do Beck e uma meia dúzia de portugueses que me vão levantar a moral. Paolo Nutini? Morcheeba? Jamiroquai? Iron Maiden? Slayer? Mika? Duran Duran? Ide bugiar, senhores.
Optimus Alive (de 10 a 12 de Julho) – Aqui está o único que me faz querer pagar o que pedem. Este ano, o Alive é o primeiro dia mais Bob Dylan e Neil Young mas… ainda assim. Vampire Weekend, MGMT, The National, Peaches, Cansei de Ser Sexy, Gogol Bordello, Rage Against The Machine e The Hives só num dia? Que festival alienígena é este!? Os 90 euros fazem alguma comichão mas acho que vou.
Resumindo, o Alive dá uma abada ao resto. Imagino que o público adira ao Delta Tejo e assim… mas não compreendo o motivo. Não estaria na altura de as promotoras começarem a pensar os festivais como eventos de enorme potencial de nicho? Seria mais vantajoso para o público, que teria mais escolha… e para as marcas que investem forte e feio neste tipo de eventos, que teriam muito mais facilidade em chegar aos públicos mais interessantes.
Amanhã publico a minha opinião sobre as edições deste ano dos mais importantes festivais rurais.

1 comentário
[...] de ter falado um pouco sobre os festivais urbanos deste ano, eis que dou por mim a conseguir escrever somente sobre dois festivais rurais. À semelhança do [...]
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