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Alive and kicking

Alive - dia 10

O Alive começou ontem e começou bem. Não para a organização, que é das mais frágeis que apanhei em eventos deste tamanho, mas para mim, que gostei da música durante grande parte do tempo. Cheguei relativamente cedo, antes das 18h, mas só consegui entrar no recinto pelas 18h30. O concerto dos Vampire Weekend começava Às 18h50.

Vampire Weekend

Avassaladores. A ideia de os pôr a tocar naquele Metro On Stage (tenda electrónica que durante o dia é palco secundário) não foi propriamente das mais brilhantes mas, ainda assim, o concerto foi suficientemente bom para que isso deixasse de ser importante. Correram o seu álbum de estreia de fio a pavio (não estou a ser rigoroso), tocaram uma coisinha nova e acabaram por me fazer rever o que tinha planeado inicialmente: ver um pouco do concerto deles e depois saltar para ver um pouco do de Spiritualized. Pois bem, vi o concerto todo e não posso dizer que esteja arrependido. Foi um dos melhores momentos do dia.

Spiritualized

Quando os Vampire Weekend saíram de palco, acelerei para o palco principal para tentar ver um pouco do concerto de Spiritualized. Não deu para muito. Estive lá durante cinco minutos e depois voltei ao secundário para ver os MGMT.

MGMT

Era uma das que mais queria ver ontem. Pois bem, não podia ter corrido melhor. Não vi nada. Porquê? Por causa da fantástica conjugação entre a tal sobreposição de horários que referi ontem e o atraso da banda na hora de entrar em palco. Tenho pena mas não muita. É que já me chegaram uns quantos relatos de desilusão, entre os quais este por escrito. Ainda bem, então.

The National

Eram a minha prioridade máxima. Não podia ser tão bom como na Aula Magna e não foi. The National de dia, no meio de uma line-up muito mais barulhenta do que eles (o que significa um público possivelmente menos disponível), com um alinhamento mais curto e a tocarem ao ar livre… não é a mesma coisa. Para mim, a música pesa sempre um pouco: porque são uma das minhas bandas favoritas e porque as músicas são brilhantes, é difícil não gostar de os ouvir. Ainda assim, percebo que os tenham achado apagados (basta relativizar).

Gogol Bordello

A esta altura, já me tinha deixado das caminhadas até ao palco secundário… mas estava na hora de jantar. Gogol Bordello está visto e semi-aprovado desde o ano passado em Paredes de Coura. São uma banda de festival: fazem saltar, nunca se cansam, puxam pelo público e o público gosta deles. Eu fui jantar e não me arrependo. É que os Gogol Bordello são sempre a mesma coisa (o que para quem gosta muito até é porreiro).

The Hives

Mais uma banda relativamente à qual tinha enormes expectativas. E cumpriram competentemente aquilo que esperava deles. Energia, energia, energia, um pingo de arrogância e outro de presunção fizeram de Pelle Almqvist, o vocalista, a verdadeira estrela do rock’n’roll da noite. E era só isso que ele queria. Já nós, queríamos boa música e entretenimento do melhor e foi exactamente isso que os The Hives nos deram. É justo.

Rage Against The Machine

Esta é uma daquelas bandas que não me diz muito. OK, são clássicos, são referências de uma geração e tudo o resto. Essa coisa da geração fez-me sentir um tanto ou quanto voyeur… mas gostei muito. Foi o primeiro concerto do dia sem problemas de som e foi definitivamente o mais explosivo. Aquela hora e pouco de hinos de protesto, de música anti-sistema (até “A Internacional” se ouviu!) e de grandes êxitos foi muito, muito boa. No final, notava-se uma espécie de alívio duplo nalgumas pessoas da audiência: por um lado, eles regressaram em grande; por outro, os Audioslave já lá vão.

Para mim, os restantes dias do festival vão ser tão pacíficos quanto possível. É que o meu interesse vai muito pouco além de Bob Dylan e Neil Young. Mas talvez haja surpresas.

6 comentários

1 1entre1000's { 16-07-2008 às 10:39 }

de todos lamento nunca ter visto ao vivo os Gogol Bordello devem ser de facto um bom momento de musica ao vivo…

2 1entre1000's { 16-07-2008 às 11:48 }

outra coisa q me esqueci esta manha… tenho andado encantada com os Vampire Weekend, e não lhes tinha dado grande importancia até ouvir com olhos de ouvir e os adoptar… :)

3 Filipe Marques { 17-07-2008 às 1:03 }

Gogol é como disse: muita festa mas a música é sempre a mesma. Para quem gosta de festa sem se importar muito com o resto, vale a pena. Quanto aos Vampire Weekend, é curioso porque já os conhecia há uns mesinhos… mas só me convenceram com o concerto.

4 The National em Guimarães: lucky me — Ouve-se { 20-07-2008 às 18:03 }

[...] para ver os The National. Sim, já os tinha visto na Aula Magna com óptimos resultados e no Alive de forma menos espectacular mas quis aproveitar para os ver ao vivo mais uma vez, ao ar livre e à [...]

5 Spiritualized: só agora é que me dei ao trabalho | Ouve-se { 18-08-2008 às 18:49 }

[...] só agora é que eu pego nele. Podia utilizar o facto de ter ouvido apenas parte de uma música no concerto que eles deram no Alive, mas não seria justo. Acho que foi mais preguiça do que outra coisa. Não volta a acontecer, [...]

6 Bon Iver, o pescador que é fruto do acaso | Ouve-se { 10-09-2008 às 2:19 }

[...] quem era o intérprete uns dias depois mas ficou-se por aí. A música voltou a tocar antes de um concerto da banda no Alive. Era gira. Em Guimarães, foi outra (não tão gira). End of story, [...]

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