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Low: o nome assenta-lhes bem

Low - Drums and GunsConhecia muito pouco dos Low – e ainda conheço, parece-me. Falhei o concerto deles em Barcelona e, quando comprei Drums and Guns há umas semanas, estava quase completamente às escuras. Da pouca coisa que tinha ouvido deles, tinha-me ficado a ideia de que era coisa deprimente.

Depois de ter ouvido este Drums and Guns, que a banda lançou em 2007, a minha opinião não mudou muito: é, sem sombra de dúvida, um dos álbuns mais deprimentes que já ouvi. E não me refiro àquela depressão de amor ou algo do género, que essa está presente em quase tudo o que se ouve por aí, mas antes a um estado tão penoso e dormente que quase nos convence de que mais nada vale a pena. Resumindo, podemos dizer simplesmente que Low foi uma óptima escolha para nome.

Este sentimento surge de todos os lados, em todos os momentos. Surge na alucinação de “Dragonfly”, na fácil profecia de “Pretty People” ou na marcha lenta de “Dust On The Window”. A música lenta vai acenando por entre as letras desiludidas. Por vezes, soa como se os instrumentos estivessem a tocar sozinhos, sem executante nem companhia (veja-se “Hatchet”); por vezes, apenas estranha, como se servisse de banda sonora a uma qualquer pequena cidade abandonada (“Take Your Time” ou “In Silence” são bons exemplos).

Que disco tão deprimente.

Os que conseguem ouvir música sem pensar na vida que levam estão imunes à depressão dos Low. E podem deixar-se mergulhar num álbum denso e nervoso, num conjunto de canções estranhamente bonitas, entre as quais reinam “Murderer” e “Violent Past”, as duas últimas.

Aos outros, que deixaram e vão continuar a deixar escapar este disco, you’re all gonna die.

1 comentário

1 Power trio | Ouve-se { 16-09-2008 às 19:54 }

[...] não está tão associado aos riffs e aos decibéis como à densidade da música em si. É isso: os Low são densos. Nesta versão de “Murderer” muito fiel à original gravada num programa de rádio [...]

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