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A experiência The National

Há umas semanas falei um pouco sobre a experiência. Na altura prometi exemplos meus. Começo por abordar uma das minhas bandas preferidas (como poderão, de resto, comprovar pelo número de vezes que a referi aqui). É o primeiro de três exemplos.

The National ao vivo no Manta, em Guimarães

The National

É o caso mais fresco - comecei a ouvi-los em meados do ano passado - e, portanto, uma bela forma de introduzir o assunto. A bipolaridade entre o tom intimista e os berros descontrolados do vocalista Matt Berninger, as letras desconcertantes, as melodias simples mas fenomenais e uma secção rítmica fantástica foram a porta de entrada. Isso, uma voz tão grave quanto possível e “Fake Empire”.

Depois disto, The National é:

- o refrão de “Lit Up” pela primeira vez num banco de autocarro depois de ter ido entrevistar a directora de marketing da Universal Music a propósito do meu trabalho de final de curso;

- “Apartment Story”, “The Geese of Beverly Road”, “Mr. November”, “Lucky You”, “About Today”, “Murder Me Rachel”, “Wasp Nest”, “Daughters of the Soho Riots” e “Mistaken for Strangers” a tocarem repetidamente no iTunes, no iPod Shuffle - depois no Classic - e na aparelhagem;

- Matt Berninger aos berros em cima de umas quantas cadeiras da Aula Magna no final de um concerto em que todas as pessoas sabiam todas as letras;

- dois pares de gémeos em palco;

- um concerto inesquecível em Guimarães (às 22 horas, depois de ter saído de Lisboa às 17);

- o Aaron Dessner a autografar-me o bilhete e a atirar-se a uma amiga minha;

- comprar seis CDs de uma vez na Amazon.

Resumindo, a qualidade intrínseca, o desempenho ao vivo e a atitude deles foram elementos que contribuíram decisivamente para a minha fidelização (tendo em conta o dinheiro que já gastei com eles, acho que posso afirmar com segurança que estou no grupo dos fiéis). A experiência The National, no meu caso, é isto. Se somarmos mais uns casos semelhantes ao meu, a coisa começa a ganhar forma para eles.

5 comentários

1 Ginga { 28-08-2008 às 18:16 }

Quote: “- um concerto inesquecível em Guimarães (às 22 horas, depois de ter saído de Lisboa às 17);” Mais uma vez, obrigadinho pelo convite! Abraço

2 Filipe Marques { 28-08-2008 às 18:25 }

Pessoa amarga.

3 Gonçalo Trindade { 29-08-2008 às 18:43 }

São das minhas bandas-favoritas, e no meu caso despertaram-me a atenção quando me deram a ouvir a Slow Show. Depois foi ouvir The Boxer do início ao fim, andar histericamente a gritar “ENTÃO MAS ESTES GAJOS SÃO BRILHANTES!”, e ouvir a restante discografia deles. Tudo isto cerca de uma semana antes do concerto deles na Aula Magna… tentei ainda arranjar bilhete, mas estavam obviamente esgotados. E depois não pude ir a Guimarãe nem ao Alive… Cá estou eu obviamente enfurecido e desejando a morte de todos os que os viram ao vivo, ansioso pelo seu regresso cá.

Porque há-de acontecer. Eventualmente.

4 Filipe Marques { 29-08-2008 às 21:49 }

Sim. E quando acontecer, será brutal.

5 A provocação das 7 canções | Ouve-se { 08-11-2008 às 19:03 }

[...] um caso pessoal óbvio. Não seria, em circunstâncias normais, uma das minhas músicas favoritas… mas o que raio [...]

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