O melhor de 2008 – concertos
Este é o primeiro de três posts sobre o melhor da música em 2008.

Vi bastantes concertos este ano, ainda que a maior parte esteja concentrada em meia dúzia de dias: os dias do Rock In Rio e do Alive. Se dos primeiros não há muito que fique na memória – excepção feita a um especialmente triste espectáculo -, dos últimos muito pode ser dito. Mas nem só de festivais vive o homem. 2008 foi um ano regado a Aula Magna, Coliseu e Campo Pequeno… e a uma ou outra aventura de longa distância.
Os cinco melhores concertos a que assisti em 2008:
5 – Sigur Rós no Campo Pequeno, Lisboa (11 de Novembro)
Vi os Sigur Rós ao vivo pela terceira vez e não posso dizer que me arrependa. Fecharam o concerto com as duas melhores músicas e continuam fantásticos em palco.
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4 – Vampire Weekend no Alive, Passeio Marítimo de Algés, Oeiras (10 de Julho)
São um dos maiores hypes de 2008 e merecem completamente a atenção. Sim, o vocalista parece um nerd saído dos anos 80 e, sim, a música está sempre a fazer lembrar Peter Gabriel. Posso dizer, no entanto, que ao vivo são gigantes.
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3 – Cat Power no Coliseu dos Recreios, Lisboa (26 de Maio)
Um concerto fantástico de uma mulher cheia de imperfeições. Chan Marshall faz o que quer com a música que interpreta e isso reflecte-se ainda mais ao vivo. Nunca será um animal de palco, pelo menos não no sentido mais habitual da expressão. O concerto foi inesquecível – o triunfo da incoerência e da displicência.
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2 – The National no Manta, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (18 de Julho)
Ia perdendo este concerto por um triz. E teria sido uma pena. Foi quase perfeito: o ambiente, o local, a setlist, o desempenho da banda e aquela descompressão pós-concerto…
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1 – Radiohead no Daydream Festival, Parc del Forum, Barcelona (12 de Junho)
2008 fica marcado por uma noite de Santo António muito especial. Em vez de ficar por casa, dei um salto a Barcelona e fui ver os Radiohead ao vivo pela primeira vez. Foi o melhor concerto da minha vida e algo me diz que é bem provável que também tenha sido o melhor do ano.
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2008 foi o ano em que vi os Radiohead ao vivo pela primeira vez. Era impossível haver outro concerto em primeiro nesta lista.

11 comentários
Tudo isto me passou ao lado este ano e ainda bem, porque senão cada concerto tinha uma “plateia” de um millhão de chatos como eu a fingir que percebia o que estava ali a fazer/ver. Sigo de muito longe as novidades na música. A única coisa interessante que vi este ano foi no Braço de Prata: «Free Fucking Notes» – (voz: Marta Plantier | piano: Luís Barrigas). Só ainda não percebi porque é que ainda não editaram, mas enfim.
Curiosamente a seguir ao do Sigur Rós foi a última vez que nos vimos, se não estou em erro…
Foi pois. E acho que falaste dos Free Fucking Notes quando nos encontrámos…
O que está em número deve ter sido interessante…
Lamentavelmente, enquanto tentava controlar as diversas emoções de injustiça, aversão e até ódio relativas a certas e determinadas atitudes, esqueci-me de indicar o número do concerto. É o 2…
Realmente, isto há injustiças que não lembram a ninguém…
O concerto dos Sigur Rós foi, para mim uma viagem ao mundo desconhecido da fantasia. Para mim o tempo parou. Sai do Campo Pequeno com uma calma e distanciamento que até hoje ainda me questiono como analisar da melhor forma aquelas duas horas… Fico indiscritivelemente surpreendida como aquela música me faz ficar mum vazio absoluto mas com tanta coisa entranhada. Parece antagónico mas os Sigur fazem me isto. Uma experiência marcante, sem dúvida, pelo que são e pela maratona que tive de fazer de Coimbra-Lisboa, Lisboa-Coimbra e o € em que me ficou o miminho a mim mesma. Que se lixe. Um dia morro e fica cá tudo, como se costuma dizer. Abraço. Bom post
“Uma experiência marcante, sem dúvida, pelo que são e pela maratona que tive de fazer de Coimbra-Lisboa, Lisboa-Coimbra e o € em que me ficou o miminho a mim mesma. Que se lixe. Um dia morro e fica cá tudo, como se costuma dizer.”
Foi mais ou menos isso que senti com a minha solitária viagem a Barcelona para ver os Radiohead (com as devidas diferenças de escala, claro).
Pensando nas experiências comuns, fiquei com uma dúvida: Vampire Weekend foi melhor que Feist?
Eu acho que não!
“2 – The National no Manta, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (18 de Julho)
Ia perdendo este concerto por um triz. E teria sido uma pena. Foi quase perfeito: o ambiente, o local, a setlist, o desempenho da banda e aquela descompressão pós-concerto…”
Odeio-te. Porra, agora devem demorar a cá voltar : /. E Radiohead ao vivo deve ser de facto uma coisa de outro mundo… como enorme admirador deles, também seria um dos momentos da minha vida se os apanhasse ao vivo.
Sílvia, sim.
Gonçalo, vamos esperar que regressem a Portugal brevemente.
[...] a culpa é mesmo da distância. Claro, no ano passado passei por lá para ver os The National e não me arrependi. Mas o incentivo era gigante. Este ano, no entanto, as coisas são ligeiramente [...]
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