“Lift”, a melhor música não editada de sempre
Acho que escrevo muito sobre os Radiohead. Não tanto quanto poderia escrever… mas definitivamente bem mais do que será considerado normal. Segue mais um para a contagem então.
É-me muito difícil escolher as minhas músicas preferidas da minha banda preferida. Uma grande parte das que eles editaram está perto da perfeição… e encontram-se espalhadas por todos os álbuns, EPs e singles que por aí andam.
Aquela de que falo, no entanto, não conseguirão encontrar à venda, pelo menos legalmente (ou eticamente, mesmo!). Trata-se oficialmente da melhor música de sempre não editada. Os Radoihead estrearam-na na digressão de 1996, altura em que intercalavam músicas de Pablo Honey e The Bends com uma ou outra novidade das sessões de OK Computer, e tocaram-na em concertos suficientes para que sobrassem algumas gravações aproveitáveis.
“Lift” é, mais do que a melhor música de sempre não editada, uma das melhores músicas dos Radiohead. Coisa para o top 5 – e lembrem-se que me é especialmente difícil decidir estas coisas.
Os membros da banda sempre acharam que lhe faltava qualquer coisa e guardaram-na no fundo do baú. Em 2002, na mini-digressão ibérica que iniciaram em Lisboa, mostraram todos os temas de Hail To The Thief, que viria a ser lançado em 2003. E sim, “Lift” voltou a aparecer. Por essa Internet fora encontramos, de resto, uma versão mais recente desta canção, a chamada versão de Lisboa. Adivinhem porquê. Não sendo tão imediata nem simples, é outro momento alto. Mas não há amor como o primeiro.
Quanto a mim, lembro-me perfeitamente da primeira vez que ouvi a música. Tinha começado a ouvir Radiohead há pouco tempo e enviaram-ma via MSN. Respondi, perguntando, algo como: mas porque é que nunca me mostraste isto antes!?
Ninguém saberá, certamente. Mas agora vejam e ouçam a melhor versão de “Lift” que encontram na Internet, a que os Radiohead tocaram a 27 de Maio de 1996 no Pinkpop Festival, na Holanda. Se não adorarem, não são boas pessoas.

4 comentários
Parece que não sou, sorry about that.
Estou precisamente a ouvir a Fake Plastic Trees. O precisamente vem do facto de eu saber (e ter possuído em tempos) o teu trabalho para a Marta Anico com base nesta música.
Não acrescenta em nada, mas é bem porreiro vir saber de ti e sujar-te isto de vez em quando.
P.S. – Informo que quando te devolver o livro exijo um café do Starbucks. Ou seja, um latte ou algo assim.
Um abraço, Marques.
Raquel, apesar de achar que isso é vingança, perdoo esse pequeno deslize. Mas estou perfeitamente recordado da palavra que usaste para descrever a música dos Radiohead: misógina.
Maria, pois que foi um belo trabalho, esse da “Fake Plastic Trees”. E ouvi a música muitas, muitas vezes enquanto o escrevia… Enfim. Bons tempos.
Nada disso, Filipe, coloco sempre maior esmero nas minhas vinganças (e para isso é preciso querer levá-las a cabo). Já sabes que não venero Radiohead; reconheço-lhes mérito instrumental mas aquela voz entra-me nos nervos (bem sei que o senhor é a alma do grupo, mas…). Misógina(o) não é um adjectivo que seja assíduo do meu cardápio vocabular; se bem me lembro, limitei-me a concordar com esse epíteto colocado por terceiros. Bom, havemos de voltar a concordar noutras músicas.
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