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	<title>Comentários em: O peso da Fnac na distribuição</title>
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	<description>Música, indústria e tendências.</description>
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		<title>Por: Filipe Marques</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2009/01/o-peso-da-fnac-na-distribuicao/comment-page-1/#comment-780</link>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 23:56:47 +0000</pubDate>
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		<description>Só uma coisa: o facto de cada vez haver menos álbuns novos à venda na Fnac não é só (e pode até ser que seja mesmo muito pouca) culpa da Fnac. Só uma pequena parte do que vendem é importado. O resto é distribuído em Portugal por empresas da área, nomeadamente editoras e distribuidoras. A falta de aposta em álbuns novos é mau trabalho de quem os distribui, que não tem a mínima noção de que a diferença entre ter o álbum disponível no instante em que sai e não ter é gigante.

Recordo-me de ter falado com os responsáveis da Popstock Portugal sobre esse assunto... e eles diziam que se falhassem a pôr um álbum dos The White Stripes ou dos The National nas lojas, a coisa ficava complicada para eles (em Portugal, pois está claro).

De resto, creio que a questão do comércio de bairro vs. gigante multinacional já cansa um pouco. Antes da Fnac, que lojas tínhamos de bairro em Lisboa, por exemplo? Valentim de Carvalho (horrível, mesmo para a altura), Virgin (Fnac em versão de testes) e depois uma ou outra coisa sem mercado fora do mainstream (muito bem coberto por qualquer gigante, claro).

As alternativas (Flur, Carbono e as outras todas do vinil...) mantiveram-se, desapareceram, apareceram outras... ou seja, continuam a existir. Agora: quantas vezes vão à Fnac e quantas vão a uma das outras?

Creio que fazem falta outros pesos pesados para fazer concorrência à Fnac... e se houver quem continue a apostar em lojas pequenas, que o faça bem (como algumas o fazem).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só uma coisa: o facto de cada vez haver menos álbuns novos à venda na Fnac não é só (e pode até ser que seja mesmo muito pouca) culpa da Fnac. Só uma pequena parte do que vendem é importado. O resto é distribuído em Portugal por empresas da área, nomeadamente editoras e distribuidoras. A falta de aposta em álbuns novos é mau trabalho de quem os distribui, que não tem a mínima noção de que a diferença entre ter o álbum disponível no instante em que sai e não ter é gigante.</p>
<p>Recordo-me de ter falado com os responsáveis da Popstock Portugal sobre esse assunto&#8230; e eles diziam que se falhassem a pôr um álbum dos The White Stripes ou dos The National nas lojas, a coisa ficava complicada para eles (em Portugal, pois está claro).</p>
<p>De resto, creio que a questão do comércio de bairro vs. gigante multinacional já cansa um pouco. Antes da Fnac, que lojas tínhamos de bairro em Lisboa, por exemplo? Valentim de Carvalho (horrível, mesmo para a altura), Virgin (Fnac em versão de testes) e depois uma ou outra coisa sem mercado fora do mainstream (muito bem coberto por qualquer gigante, claro).</p>
<p>As alternativas (Flur, Carbono e as outras todas do vinil&#8230;) mantiveram-se, desapareceram, apareceram outras&#8230; ou seja, continuam a existir. Agora: quantas vezes vão à Fnac e quantas vão a uma das outras?</p>
<p>Creio que fazem falta outros pesos pesados para fazer concorrência à Fnac&#8230; e se houver quem continue a apostar em lojas pequenas, que o faça bem (como algumas o fazem).</p>
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		<title>Por: Rute Correia</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2009/01/o-peso-da-fnac-na-distribuicao/comment-page-1/#comment-778</link>
		<dc:creator>Rute Correia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 23:21:31 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com o João, pois já passei por situações semelhantes. Ainda assim, não posso deixar de admitir que ainda hoje me perco em qualquer uma das lojas Fnac. É certo que os preços não são amigáveis, embora nos últimos tempos tenha havido uma tendência para mudar o &quot;preço verde&quot; para o &quot;preço mínimo&quot;, o que é de louvar. O problema é que, de facto, a oferta diminui: as secções especializadas têm prateleiras cada vez mais pequenas, com a excepção da &quot;Música Portuguesa&quot;, mas isso terá mais que ver com uma aposta generalizada no nacional - há cada vez mais &quot;burburinhos&quot; e &quot;hypes&quot; dentro do nosso mini-universo musical.

A história da Fnac e da loja de discos, é igual à do supermercado e da mercearia do vizinho. As pessoas vão lá porque é mais fácil, porque está num centro comercial e tem quase tudo o que precisam. É sobretudo uma questão de comodismo. Infelizmente, a preguiça do &quot;consumidor-genérico&quot; propicia a preguiça do vendedor e o &quot;consumidor-especializado&quot; é quem sai mais penalizado. Porque sabe o que se passa, e a loja de discos entretanto fechou.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o João, pois já passei por situações semelhantes. Ainda assim, não posso deixar de admitir que ainda hoje me perco em qualquer uma das lojas Fnac. É certo que os preços não são amigáveis, embora nos últimos tempos tenha havido uma tendência para mudar o &#8220;preço verde&#8221; para o &#8220;preço mínimo&#8221;, o que é de louvar. O problema é que, de facto, a oferta diminui: as secções especializadas têm prateleiras cada vez mais pequenas, com a excepção da &#8220;Música Portuguesa&#8221;, mas isso terá mais que ver com uma aposta generalizada no nacional &#8211; há cada vez mais &#8220;burburinhos&#8221; e &#8220;hypes&#8221; dentro do nosso mini-universo musical.</p>
<p>A história da Fnac e da loja de discos, é igual à do supermercado e da mercearia do vizinho. As pessoas vão lá porque é mais fácil, porque está num centro comercial e tem quase tudo o que precisam. É sobretudo uma questão de comodismo. Infelizmente, a preguiça do &#8220;consumidor-genérico&#8221; propicia a preguiça do vendedor e o &#8220;consumidor-especializado&#8221; é quem sai mais penalizado. Porque sabe o que se passa, e a loja de discos entretanto fechou.</p>
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		<title>Por: João Oliveira</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2009/01/o-peso-da-fnac-na-distribuicao/comment-page-1/#comment-773</link>
		<dc:creator>João Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 10:21:28 +0000</pubDate>
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		<description>É notório o desinvestimento da Fnac na música. Se pensarmos nos primeiros tempos havia singles (poucos, mas havia!), havia quase tudo o que saía de novo a nível internacional e uma amostra significativa de álbuns do passado. Hoje em dia os singles foram à vida, álbuns novos só mainstream (os outros por vezes aparecem mas em quantidades insignificantes) e do passado só coisas que tenham sido muito significativas.

E a Fnac devia definitivamente melhorar o sistema de comunicação inter-lojas. Certamente já nos aconteceu a todos perguntarmos por um álbum numa loja e dizerem que não está disponível em Portugal, e no mesmo dia encontrarmos esse álbum noutra loja da Fnac. Mas o meu incidente favorito foi ter um álbum encomendado durante 3 meses, cancelarem-me a encomenda sem me darem qualquer tipo de satisfação, quando liguei a saber o que se passou terem-me dito que o álbum estava esgotado há imenso tempo e no dia seguinte, advinhem, encontreio-o numa das lojas da Fnac! Agoram digam lá se isto é bom serviço?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É notório o desinvestimento da Fnac na música. Se pensarmos nos primeiros tempos havia singles (poucos, mas havia!), havia quase tudo o que saía de novo a nível internacional e uma amostra significativa de álbuns do passado. Hoje em dia os singles foram à vida, álbuns novos só mainstream (os outros por vezes aparecem mas em quantidades insignificantes) e do passado só coisas que tenham sido muito significativas.</p>
<p>E a Fnac devia definitivamente melhorar o sistema de comunicação inter-lojas. Certamente já nos aconteceu a todos perguntarmos por um álbum numa loja e dizerem que não está disponível em Portugal, e no mesmo dia encontrarmos esse álbum noutra loja da Fnac. Mas o meu incidente favorito foi ter um álbum encomendado durante 3 meses, cancelarem-me a encomenda sem me darem qualquer tipo de satisfação, quando liguei a saber o que se passou terem-me dito que o álbum estava esgotado há imenso tempo e no dia seguinte, advinhem, encontreio-o numa das lojas da Fnac! Agoram digam lá se isto é bom serviço?</p>
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