Posts de — Janeiro 2009
Wilco em Portugal pela primeira vez
Ora aqui está uma grande, grande notícia.
Os Wilco vêm a Portugal para dois concertos: um a 30 de Maio no Theatro Circo de Braga, outro no dia seguinte no Coliseu de Lisboa.
Nenhum no Porto, curiosamente. Depois de Famalicão, começamos a ver Braga a apostar na música com grande força. Não percebo o que é feito do Porto nestas andanças.
São uma das melhores bandas indie norte-americanas da actualidade… e uma das que percorreu um caminho mais interessante. Um álbum como Yankee Foxtrot Hotel seria um clássico da música rock se não fosse dos Wilco mas de um qualquer folk-rocker mais conhecido nos Estados Unidos.
De qualquer forma, estou com muita vontade de os ver ao vivo. Os bilhetes para Braga custam 40 euros. Para Lisboa, variam entre os 25 e os 45.
17-01-2009 2 comentários
Os Coldplay estão no Twitter
Não estava à espera de que fossem dos primeiros grandes nomes a estar no Twitter mas pronto, os Coldplay já lá estão. Com muitas coisas a apontar, claro, nomeadamente o facto de não seguirem ninguém (até ao momento, claro), o que demonstra que estão, para já, a pensar em usar a plataforma apenas como maneira de espalhar a mensagem, seja ela qual for.
Mas pronto, vou dar-lhes o benefício da dúvida e ver como avançam com a coisa. Uma coisa é certa: estão atentos.
17-01-2009 Sem comentários
Por antecipação
Falta menos de um mês para o concerto dos Mogwai na Aula Magna. O bilhete está comprado e eu vou-me preparando como posso para os ver ao vivo pela primeira vez. Falhei a última passagem deles por cá – estiveram no Lisboa Soundz ou lá como é que se chamava aquilo – e fi-lo de forma bastante consciente.
Pois bem, há uns tempos disseram-me que eles não têm tocado, nesta digressão, a “Mogwai Fear Satan”, definitivamente um dos momentos mais altos da banda. Continuo a não prestar muita atenção às últimas setlists (confesso que só o faço com Radiohead… e é mais à caça de bootlegs do que outra coisa), pelo que até pode ser que alguma coisa tenha mudado. De resto, até acho que vai ser um bom concerto… porque eles são bons.
Ora, uma coisa é certa: podem tocar “Mogwai Fear Satan”, “Like Herod”, “Hunted by a Freak” ou a mais recente “Bat Cat”… mas não estou a contar ouvir a maravilhosa “Stanley Kubrick”. Foi a segunda música que ouvi dos Mogwai, foi a primeira que adorei. Se a tocarem, terão aqui um membro da assistência mais do que satisfeito com o concerto.
Mas só para o caso de se ficarem pelas outras – e é mais provável que o façam – aqui fica o vídeo. Mas ei, esqueçam o vídeo e ouçam a música.
13-01-2009 5 comentários
Memória
Já muito foi escrito sobre ele. Deixo apenas o single da reedição de Grace que a mãe dele e a Sony lançaram em 2004. Não é que ache especial piada a este conta-gotas a que sujeitaram a música de Jeff Buckley… mas “Forget Her” é, independentemente disso, um grande momento.
11-01-2009 1 comentário
Para acompanhar o frio
Blood Bank, o EP de Bon Iver, já aí anda há algum tempo mas agora está prestes a ser editado. E é bom: uma espécie de extensão do excelente For Emma, Forever Ago. Mantém o espírito mas desbrava algum caminho.
E parece que o faz começando pela desconhecida mas aparentemente familiar “Blood Bank”. Tivesse esta faixa semi-eléctrica sido editada no álbum de estreia e só teria ajudado ainda mais ao hype. Logo passa para a guitarra acústica e nos dá mais do fantástico mesmo em “Beach Baby”.
Mas eis senão quando começa a piano-progressiva “Babys”, que nos envolve no repetitivo martelar de teclas enquanto a voz de Justin Vernon não emerge. Uma ligeira alteração de percurso e fica como que iluminada, com voz, piano e guitarra em sintonia.
“Woods” é… bem, surpreendente. Vozes processadas não são coisa que me agrade geralmente… sobretudo quando constituem uma música que mais parece os Vozes da Rádio versão “Fitter Happier”. Vá, não me incomoda assim tanto… mas não sei o que achar, sinceramente.
Parece-me escusado dizer que este EP vale bem a pena, mesmo que ainda tenha dúvidas relativamente à última música. Vale a pena porque mantém o espírito. E porque é uma boa companhia para o frio polar.
08-01-2009 Sem comentários
iTunes sem DRM
Depois de muitos rumores durante muito tempo, lá chegou a altura de acontecer de facto: a partir de agora, 80 por cento das músicas do iTunes está à venda sem DRM. Em Março, espera-se que já esteja tudo sem DRM.
Outra novidade: acabou-se a exclusividade das músicas a 99 cêntimos. Agora há três preços: 0.69, 0.99 e 1.29. As novidades deverão estar mais caras normalmente.
E é isto. Há condições (apesar de a Apple não ter optado pelo MP3 como formato das músicas, o que é uma chatice) para dar um pontapé no rabo do DRM nas músicas. A ver vamos se é isso que acontece de facto nos próximos meses.
07-01-2009 Sem comentários
O peso da Fnac na distribuição
As lojas de música portuguesas são conservadoras. A Fnac (que é, na prática, a única loja de música digna desse nome) prefere manter margens de lucro mais elevadas e vender pouco do que ganhar menos por unidade e mais no total. Porquê? Certamente, pelo medo de não vender tanto assim. E também porque pode. Mas esta arrogância não lhe fica bem.
Neste momento, no entanto, e sobretudo com a Libra quase equivalente ao Euro, não consigo deixar de pensar que a Amazon.co.uk é cada vez mais a melhor solução para os que ainda gostam de comprar CDs. Claro que isto pouco importa à Fnac, já que o negócio deste retalhista não é a música (nem os livros ou o cinema): é a electrónica de consumo e a informática, que é o que lhes dá dinheiro. O resto é posicionamento. Tem alguma importância mas, quando chega a altura de contar os trocos… não é por aí.
Mas pronto, isto demonstra bem a situação actual do negócio tradicional da música gravada. Em Portugal, ninguém procura inovar nesta área, parece estar tudo à espera de uma salvação vinda, talvez, do estrangeiro. O iTunes tem contribuído com alguma coisa para as pobres das editoras… mas não é definitivamente o futuro. Pelo menos não nos moldes actuais.
Entretanto, mantemo-nos nas campanhas de mid-pricing e nas vantajosas (para todos menos para mim, o consumidor) sinergias entre estações de TV, produtoras de conteúdos, editoras, promotoras e mais uns quantos players. OK, lá vamos tendo um ou outro bom exemplo de como fazer as coisas… mas, mesmo para um mercado tão estagnado como o nosso, não chega.
Uma coisa é certa: a Fnac pesa que se farta na distribuição de música. E estes monopsónios não trazem nada de bom, até porque não existe competição entre as editoras e, no final, é sempre a Fnac que decide os preços a praticar (com um ou outro limite, claro).
05-01-2009 3 comentários
O Remixtures agora é um negócio
O Remixtures vai abrir uma loja. Talvez não seja bem assim, pronto, mas é parecido:
Em termos concretos, a proposta freemium do Remixtures passa por disponibilizar uma série de serviços personalizados e complementares a uma vasta gama de entidades potencialmente interessadas como jornais, revistas, publicações online, escolas de formação profissional, bandas e músicos independentes, editoras discográficas, promotoras de concertos, universidades, associações industriais e profissionais, etc.
Portugal faz-me temer por esta iniciativa. Esta gente continua a preferir gastar dinheiro em publicidade e em coisas do género em vez de planear de facto os projectos. Preferem o habitual ao novo. Preferem perder dinheiro em vez de o investir de facto. Nem se trata de arriscar… porque, se estiverem minimamente atentos, sabem que não há o mais pequeno risco em consultar o Miguel Caetano a proposto destas coisas da música e dos seus novos modelos de negócio: se há alguém que pode dizer que sabe do que fala nesta área, é ele.
Portanto, pros, não sejam parvos. Dêem uma vista de olhos no post dele e nos serviços disponíveis, vá.
04-01-2009 2 comentários
Começar bem o ano
(E os meus títulos começam a parecer o E Deus Criou a Mulher.)
Os Nada Surf de “Popular” continuam vivos e de boa saúde. Lucky – o álbum que lançaram em Fevereiro do ano passado – é um dos álbum bastante bom dentro do estilo. É fresco e levezinho, ouve-se muito bem. Chegou-me aos ouvidos já na parte final do ano mas não consigo evitar pensar que a altura ideal teria sido o Verão.
Uma das melhores músicas do álbum é a muito americana (roadtrips e tudo o resto) “Whose Authority”, o primeiro single retirado de Lucky. Fiquem com o vídeo, convenientemente colocado aqui em baixo…
04-01-2009 Sem comentários
