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Para acompanhar o frio

Blood Bank, o EP de Bon Iver, já aí anda há algum tempo mas agora está prestes a ser editado. E é bom: uma espécie de extensão do excelente For Emma, Forever Ago. Mantém o espírito mas desbrava algum caminho.

E parece que o faz começando pela desconhecida mas aparentemente familiar “Blood Bank”. Tivesse esta faixa semi-eléctrica sido editada no álbum de estreia e só teria ajudado ainda mais ao hype. Logo passa para a guitarra acústica e nos dá mais do fantástico mesmo em “Beach Baby”.

Mas eis senão quando começa a piano-progressiva “Babys”, que nos envolve no repetitivo martelar de teclas enquanto a voz de Justin Vernon não emerge. Uma ligeira alteração de percurso e fica como que iluminada, com voz, piano e guitarra em sintonia.

“Woods” é… bem, surpreendente. Vozes processadas não são coisa que me agrade geralmente… sobretudo quando constituem uma música que mais parece os Vozes da Rádio versão “Fitter Happier”. Vá, não me incomoda assim tanto… mas não sei o que achar, sinceramente.

Parece-me escusado dizer que este EP vale bem a pena, mesmo que ainda tenha dúvidas relativamente à última música. Vale a pena porque mantém o espírito. E porque é uma boa companhia para o frio polar.

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