Mogwai temem satanás mas faltou ali qualquer coisa
Está provado que, com a excepção de “Batcat”, o mais recente dos Mogwai não vai deixar grandes marcas. Ao vivo, as músicas de The Hawk is Howling são aborrecidas – como no álbum, de resto. Não é que sejam genuinamente más. Só não são é realmente boas, coisa que se espera dos Mogwai com alguma legitimidade.
O concerto dos Mogwai na Aula Magna fica irremediavelmente marcado por isto… mas também o fica pelo fantástico desempenho em “Mogwai Fear Satan” e “Like Herod”, provavelmente as duas melhores músicas do quinteto escocês. Tinha medo de ficar pendurado porque, segundo consta, parece que eles não as têm tocado muito nesta digressão… mas ei, tocaram e fizeram muito bem. Os altos e baixos, as magníficas explosões, tudo o que há de bom em Mogwai está presente nestas duas músicas. E, posso admitir, a “Batcat”, que veio a seguir a “Like Herod”, ficou muito bem na fotografia.
Também valeu a pena porque “Hunted By A Freak” é uma música fantástica e “Friend of the Night” é daquelas calmas que resulta bem ao vivo.
Mas faltou algo a este concerto. Faltou não me aborrecer aqui e ali e faltaram, claro está, “Yes! I am a long way from home” e “Stanley Kubrick”. Mas isto já era mais complicado de acontecer.

9 comentários
Fui ao soundcheck e falei um bocado com eles. A Stanley Kubrick ainda lhes pedi que tocassem, mas disseram que não : p. É uma música que vai-e-vem, disseram eles… enfim. Acho que foi no geral uma bela setlist e um concerto espectacular… apanhei, como sempre, um tremendo cagaço com a Like Herod, mas prontos, além disso… E nota para a iluminação e afins… visualmente, o concerto estava espantosamente bem conseguido. Se estavas nos doutorais, aquele tipo que no final foi a correr buscar a setlist a um dos membros da banda que la estava no palco (ele já ma tinha prometido e cumpriu: esperou por mim no final) era eu :p. No geral achei um concerto memorável, e quando cá voltarem estou lá caído.
Pois, eu também gostei do concerto mas penso que realmente faltou ali qualquer coisa. Durante a actuação, não deixei de pensar como fazem falta os Mogwai mais clássicos, do início. A primeira parte foi muito dominada pelos temas novos e só comecei a “entrar” verdadeiramente no som deles depois. Visualmente, não foi nada impressionante nem eu esperava que fosse… O que gostei mesmo foi de ver uma Aula Magna muito bem composta para receber os Mogwai. Mas, no essencial, concordo com o que fui lendo, como neste caso:
http://cotonete.clix.pt/quiosque/noticias/body.aspx?id=41986
tocaram a stanley kubrick no garage em 2004 – não sei se tiveste a oportunidade de os ver dessa vez. a outra música duvido que alguma vez a oiças num concerto.
de resto, opiniões aparte – e podem ver a minha no sítio do costume – esse artigo do cotonete tem pelo menos 3 erros de nomeação de músicas/álbuns. sei que sou chato com essas coisas mas de um jornalista exigo sempre rigor máximo.
cumprimentos a todos.
A sequência “Like Herod”, “Batcat” foi o ponto alto do concerto. Nunca os tinha visto ao vivo e não me vão ouvir queixar. Na próxima visita, estarei presente outra vez.
Gonçalo, tu és um sortudo, pá. Acho que estás toldado pelo encontro imediato do 3º grau com os tipos mas fico contente e relativamente invejoso.
Sofia, eu acho que eles têm muita coisa relativamente recente boa. Aliás, a “Friend of the Night” é um óptimo exemplo, assim como “Hunted by a Freak”. Creio que não têm de se envergonhar de nenhum dos álbuns mais recentes… mas o último não me parece estar ao nível. Mas, lá está, ainda há um ano ou assim lançaram a fantástica banda sonora daquele filme sobre o Zidane.
Zé, tu também és um sortudo. Nem sequer sabiam que tinham cá vindo ao Garage em 2004 (pouco antes de os conhecer, julgo eu). “Stanley Kubrick” teria feito maravilhas por mim esta noite.
E acho que a “Yes! I am a long way from home” daria um belo final de concerto. A ver se os gajos começam a ler aqui o blog, que isto assim não pode ser.
Ginga, concordo com essa coisa da “Like Herod” e da “Batcat”. Eu também conto estar presente da próxima vez que cá vierem (se não for nenhum festival manhoso ou assim…) mas é bem possível que me queixe novamente.
Foi demasiado morninho, e ligeiramente sem sal. Agradável, mas não me deixará saudades. No fundo, o que gostei mais, foi mesmo a iluminação. Isso, e do facto de ter sido na Aula Magna que é a sala mais bonita de Lisboa.
Posso discordar muito? Não só adoro o The Hawk is Howling como me parece MUITO contestável dizer que a Btacat, Jim Morrison ou Scotland’s Shame tenham sido aborrecidas, Space Expert e Precipice acho que acrescentaram mais do que propriamente a Ithica (why!?) ou a Helicon.
Mais, para a qualidade de som que se arranjou, o ending da I love you, I’m going to blow up your school foi, para mim, ponto alto.
E o que não faltou foi revivalismo, ficaram por tocar 4 ou 5 músicas do The Hawk is Howling, para quem não gosta do álbum (o que, again, não é o meu caso) partiria do princípio que tivesse sido óptimo.
Mas são opiniões.
Abraço
O concerto (e a tour) serviu principalmente para apresentar o álbum The Hawk is Howling, senão gostam das músicas deste álbum ou as acham secantes não sei porque foram ao concerto. Eu adorei o concerto, fui um pouco á descoberta da banda, pois ainda não conhecia muito bem, mas adorei o concerto do inicio ao fim. O fim (Like Herod + Batcat) foi qualquer coisa de brutal. Destaco também as luzes, foi bastante porreiro. Para concluir, ganharam mais um fan em Portugal, quando cá voltarem estou lá se possível.
Abraço.
João, nada a contestar excepto uma coisa. A “Batcat” não é, de longe, aborrecida. Ninguém disse que era. De resto, é isso mesmo: são opiniões.
Ricardo, não sei se costumas ir a muitos concertos – e não estou a dizer que não – mas é mais do que razoável ir a um concerto de uma banda que tem 15 anos de carreira e de que se gosta muito sem se gostar do último álbum.
De resto, sim, a “Like Herod” e a “Batcat” foram uma óptima forma de “terminar” (o encore estragou um pouco as contas) o concerto.
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