Posts de — Março 2009
Sem contrato? A alternativa Facebook

Este post faz parte da série Sem contrato? As alternativas para uma boa auto-promoção.
Já sabemos que o website é obrigatório. Isso não quer dizer que se possa dispensar outros sítios, até porque quanto mais intensa for a presença, mais facilmente a banda conseguirá chamar a atenção. Pelo menos em teoria.
O Facebook está na moda. O MySpace morreu, acreditem ou não. Lá porque toda a gente da música lá está, não quer dizer que vocês lá tenham de estar. Pensem bem. Onde estão os vossos amigos? Onde estão os amigos dos vossos amigos? É isso mesmo: no Facebook. Vocês querem chegar a quem pode garantir-vos um contrato… mas é muito mais fácil fazê-lo através das pessoas. Vejam a teoria do negócio dos jornais, por exemplo: esforçam-se por chegar aos leitores que querem fidelizar para que os anunciantes tenham interesse em gastar dinheiro. Da mesma forma, se chegarem ao público e chegarem bem… mais facilmente chegarão a quem pode facilitar-vos a vida. E com maior credibilidade, provavelmente.
O Facebook é a maior rede social do momento. Cada membro deverá criar um perfil e estar lá como outra pessoa estaria: com status updates, links, jogos, causas, grupos, páginas de que são fãs e por aí fora. Claro que, entretanto, a coisa ficou um pouco mais parecida com o Twitter mas, ainda assim, as principais funcionalidades mantêm-se.
A banda propriamente dita deverá desenvolver uma página. Há um formato específico para música que é bem porreiro: músicas, vídeos, notícias, imagens, calendário de concertos e tudo o mais de que se lembrem. Ah, e não se esqueçam do link para o site.
Outro formato interessante é o do grupo… mas poderão explorá-lo depois de já terem a vossa página há algum tempo. É uma questão de aproveitarem os diferentes momentos para recordarem aos que vos seguem que vocês andam por aí e andam activos. Este motivo será escusado se vocês mantiverem uma actividade regular, claro.
Chamo apenas a atenção para uma coisa: à medida que forem ganhando amigos e seguidores novos, tenham cuidado para não se tornarem spammers, que é desagradável estar constantemente a receber notícias da mesma fonte… sobretudo quando não interessam a ninguém.
Enfim, usem o Facebook porque é uma das armas do momento. É um falso time waster, pelo menos para vocês, que poderão chegar a cada vez mais pessoas. Não é um substituto do website. É mais uma forma de levar pessoas até lá e levar a vossa música até aos potenciais fãs.
28-03-2009 12 comentários
Rapaz honesto
Perdoem-me mas tenho mesmo que colocar este vídeo aqui. O motivo é simples: “Things The Grandchildren Should Know” dominou a minha semana. A letra perseguiu-me e a melodia também não descolou.
A canção em si é repetitiva – estou certo que nenhum de nós se importa com isso – mas é bonita, do mais bonito que Mark Everett deu aos Eels. Em certo sentido, faz lembrar Bob Dylan: a música é quase só uma base para as palavras. A diferença? O Dylan sempre mentiu mais que sei lá o quê. Já Everett parece mais honesto aqui do que em qualquer outra música.
27-03-2009 Sem comentários
Featured Artists Coalition: dinheiro e controlo
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Nasceu a Featured Artists Coalition, um grupo de pressão constituído por alguns músicos britânicos de renome cujo objectivo é, em linhas gerais, combater a injustiça na distribuição das receitas da venda e do licenciamento de música (sobretudo no ambiente digital) bem como o actual modus operandi da indústria no que diz respeito ao copyright.
Long story short, eles querem mais dinheiro e mais controlo sobre o seu trabalho.
Quanto ao copyright, nada a apontar. O que acontece actualmente é um negócio injusto para os artistas e altamente benéfico (pelo menos por princípio) para as empresas exploradoras. Já quanto ao dinheiro, a coisa é menos clara.
Percebo a ideia de quererem ganhar mais dinheiro com o dinheiro que os outros fazem à conta deles, se é que me percebem, mas às vezes é esse o preço a pagar. Ter um vídeo no YouTube não é só benéfico para a Google; é-o também para os artistas, que conseguem assim estar presente num dos maiores sites do mundo sem custos. Ora, em termos de marketing, isto é aquilo a que se pode chamar um bom negócio.
O problema aqui é o facto de os artistas envolvidos pensarem que não precisam de ter os seus vídeos no YouTube. São muito grandes. São conhecidos. Querem ganhar dinheiro com isso. E é esta a diferença entre eles e os pequenos.
O YouTube é uma ferramenta de marketing simples mas fantástica… e todos sabem disso. Alguns grandes artistas, como os Radiohead, os Gang of Four, os Kaiser Chiefs e Robbie Williams, sabem simplesmente que, se o YouTube desaparecesse hoje, continuariam grandes. Só parecem não ter noção de que os vídeos não teriam onde passar. E aí não haveria dinheiro para ninguém.
A Featured Artists Coalition é um grupo de pressão como qualquer outro. Tem alguns argumentos nobres mas, no fim, é dinheiro e controlo. Decidam vocês o que acham disso.
23-03-2009 9 comentários
Operação Londres: os Blur
É relativamente oficial: vou a Londres em Abril. É uma cidade que quero visitar há muito tempo e a oportunidade surgiu agora, pelo que não há grande volta a dar. Entre outras coisas, conseguir assistir a um concerto daqueles difíceis de apanhar em Portugal era simpático… mas até agora só deu para ver que Bat For Lashes estará por Londres durante um fim-de-semana em que planeio ir à Escócia. Se souberem de outras oportunidades, agradeço que me digam qualquer coisa!
Entretanto, pareceu-me fazer sentido prestar a devida reverência à cidade por aqui. E aqui ouve-se música, certo?
A escolha natural: Blur… porque quando penso na Londres musical, são eles o meu top of mind. “The Universal” porque sim.
22-03-2009 2 comentários
Última hora: AFP culpa pirataria digital pela quebra no sector
Notícia de última hora encontrada algures na Lusa:
A pirataria digital é a principal responsável pela quebra das vendas de música em 2008 em Portugal, disse à Lusa o director da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), sublinhando que “está tudo ainda por fazer” para a combater.
Há muito que Eduardo Simões tem o disco riscado (pun intended). Lá para o meio ainda põe a crise económica como um factor adicional… mas o resto da peça é toda sobre como já não há respeito pelo direito de autor e o poder legislativo não faz nada.
A música portuguesa mostra vitalidade, diz Eduardo Simões, como se isso da vitalidade se medisse pelos discos vendidos. Está completamente noutra, o director da AFP. Ninguém esperava o contrário… mas é uma pena.
20-03-2009 Sem comentários
Eu e o Ouve-se no Cotonete

Esta semana, o Cotonete destaca este poiso na secção convenientemente intitulada “blog da semana”.
Se passarem por lá – espero que passem – poderão ler um pequeno artigo baseado numa entrevista que me foi feita por e-mail. O texto está bom e eu agradeço ao Helder Gomes e ao Cotonete a oportunidade.
Entre outras coisas – sobretudo relacionadas com a minha perspectiva referente ao estado actual da indústria da música – ficam a saber que fazem parte de um restrito grupo muito pequeno de pessoas. Perceberão porquê.
18-03-2009 5 comentários
St. Vincent para levar
Esta série de versões de rua de La Blogotheque é muito engraçada. Desta feita, encontrei um vídeo de 2007 de St. Vincent. A música é “Paris is Burning” e aqui está absolutamente despida e artesanal. A versão original roça o barroco; em modo take-away, deixa de haver dúvidas.
17-03-2009 3 comentários
Great Lake Swimmers: às vezes, a música é só boa
Os Great Lake Swimmers preparam-se para editar um novo álbum no final do mês. Lost Channels é o quarto álbum de originais da banda canadiana e, vá-se lá saber porquê, é o primeiro que me chega em condições aos ouvidos. Já por aí anda.
As doze canções do álbum andam pelos terrenos da folk e da pop de forma suave, quase inofensiva, e sempre de sorriso na cara. Eu tenho uma tendência para o bom gosto. Com isto, não quero dizer que tenho bom gosto (que tenho, mas isso são contas de outro rosário); significa antes que gosto quando as canções são, compostas, interpretadas e produzidas com bom gosto. É o caso dos Great Lake Swimmers.
O som é maioritariamente acústico (mas quase sempre em modo full band), não raras vezes protegido por uma camada de cordas e aquilo que se me afigura como veludo. Ora ouçam lá “Concrete Heart” e vejam se não é verdade.
Além disso, Lost Channels tem steel guitar aqui e ali a arredondar os cantos… o que nunca é mau, sobretudo quando falamos de álbuns de folk, folk rock e afins.
Depois, há músicas que arrasam, como a – pese embora o título – quente e acolhedora “Everything is Moving so Fast” ou a quase alegre “Pulling on a line” e o seu inegavelmente fantástico refrão. Menos alegre (muito menos, agora que penso nisso), “Stealing Tomorrow” é um dos momentos mais bonitos de Lost Channels… e pouco mais há a dizer.
Apesar de ter os seus pontos altos, Lost Channels não tem, em boa verdade, pontos explicitamente baixos. O álbum é todo ele mais ou menos espevitado (mais para menos do que para mais), agradável e… bom. Não esconde segredos nem é um grower – pelo menos, não mais do que um álbum normal. É assim e assim é bom. Foi uma boa surpresa.
nenhuma das canções deste disco desilude.
16-03-2009 Sem comentários
Para quem está farto da crise…
Boas notícias!
Os Radiohead andam a trabalhar em novo material. Quem o diz é Ed O’Brien, guitarrista da banda. Ed diz ainda que a banda deverá regressar aos concertos durante o Verão.
Que chatice.
15-03-2009 Sem comentários
Sem contrato? A alternativa website
Este post faz parte da série Sem contrato? As alternativas para uma boa auto-promoção.
Esta é óbvia e já estou farto de falar aqui sobre o assunto. Muito mais do que uma página no MySpace ou em qualquer outro serviço, é fundamental que a banda tenha uma página web, de preferência em domínio próprio. Um dos impedimentos habituais ao desenvolvimento de um site é a ideia de que pagar servidor e domínio sai caro e que criar um site de raiz é uma coisa caríssima, difícil e invariavelmente feita à medida. Pois bem, nada disto é verdade e já expliquei antes o que acontece realmente. Com 50 euros por ano conseguem safar-se muito bem, isso é garantido.
O website funciona como ponto de referência. Não ter website é existir de forma frágil. Tê-lo é controlar tanto quanto possível a forma como a banda quer estar online. Depois, é como já disse: os utilizadores querem usabilidade e simplicidade. Usem o Wordpress, que é uma estrutura sólida e flexível, e peguem num tema mais complexo para poderem aproveitar todas as funcionalidades da plataforma. Um daqueles em jeito de portal noticioso é uma solução muito interessante e versátil.
Em termos de investimento, precisarão certamente de ter algum tempo disponível inicialmente para preparar os conteúdos e pôr o site em pé. Depois, passa muito por mantê-lo actual, o que não custa assim tanto, sobretudo se os membros estiverem dispostos a fazer da banda uma prioridade.
Com um site actualizado, dinâmico e completo, resta atrair as pessoas para lá. E é aí que entram os outros serviços web.
13-03-2009 1 comentário
