Música, indústria e tendências.

Sem contrato? A alternativa Facebook

Este post faz parte da série Sem contrato? As alternativas para uma boa auto-promoção.

Já sabemos que o website é obrigatório. Isso não quer dizer que se possa dispensar outros sítios, até porque quanto mais intensa for a presença, mais facilmente a banda conseguirá chamar a atenção. Pelo menos em teoria.

O Facebook está na moda. O MySpace morreu, acreditem ou não. Lá porque toda a gente da música lá está, não quer dizer que vocês lá tenham de estar. Pensem bem. Onde estão os vossos amigos? Onde estão os amigos dos vossos amigos? É isso mesmo: no Facebook. Vocês querem chegar a quem pode garantir-vos um contrato… mas é muito mais fácil fazê-lo através das pessoas. Vejam a teoria do negócio dos jornais, por exemplo: esforçam-se por chegar aos leitores que querem fidelizar para que os anunciantes tenham interesse em gastar dinheiro. Da mesma forma, se chegarem ao público e chegarem bem… mais facilmente chegarão a quem pode facilitar-vos a vida. E com maior credibilidade, provavelmente.

O Facebook é a maior rede social do momento. Cada membro deverá criar um perfil e estar lá como outra pessoa estaria: com status updates, links, jogos, causas, grupos, páginas de que são fãs e por aí fora. Claro que, entretanto, a coisa ficou um pouco mais parecida com o Twitter mas, ainda assim, as principais funcionalidades mantêm-se.

A banda propriamente dita deverá desenvolver uma página. Há um formato específico para música que é bem porreiro: músicas, vídeos, notícias, imagens, calendário de concertos e tudo o mais de que se lembrem. Ah, e não se esqueçam do link para o site.

Outro formato interessante é o do grupo… mas poderão explorá-lo depois de já terem a vossa página há algum tempo. É uma questão de aproveitarem os diferentes momentos para recordarem aos que vos seguem que vocês andam por aí e andam activos. Este motivo será escusado se vocês mantiverem uma actividade regular, claro.

Chamo apenas a atenção para uma coisa: à medida que forem ganhando amigos e seguidores novos, tenham cuidado para não se tornarem spammers, que é desagradável estar constantemente a receber notícias da mesma fonte… sobretudo quando não interessam a ninguém.

Enfim, usem o Facebook porque é uma das armas do momento. É um falso time waster, pelo menos para vocês, que poderão chegar a cada vez mais pessoas. Não é um substituto do website. É mais uma forma de levar pessoas até lá e levar a vossa música até aos potenciais fãs.

12 comentários

1 Filipe Marques { 28-03-2009 às 19:51 }

Já agora, acrescento um dos posts do Hypebot (que está ali à direita na lista de links) sobre as bandas e o Facebook: http://www.hypebot.com/hypebot/2009/03/why-your-band-should-be-on-facebook.html

2 Pedro Rocha { 29-03-2009 às 14:13 }

Concordo.

Já viste a nova (não) homepage da Skittles? Faz-me pensar…

E fará mais sentido ter um site (com princípio meio e fim) ou um wiki feito pelos fãs da banda para que os mesmos possam interagir com a plataforma?

cheers,

Pedro

3 BrainDance { 29-03-2009 às 15:38 }

Caro Filipe, antes de mais os meus parabéns pelo excelente trabalho que tens vindo a fazer aqui neste belo espaço. De uma forma geral concordo contigo. Hoje em dia há um conjunto de plataformas que permitem que os projectos musicais consigam passar a sua mensagem, bastando para tal juntar ao talento musical, algum trabalho de bastidores. Discordo apenas num pequeno ponto: não sei se o myspace já era ou se o facebook é que é, mas se tivermos em conta a realidade nacional se calhar, e por muito que nos custe a nós, a plataforma mais vantajosa ainda será o hi5.

Abraço,

João

4 Filipe Marques { 29-03-2009 às 23:45 }

Pedro, como sabes, há inúmeras formas de as pessoas interagirem com as bandas. Melhor do que uma wiki… era usar uma mecânica de rede social. Mas ei, é uma ideia. Acho, no entanto, que a ideia do site é ter o maior número de recursos possíveis sobre a banda… e aí a interacção não é tudo. Prefiro pensar no site como uma central da banda.

João, percebo o que dizes e até há uns meses concordava perfeitamente. Ultimamente, no entanto, com o crescimento dos utilizadores do Facebook em Portugal, fico com a ideia que o Facebook é muito mais vivo que o Hi5. O Hi5 nunca foi uma rede agitada. Nunca foi uma rede de real interacção. O Facebook é, com todas as funcionalidades e aplicações externas, verdadeiramente interactiva. Quanto ao MySpace, percebo… mas é como digo no texto: acho que devemos pensar um pouco mais estrategicamente.

5 Raquel Ribeiro { 31-03-2009 às 18:44 }

Isto só me faz lembrar o que disse uma vez uma amiga minha: “tu queres que eu seja tua amiga onde?”.
Pode ser uma coisa geracional, mas os meus amigos ainda estão todos na vida real. Creio que nenhum está no Facebook. E ainda bem.
Quanto às boas bandas, pois que estejam onde quiserem. Eu vou lendo este blog e sabendo delas.

6 Filipe Marques { 31-03-2009 às 21:39 }

Raquel, nem parece teu! :)

O marketing sempre dá uma ajudinha…

7 Pedro Silva { 15-04-2009 às 22:08 }

E apostar também em produtos nacionais como por exemplo o PalcoPrincipal? O que é verdade é que normalmente o que é estrangeiro é que é bom… é de facto a única coisa que gosto nos espanhóis: defendem o que é deles :)

8 Jefa { 16-04-2009 às 1:59 }

Quando voltares de férias lembra-me de te contar uma coisa ;-)

9 Filipe Marques { 29-04-2009 às 20:41 }

Pedro, demorei um pouco a responder por causa das férias e tal, mas aqui vai:

Pessoalmente, vou pelo que acho bom. A origem pouco importa, se o produto for bom. O PalcoPrincipal, comparado com o Facebook, vale muito pouco.

E o chavão “num mundo cada vez mais globalizado” aqui até faz sentido. Se há um serviço melhor e ainda por cima não tem a barreira linguística que para alguns é a Língua Inglesa… qual é a dúvida?

Atenção: não retiro mérito nenhum ao PalcoPrincipal… mas não vale a pena pôr-se de bicos de pés…

10 Renan { 05-05-2009 às 12:58 }

Aqui no Brasil troca-se Facebook por Orkut.
Não sei se existe um site de gravadora de música independente ai, aqui existe um chamado tramavirtual, nele se encontra bandas novas com músicas para dowload free, e elas ainda são remuneradas por isso.

11 Filipe Marques { 05-05-2009 às 23:52 }

Mas o Orkut já tem muita força no Brasil há algum tempo. É um pouco como o Hi5 em Portugal… mas por cá as coisas estão definitivamente a mudar.

Quanto ao tramavirtual, existem coisas do género em Portugal… mas nada que seja muito mediático. As pessoas tendem a tomar mais atenção a coisas como o Jamendo, por exemplo.

12 Sem contrato? A alternativa Twitter | Ouve-se { 11-08-2009 às 10:49 }

[...] website e o Facebook são vertentes muito importantes mas não são as únicas formas de divulgar o trabalho de um [...]

Comente