Música, indústria e tendências.

Posts de — Abril 2009

Pronto, voltei contente

Afinal, acabei por não vos manter a par das minhas compras durante as férias em Londres. Ainda assim, fiquem a saber que cedi ao estratagema da EMI e comprei as reedições especiais de Pablo Honey, The Bends e OK Computer, os três primeiros álbuns dos Radiohead.

Mas isso foi só o começo. Depois, comprei dois discos que me são muito queridos e que são impossíveis de encontrar em Portugal: EP+6, dos Mogwai, e Painful, um álbum de 1993 dos Yo La Tengo. O primeiro tem a fantástica “Stanley Kubrick”. O segundo (o tal cuja existência foi posta em causa pela Fnac por não constar da sua base de dados…) duas das melhores músicas do trio norte-americano: “From a Motel 6″ e “I Heard You Looking”. Foram boas compras.

Depois, ainda deu para me atirar a Population, dos The Most Serene Republic, um álbum que descobri há relativamente pouco tempo mas que me caiu no goto. E a um DVD de Eels ao vivo.

Reparem que ainda estou nas HMV – as Fnac lá do sítio. E por lá continuo: caixa mega-especial (terminologia minha) de We Are Beautiful, We Are Doomed, dos Los Campesinos!, com DVD, livro, pins e mais uma coisas. Spitting Feathers e The Eraser RMXS, do Thom Yorke, duas edições japonesas. A reedição de Young Team, dos Mogwai. Blood Bank, o EP de Bon Iver. E acho que, das HMV, é só.

Mas, como é óbvio, tinha de encontrar lojinhas de discos. Uma pesquisa na Internet e lá me deparei com a Sister Ray, aparentemente uma das lojas independentes mais conceituadas de Londres. Também havia uma loja para aí 20 metros abaixo, na mesma rua, pelo que a minha memória está ligeiramente turva relativamente a onde é que arranjei o quê. Mas pronto, preparem-se para uma overdose de Radiohead: os dois singles de “My Iron Lung”, o single que me faltava da “Go To Sleep”, um single em digipak da “Karma Police” (ainda vou tentar perceber de onde veio…), um também em digipak (com capa preta e cinzenta) da “Paranoid Android”, uma edição qualquer japonesa do single “Paranoid Android” com três b-sides, um maxi da “Fake Plastic Trees”, uma promo do Hail To The Thief que eu desconhecia – basicamente igual à edição especial que saiu na altura do lançamento do álbum (com o mapa e assim) mas a dizer “promotional copy”, o que é catita. Por fim, a jóia da coroa desta shopping spree: “Anyone Can Play Guitar”, um single antiguinho que até acho que consegui por um bom preço – 20 libras. No eBay costuma ter preços um pouco mais elevados…

E pronto, além disto, comprei séries completas e livros e voltei com malas muito mais pesadas. Só não quero é pensar muito no dinheiro…

28-04-2009   1 comentário

Lojas de música em Londres

Ainda só entrei numa… mas isto promete. I’ll keep you posted.

13-04-2009   Sem comentários

Operação Londres: os Coldplay

Bem sei que gostar dos Coldplay já esteve mais na moda do que actualmente mas tanto faz. Esqueço por momentos que foram eles que lançaram X&Y e a coisa nem fica assim tão má. E o último álbum não é nenhum A Rush of Blood to the Head  mas também não é mau de todo.

Estou quase quase a partir para Londres e Londres é a cidade dos Coldplay. Os perversos Coldplay de “Fix You”, esse filme de terror disfarçado de música (não é um elogio). Mas também os inocentes Coldplay de “Yellow”, um dos primeiros singles de Parachutes.

10-04-2009   1 comentário

A EMI tem um blog na Austrália…

… e até que não é mau de todo.

In Sound From Way Out é o primeiro blog de uma das grandes editora discográfica. Sim, leram bem.

O blog tem pinta e não se fica pela conversa marqueteira sobre os artistas da EMI. Vemos álbuns de fotografias, a demo mais estranha de sempre, posts com referências a artistas de outras editoras (o crime!!!) e por aí fora. Vemos um blog normal, portanto. E isso é bom.

Não espero é ver por ali conversa séria sobre o caminho da indústria. Parece ser claramente um blog de entretenimento, pelo que também isso é normal.

Além de ser o primeiro blog de uma major, In Sound From Way Out não constitui grande novidade. Claro que estamos em 2009 e o facto de uma empresa como a EMI estar agora a dar os primeiros passos na área é um pouco assustador.

Ainda assim… haja esperança.

07-04-2009   Sem comentários

It’s Blitz! e pronto

Não tenho muito a dizer sobre o novo dos Yeah Yeah Yeahs, confesso. Ao vivo, 

Karen O e companhia são uma banda de topo. Em álbum, acabam por, na generalidade, me passar ao lado. Claro que há excepções e tal… mas apenas servem para confirmar a regra. E a regra na minha relação com os Yeah Yeah Yeahs de Fever to Tell e de Show Your Bones é a convivência cordial.

It’s Blitz! não muda muito o cenário. Ainda assim, merece a referência. É um álbum bem mais maduro, menos descontrolado. Mas o nervoso miudinho está lá… e Karen O continua assanhada e irritante, o que é perfeito. Como rebenta muito menos vezes nos nossos ouvidos (”Heads Will Roll” será a excepção mais óbvia e mesmo assim…), nunca liberta a tensão; antes, acumula-a, mesmo nos momentos mais calmos, como “Skeletons” e “Hysteric”, contribuindo positivamente para a qualidade do álbum e negativamente para a nossa saúde.

Não estou certo de perceber “Skeletons”. A repetição, aturo-a e até gosto. Aqueles ares de Spirit: Stallion of the Cimarron é que me incomodam um pouco. O que é quase certo é que “Dull Life” me dá algum sono (mas, em boa verdade, também já tinha algum antes…), apesar das guitarras e dos gritos. Ou por causa disso.

Do que eu gosto mesmo é de “Little Shadow”. Mas já se esperava, não era?

06-04-2009   Sem comentários

O momento alto dos Rogue Wave

Não fosse o refrão, esta música era quase perfeita. Ainda assim, tem direito a destaque tão simplesmente porque me chega sempre aos ouvidos de forma fresca, matinal e primaveril. E, nos tempos que correm, um gajo agarra-se a tudo.

“Eyes” é uma canção ingrata. Os Rogue Wave têm três álbuns de originais e a música mais conhecida deles não está em nenhum deles. De onde quer que a ouçamos, “Eyes” é invariavelmente lo-fi (sim, o que vão ouvir tem pouca qualidade… mas é mesmo assim) e quase parece saída de um dos primeiros álbuns dos The Shins, o que pode ser bom ou mau, dependendo se gostam dos The Shins ou não.

De qualquer forma, “Eyes” é gira. Não conheço muito bem a música dos Rogue Wave mas nenhuma das canções que ouvi até agora chega ao mesmo patamar. Simples, definitivamente simples, mas eficaz.

02-04-2009   Sem comentários