Música, indústria e tendências.

Eu e o marketing da música no ISCSP

Há quase dois meses, fui convidado pela Raquel Ribeiro, professora de Marketing do ISCSP e leitora assídua deste blog, para dar uma aula aos alunos do 2º ano da Licenciatura em Ciências da Comunicação. Aceitei com entusiasmo e a coisa acabou por acontecer na quinta-feira passada.

Foi uma aula com dois temas – e eu fiquei responsável por um deles: o marketing da música. O outro estava relacionado com agências de comunicação e também me é bastante familiar, claro. Acabou por se tornar bem mais interessante do que o tema que levei, pelo menos a julgar pelo número de perguntas que motivou.

Sentia isto quando andava na faculdade e senti-o novamente na semana passada. Uma parte significativa dos universitários querem saber quase exclusivamente como é que podem arranjar emprego. Isto ao mesmo tempo em que deviam estar a fazer pela vida e a ganhar currículo com o que quer que fosse (actividades extracurriculares como o blogging ou o envolvimento activo e responsável na vida académica, por exemplo). É um pós-modernismo interessante, um vou ficar aqui parado a pensar exactamente como é que devo mexer-me. Mas pronto, ainda vão a tempo, acho eu.

Entretanto, deixo-vos a apresentação que pintou a minha parte da aula. É uma coisa no estilo “101″, com enquadramento e informação básicos… mas acho que se adaptava à audiência. Apesar de ter sido feita para acompanhar um tipo semi-lunático a falar, espero que gostem. E que comentem!

6 comentários

1 José Malacueco { 18-05-2009 às 17:17 }

Gostaria de elogiar o profissionalismo destes jovens bloggers, que percorrem o mundo digital para dar a conhecer “um bocadinho” do seu conhecimento nestes e noutros assuntos, que tanto dominam. Os meus parabéns, e da minha mulher Antónia.
Ass. José Malacueco

2 Raquel Ribeiro { 19-05-2009 às 8:57 }

Aproveito o ensejo para agradecer mais uma vez a vossa preciosa presença e para transmitir parte do vox populi da turma: “se as professoras têm antigos alunos assim tão fixes, talvez o sucesso dependa mesmo de nós, talvez nós também consigamos”. Soa-me gratificante. E parece-me o princípio de um contágio positivo.

3 Filipe Marques { 19-05-2009 às 11:50 }

Muito obrigado, José!

E eu agradeço de volta, Raquel, que a experiência é muito boa, nem que seja porque obriga a estruturar ideias (no meu caso, de forma bastante volátil!) e a pensar um pouco sobre os assuntos, quando na maior parte das vezes passamos por eles a correr.

Quanto ao contágio positivo, esperemos que sim. :)

4 Sílvia { 21-05-2009 às 16:57 }

Tenho alguma pena de não ter assistido. Imagino que foram parecidos ao que eram como alunos, a apresentar trabalhos, mas nunca poderei saber. :P

Quando estava na faculdade sempre gostei de ouvir pessoas que estavam a trabalhar na área, mas nunca sequer me passou pela cabeça perguntar como é que tinham conseguido. É uma boa pergunta, de facto. E agora que penso nisso, se estivesse no teu lugar não teria grande resposta para dar. “Tive sorte” ou “tive Filipe” não é lá grande ajuda. :)

Não sei se fiz grande coisa enquanto fui estudante, mas acho que penso o mesmo que pensava na altura: não tenho (quase) nada para ensinar.

(Fizeste umas alterações na apresentação? :P )

5 Filipe Marques { 21-05-2009 às 19:08 }

(Acho que não.)

Sim, a sorte não é boa para explicar coisas. E muito menos inspiracional. :)

6 Mónica Matos { 25-05-2009 às 17:46 }

Adoraria ter estado presente!! Tenho a certeza que me teria divertido imenso, não descrendo, com a referência à parte lúdica, o interesse da apresentação. Vocês são 2 jovens bastante interessantes (falando tb do teu comparsa) e não duvidei de que conquistariam a plateia!!

Pensando agora, tb eu, como cheguei lá … Talvez tb recorresse à “sorte” como justificação, tal como a Sílvia. Mas sabes Filipe, eu não a descuidava assim tanto, pelo menos enquanto factor motivacional. Se o cenário é tão cinzento, se há tanta gente a queixar-se, não me parece assim tão mau dizer a um jovem sem grandes esperanças “há tb por aí boa gente a ter sorte”; isto no início, claro. Só no início …

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