Posts de — Fevereiro 2010
Sobre o Myway

Com cerca de um mihão de músicas para ouvir online, este mês nasceu o Myway. E o que é o Myway? Segundo a Waymedia, promotora do projecto,
O Myway é um site (…) com conteúdos musicais em streaming no formato áudio e vídeo.
O utilizador tem acesso a 1.000.000 de músicas de forma gratuita e tem a possibilidade de ouvir músicas através de canais temáticos pré-definidos, construir as suas próprias playlists, classificar e partilhar músicas, ouvir rádios de artistas e ler informação sobre os mesmos, assim como ter acesso a um blog de críticas musicais e a uma agenda musical a nível nacional. Além de todas estas funcionalidades, vão ainda estar disponiveis video clips musicais oficiais, pequenos documentários produzidos pela equipa Waymedia sobre o dia-a-dia das bandas portuguesas, making-of de videoclips, entrevistas, cobertura de concertos, entre outros.
Acrescento apenas que, segundo consta, a partir de Março vão disponibilizar um serviço de subscrição pago. Por enquanto, sem serviço de subscrição e com algumas das funcionalidades referidas (como a criação de playlists ou a agenda) inactivas, o Myway é simplesmente uma rádio online que baseia as suas playlists automáticas nos artistas que escolhemos. That being said, é uma espécie de Pandora mas com menos músicas qualidade (ou um Cotonete com mais músicas). Ah, e também tem uma mão cheia de vídeos.
Soube do Myway através dos jornais e sites de notícias – estranho para um projecto que nasce directamente na web. Importa referir que, nos dias que correm, isto é raro. Normalmente, um projecto destes seria apresentado online. Depois viria o buzz (os projectos portugueses não precisam de grande justificação para ter direito a tempo de antena) e – aí sim! – apareceria nos jornais. Enfim, são estratégias… mas permitam-me desconfiar.
O site é uma real bosta. Acho que nunca vi uma versão beta tão má na vida. Cheia de erros, links que não funcionam e objectos deslizantes que, quando aparecem, fazem com que o fundo fique preto, esta versão de teste fechada não promete grande coisa. E o facto de ser uma versão beta não desculpa estes problemas, lamento. Além disto tudo, o site é feio. E tem publicidade – será que quem pagar subscrição também terá direito a este extra?
Mas ei, tem música! 1 milhão de canções não é muito quando comparado com as 8 milhões do Spotify mas não é nada mau. É pena que tenham optado por lançar o serviço só em Portugal – acho que, nestas coisas da Web, se não sai do rectângulo, o projecto não rende. Bem sei que lançaram isto a pensar na internacionalização daqui a algum tempo mas, nesta fase, com o Spotify fechado a literalmente meia dúzia de países europeus e o Pandora limitado aos Estados Unidos, está aberta uma janela de oportunidade que poderá fechar-se nos próximos meses (hopefully). Quando se lembrarem disso, poderá ser tarde demais.
Para já, aguardo pela possibilidade de criar playlists, que isto de não controlar o que vem a seguir não é para mim. É que não sou um grande fã de rádio online. Ainda por cima, os senhores da Waymedia decidiram que seria interessante colocar separadores entre cada cinco ou seis músicas (porque ninguém sabe que está a ouvir música no Myway, claro!), o que chateia quase tanto como apanhar aquela música dos U2 logo a seguir a Radiohead.
Apesar de tudo, uma coisa é certa: vou manter-me atento à evolução do Myway, sobretudo a partir do momento em que abram o serviço de subscrição. A ideia é boa – parece-me é muito mal explorada.
21-02-2010 8 comentários
Nova música dos Broken Social Scene disponível gratuitamente
Nova música dos Broken Social Scene já está disponível para download gratuito no site oficial. O álbum também já tem nome: Forgiveness Rock Record.
Uma curiosidade: na ID3 tag de “World Sick”, os Broken Social Scene optaram por inventar um novo género musical – forgiveness rock. Quer parecer-me que, em teoria, deveria ser pós-emo. Mas não, é indie rock confuso, barulhento, épico!
Bem-vindos aos primeiros 6 minutos e 48 segundos do novo álbum dos Broken Social Scene.
Desculpem lá continuar a falar dos Broken Social Scene… mas isto promete.
19-02-2010 Sem comentários
EMI e Warner com novo modelo de negócio
Chama-se “aleatoriedade” e é o novo modelo de negócio da EMI e da Warner, duas das maiores editoras discográficas do mundo.
A EMI anda às voltas ao ralo há já tempo suficiente para me parecer que, não tarda muito, adeus EMI. Já ninguém sabe muito bem quem manda na EMI – será o Citigroup ou a Terra Firma? – mas algo me diz que tanto faz. Contrataram um novo CEO há mais de um ano e meio e as coisas continuam na mesma – uma desgraça.
A Warner acaba de anunciar uma coisa brilhante: que vai deixar de licenciar músicas dos seus artistas para serviços de streaming gratuitos como o Spotify. Traduzido por miúdos, acabou-se a música da Warner em streaming gratuito legal, que já representa certamente uns trocos ao final do mês – sobretudo no Reino Unido, onde o Spotify começou a revolucionar este sector.
Recordo que o mercado dos discos continua em queda e por isso proponho que deixem também de vender MP3 no iTunes, na Amazon e afins. Para quê, afinal? Assim como assim, não vale a pena… Vamos todos morrer um dia.
(Perdoem a falta de rigor deste texto mas é mais um desabafo que outra coisa.)
Um pouco mais a sério: a EMI está no que me parece ser um caminho irreversível para o esquecimento – guerras, prejuízos e decisões estratégicas muito duvidosas chegam e sobram para carregar as culpas. Já a Warner conseguiu surpreender valentemente com esta decisão. Parece que o streaming gratuito é mau para a venda de discos, diz Edgar Bronfman Jr., CEO da Warner Music.
Andam a brincar às editoras.
11-02-2010 1 comentário
Por falar em Broken Social Scene…
Vem aí álbum novo. Não tem título mas já tem data – 4 de Maio. Vejam mais pormenores aqui.
E o ano começa cheio de boas notícias e bons discos: Eels, Los Campesinos!, The National, The New Pornographers, Broken Social Scene… já para não falar dos concertos de Sonic Youth, Grizzly Bear e Yo La Tengo.
Boa vida.
02-02-2010 Sem comentários
