Música, indústria e tendências.

Posts de — Fevereiro 2011

“Lotus Flower” e a dança de Thom Yorke

The King of Limbs já roda por aqui desde sexta-feira mas ainda não me sinto pronto para falar sobre ele. Para já, fiquem com o curioso vídeo de “Lotus Flower”, primeiro single do novo álbum dos Radiohead.

20-02-2011   Sem comentários

Radiohead anunciam novo álbum

A melhor banda do mundo acaba de anunciar o lançamento do seu oitavo álbum de originais. The King of Limbs tem lançamento (digital) marcado para o próximo sábado, 19 de Fevereiro.

No micro-site que os Radiohead criaram para o álbum já é possível encomendar a edição digital por 7 euros e a edição especial – o Newspaper Album – por 36 euros. Se quiserem fazer o download de Wav em vez de MP3, pagam mais 4 euros pela edição digital e 3 pela edição especial. Com esta diferença de preços, a banda diz claramente que não quer vender ficheiros Wav. Presumo que seja por não quererem arrasar com a capacidade de resposta do site.

De resto, não há alinhamento nem grandes pormenores. O Newspaper Album inclui dois discos de vinil, um CD e muitas folhas (de jornal?) de artwork, 625 pequenas peças de artwork e uma – er… – coisa de plástico oxodegradável para, presumo eu, não perdermos nenhuma das peças.

Desta vez, não provocaram uma revolução na indústria da música. É um novo álbum dos Radiohead. Só. Hoje sou uma pessoa muito feliz.

Actualização: The King of Limbs será editado pela XL Recordings (à semelhança do que aconteceu com In Rainbows) e estará à venda nas lojas de música a partir de 28 de Março.

14-02-2011   1 comentário

@Discographies

A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do site da Blitz ao Metacritic, do Pitchfork a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre… e por aí fora.

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13-02-2011   1 comentário

Kiss Each Other Clean

Os Iron & Wine podiam ter nome de pessoa. Sam Beam decidiu escolher para nome artístico um nome que transpira colectividade. Mas a música dele sempre foi das coisas mais solitárias do mundo: um homem barbudo, uma guitarra acústica e pouco mais.

Mas Sam Beam, o Iron & Wine, fartou-se. Não agora, mas no álbum anterior. Fartou-se da falta de electricidade de The Creek Drank The Cradle e e lançou-se ao indie rock e a tudo e mais alguma coisa com The Shepherd’s Dog. Para os adeptos de canções como “Naked As We Came”, “Jezebel” ou “Faded From The Winter”, é capaz de ter sido difícil de digerir. Mas o álbum foi recebido de braços abertos pela crítica.

Quase quatro anos depois de The Shepherd’s Dog, os Iron & Wine trazem de volta a voz que Sam Beam usa para nos embalar e as paisagens country típicas da banda. Kiss Each Other Clean segue o caminho iniciado no álbum anterior: uma estrada de curvas e contracurvas e cheia de surpreendentes desvios.

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11-02-2011   2 comentários

Boa música portuguesa

Ando a ouvir muita música portuguesa. Quer dizer, pelo menos para aquilo que costumava ouvir (que era quase nada).

A culpa é, grosso modo, do B Fachada e da Sílvia. E atenção aos pormenores: a Sílvia não gosta do B Fachada e, tanto quanto sei, o B Fachada nunca ouviu falar sequer da Sílvia. A relação de ambos começa e acaba na culpa que ambos têm neste meu novo momento.

Começo pela Sílvia, que é muito fácil de explicar. Ela está envolvida no Offbeatz e impinge coisas aos amigos. Ainda nem sequer ouvi Noiserv, Minta ou Guta Naki com muita atenção… mas as recomendações dela deixaram-me mais disponível para ouvir outras coisas. Quanto ao B Fachada, bem, contribuiu para que começasse a ouvir… B Fachada.

Existe uma ideia de que, à medida que envelhecemos, perdemos o interesse em coisas novas. No meu caso, é mais ou menos assim… mas a verdade é que vou descobrindo coisas que já estão mortas e enterradas para o resto do mundo. Se é novo para mim… é novo. Enfim, vocês percebem.

De qualquer forma, admito a minha resistência às coisas novas de que toda a gente fala normalmente. Já sou velho há muitos anos.

Mas estou aqui a tentar combater isso. Olhem para mim aqui todo empenhado na música portuguesa. Deixo-vos só três bons exemplos. E deixo de fora uma série de outros igualmente válidos.

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08-02-2011   4 comentários