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	<title>Ouve-se &#187; Indústria discográfica</title>
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	<description>Música, indústria e tendências.</description>
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		<title>Contra a lei da cópia privada</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 02:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[O projecto de lei apresentado pelo Partido Socialista para a cópia privada esta semana na Assembleia da República é confrangedor e embaraçoso. E é apenas um dos muitos exemplos de que, em Portugal, se legisla como a Alexandra Solnado diz que escreve livros: com as ideias de outros. No caso da Alexandra Solnado, parece que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Projecto de lei - cópia privada - Partido Socialista" href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c576c756156684a5358526c65433977616d77784d54677457456c4a4c6d527659773d3d&amp;fich=pjl118-XII.doc&amp;Inline=true">projecto de lei apresentado pelo Partido Socialista</a> para a cópia privada esta semana na Assembleia da República é confrangedor e embaraçoso. E é apenas um dos muitos exemplos de que, em Portugal, se legisla como a Alexandra Solnado diz que escreve livros: com as ideias de outros. No caso da Alexandra Solnado, parece que é deus; no caso da legislação, quer parecer-me que são os grupos de interesse.</p>
<p>Uma coisa é o Estado criar impostos transversais que contribuem para o financiamento da Educação, da Justiça, da Saúde e mesmo da Cultura. Outra coisa, é decidir cobrar 2 cêntimos por cada gigabyte nos discos rígidos para dar à Sociedade Portuguesa de Autores e afins porque parece que os discos rígidos são muito usados para a tal da cópia privada. Mas que sentido é que isto faz?</p>
<p><span id="more-1433"></span></p>
<p>É um princípio extremamente perigoso que já é posto em prática &#8211; a lei actual prevê o pagamento de uma taxa de 3% que vão para entidades como a SPA na compra de CDs virgens, por exemplo &#8211; mas que parece estar a ganhar dimensões muito preocupantes. Vejam <a title="Poingg" href="http://poingg.com/31770.html">estas <em>divertidas</em> contas feitas pelo Eduardo</a>. Porreiro, não é?</p>
<p>E pensem no precedente que isto abre para todas as outras áreas, se quiserem ficar ainda mais preocupados. Como refere a <a title="Patrícia Nunes no Twitter" href="https://twitter.com/psicookie/status/155089783343943680">Patrícia Nunes no Twitter</a>, segundo o mesmo princípio, comprar uma faca devia vir já com não sei quantos anos de cadeia (não vá a pessoa usá-la para matar alguém). O exemplo é um tanto ou quanto extremo mas a verdade é que o princípio é rigorosamente o mesmo.</p>
<p>Com o projecto de lei apresentado pelo grupo parlamentar do PS &#8211; e relativamente bem recebido pelos outros partidos com assento na Assembleia da República -, estamos a partir do princípio que quem compra um disco rígido vai obrigatoriamente utilizá-lo para copiar obras protegidas por direitos de autor. É uma generalização grosseira e, como já referi, um caminho muito perigoso.</p>
<p>E porque é que os deputados do PS seguiram este caminho? Ignorância, talvez. Ou, mais provavelmente, uma ligação mais próxima aos ditos <em>representantes</em> dos autores do que propriamente aos eleitores. Não tenham dúvidas de que isto se reflectirá, se o projecto de lei for aprovado (e tudo indica que sim), num grande aumento de receitas para as sociedades colectoras. E porquê? Porque compramos discos externos, DVDs virgens, leitores de MP3 e uma série de outras coisas. É tão simples como isto. Não interessa o que fazemos com eles. Compramos? Pagamos!</p>
<p>Dêem uma vista de olhos no <a title="Lei da cópia privada - Jonasnuts" href="http://jonasnuts.com/423564.html">artigo da Jonas sobre o assunto</a>, bem mais completo e informativo que este, para perceberem bem porque é que ser contra a nova lei da cópia privada é simplesmente natural.</p>
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		<title>O inimigo único</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 22:26:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[música no coração]]></category>
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		<description><![CDATA[Já passou muito tempo desde o Super Bock Super Rock. Pelo menos, tendo em conta a forma como lidamos com o tempo na Internet. Duas semanas e meia é muito tempo na Internet. Parte da minha indisponibilidade para escrever sobre isto tem a ver com trabalho. A outra parte é culpa do Luís Montez. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já passou muito tempo desde o Super Bock Super Rock. Pelo menos, tendo em conta a forma como lidamos com o tempo na Internet. Duas semanas e meia é muito tempo na Internet.</p>
<p>Parte da minha indisponibilidade para escrever sobre isto tem a ver com trabalho. A outra parte é culpa do Luís Montez. E sim, estou a aproveitar-me de uma das clássicas regras de comunicação política &#8211; o inimigo único &#8211; mas não me interessa. A culpa é do Luís Montez.</p>
<p><span id="more-1350"></span></p>
<p>E porquê? Porque promove um festival com um cartaz fantástico&#8230; num sítio de merda. Três caixas Multibanco para 30 mil pessoas, pó por todos os lados, falta de luz, público a mais para o local, trânsito infernal, área de campismo incrivelmente má (e eu não fiquei lá)&#8230; e completem vocês a lista. A sério. Façam-no nos comentários.</p>
<p>Não me vou alongar e nem pensem que vou escrever sobre os concertos, que não quero dar à Música no Coração a oportunidade de juntar feedback positivo aos relatórios que fazem para os patrocinadores. Não que eles devam ver o que se escreve na Web, tenho a certeza, já que estamos em Portugal e há uma regra qualquer que impede as empresas de olharem para as <em>internetes</em>. Aliás, a esta altura já começo a duvidar que apresentem relatórios aos patrocinadores. Basta-lhes pôr o Luís Montez a falar. Ouvi-lo é como ler páginas cheias de gráficos e tabelas &#8211; uma inspiração. Quem precisa de um relatório?</p>
<p>Luís Montez <a href="http://ipsilon.publico.pt/musica/texto.aspx?id=290646">disse</a> que o festival atrai &#8220;amantes de música a sério, que estão dispostos a passar por alguns sacrifícios para ver e ouvir os seus ídolos&#8221;, que &#8220;o pó vai continuar nos próximos dez anos&#8221; e que ficou provado que aquele é o &#8220;local ideal&#8221; para o SBSR. Boa, pá.</p>
<p>Depois de ouvir muitas conversas cruzadas e de me chegarem muitos comentários, pergunto apenas: quanto paga a Música no Coração para fazer ali o festival?</p>
<p>Pois.</p>
<p>Para o ano encontramo-nos lá outra vez, está bem?</p>
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		<title>Music on Facebook</title>
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		<pubDate>Mon, 09 May 2011 11:09:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[O Facebook relançou a sua página dedicada à música, que agora se chama Music on Facebook. Esta aposta surge numa altura em que a empresa é alvo de algumas críticas por parte da indústria, em termos genéricos, por não quererem saber da música para nada. Em termos mais específicos, o Facebook tem sido acusado de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="float: right; margin: 5px;" title="Music on Facebook" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/facebookmusic.png" alt="" width="200" height="258" />O Facebook relançou a sua página dedicada à música, que agora se chama <a title="Music on Facebook" href="http://www.facebook.com/music">Music on Facebook</a>. Esta aposta surge numa altura em que a empresa é alvo de algumas críticas por parte da indústria, em termos genéricos, por não quererem saber da música para nada.</p>
<p>Em termos mais específicos, o Facebook tem sido acusado de estar pouco receptivo a trabalhar com empresas do sector. O CEO da RootMusic, empresa criadora da aplicação de música mais popular do Facebook, <a title="Top-Ranked Music App Says Facebook Isn't Doing Enough for Bands" href="http://www.huffingtonpost.com/eliot-van-buskirk/topranked-music-app-says-_b_854628.html">deu a entender que</a> o Facebook não ouve as propostas e que não está disposto a trabalhar com os artistas.</p>
<p>A tendência da indústria da música (e isto aplica-se, aparentemente, às majors e às startups) para sacudir a água do capote e tentar pôr os outros a fazer o seu trabalho às vezes é enervante. O Facebook, com todos os seus defeitos, é uma plataforma que tem agradado às pessoas pelo que permite mas também pelo que dificulta (os contactos não solicitados de empresas são um dos melhores exemplos): há quem aceite trabalhar com isso&#8230; e há quem se queixe.</p>
<p><span id="more-1280"></span></p>
<p>Mas adiante. Numa altura em que se discute um eventual Google Music, um eternamente adiado serviço de subscrição do iTunes e a entrada do Spotify no mercado norte-americano&#8230; o Facebook demonstra com isto que <a title="What Facebook's Relaunched Music Page Means for Musicians, Venues, Fans" href="http://www.billboard.biz/bbbiz/industry/digital-and-mobile/what-facebook-s-relaunched-music-page-means-1005166562.story">está atento mas não especialmente entusiasmado</a>.</p>
<p>A página Music on Facebook dá alguns conselhos sobre como optimizar páginas de artistas e salas de concertos, por exemplo, bem como a fãs que queiram divulgar os seus artistas favoritos. E pronto, é isto. É quase certo que o Facebook aproveitará esta página para divulgar boas práticas e casos de sucesso na área da música mas não me parece que a coisa passe muito disso. Convém manter debaixo de olho as acções que envolvem check-ins no Places, no entanto.</p>
<p>Para mim, é uma página útil e de leitura interessante. Para vocês também deverá ser, sobretudo se andarem a tentar promover o vosso trabalho na Web. Mas calma aí com as expectativas, que isto não é nada de especial.</p>
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		<title>O preço dos downloads</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 10:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Num esforço para roubar quota de mercado ao iTunes, a Amazon baixou o preço de uma parte significativa dos singles do seu top 100 para mais ou menos 47 cêntimos &#8211; metade do preço praticado pela loja da Apple. A Amazon está a suportar os custos desta redução sozinha, já que continua a pagar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Amazon" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/amazon.jpg" alt="" width="350" height="300" /></p>
<p>Num esforço para roubar quota de mercado ao <a title="iTunes" href="http://www.apple.com/itunes/">iTunes</a>, a <a title="Amazon" href="http://www.amazon.com">Amazon</a> <a title="Amazon Declares War: Drops Hit MP3s To 69 Cents" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2011/04/amazon-declares-war-drops-hit-mp3s-to-69-cents-.html">baixou o preço</a> de uma parte significativa dos singles do seu top 100 para mais ou menos 47 cêntimos &#8211; metade do preço praticado pela loja da Apple. A Amazon está a suportar os custos desta redução sozinha, já que continua a pagar o mesmo às editoras. O objectivo é mesmo atrair clientela.</p>
<p><span id="more-1274"></span></p>
<p>Duvido que esta acção tenha o efeito pretendido. Primeiro porque o iTunes continua a ter grandes vantagens por causa da ligação próxima a iPod, iPhone, iPad e afins. Depois, porque é uma acção temporária. Mesmo que consigam fazer mais negócio durante este período, qual é o verdadeiro incentivo ao download depois de darem por terminada esta acção?</p>
<p>A maioria das (poucas) pessoas que fazem downloads fazem-nos, desconfio, por conforto. Porque, convenhamos, é confortável ter acesso fácil e relativamente barato à música de que gostamos e passá-la facilmente para os nossos leitores portáteis. No entanto, enquanto não se pensar num modelo sério e conveniente de subscrição (e a Apple tem todas as condições para vencer essa batalha), os downloads pagos vão sempre perder contra os gratuitos.</p>
<p>Não vou sequer falar da possibilidade de um modelo de negócio mais abrangente que <em>aceite</em> a distribuição gratuita de MP3 por um motivo <em>maior</em>. Provavelmente, será este o caminho&#8230; mas ainda é cedo. E com <a title="Autores discutem proposta de lei da cópia privada" href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/autores-discutem-proposta-de-lei-da-copia-privada">notícias como as que têm surgido por cá</a>, mais facilmente seguimos o caminho inverso.</p>
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		<title>Um maravilhoso mundo novo para a música</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 14:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo foi publicado originalmente no blog do Upload Lisboa. Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma&#8230; mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este artigo foi publicado originalmente no <a title="Um maravilhoso mundo novo para a música" href="http://uploadlisboa.com/pt/blog/2011/01/25/um-maravilhoso-mundo-novo-para-a-musica">blog do Upload Lisboa</a>.</em></p>
<p>Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma&#8230; mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças ao advento do P2P, já que, na altura, a indústria não estava especialmente atenta à Internet ou interessada em inovar.</p>
<p>Actualmente, são muito poucos os que ainda compram discos e a música é uma indústria em grande, grande mutação. A venda de música gravada cai a pique mas, ao mesmo tempo, ergue-se com grande genica a indústria dos concertos.</p>
<p><span id="more-1190"></span></p>
<p>Mesmo que dia sim, dia não se anuncie a morte do CD, ainda ninguém sabe muito bem onde é que isto vai parar. A indústria discográfica aposta (com fracos resultados) no lobbying &#8211; em dez anos, a RIAA <em>investiu</em> 90 milhões de dólares em Washington &#8211; e continua a ignorar a verdadeira web. As editoras mudam as tácticas do marketing mas não compreendem o potencial de negócio que reside online. Por um lado, vemo-las todas modernaças a apostar no Facebook e afins para chegar às pessoas (nada contra); por outro, negócios por que todos esperamos (olá, <a href="http://www.spotify.com">Spotify</a>) teimam em demorar a ganhar dimensão porque as editoras não estão muito viradas para aí.</p>
<p>A propósito do Spotify, um dos assuntos que mais se discute no mundo da música diz respeito aos serviços de subscrição, que são uma espécie de Santo Graal da indústria. O Spotify e o português <a href="http://www.myway.pt">Myway</a> são alguns exemplos deste tipo de serviços que disponibilizam gratuitamente (vá, com publicidade) milhões de músicas em streaming e que oferecem downloads ilimitados em troca de uma mensalidade. O grande obstáculo à adopção generalizada destes serviços reside nos valores a pagar às editoras por cada reprodução. O Spotify, um verdadeiro caso de sucesso no Reino Unido, continua a apresentar prejuízo e já tem as editoras à perna a pedirem para que os valores sejam renegociados (para cima, claro). Isto não parece razoável. Porque é que o Spotify ainda não chegou aos Estados Unidos, o maior mercado de música do mundo (e, portanto, uma boa solução em termos de escala)? Não faço ideia. É um verdadeiro mistério.</p>
<p>Entretanto, o <a href="http://www.youtube.com">YouTube</a> é <a title="Music 3 times more consumed via YouTube than via Legal Downloads | Nielsen survey" href="http://blog.midem.com/2011/01/music-three-times-more-consumed-via-youtube-than-via-legal-downloads-exclusive-nielsen-white-paper/">rei e senhor do streaming</a> &#8211; há alguém que não o use para mostrar <em>aquela</em> música nova a um amigo? &#8211; e as editoras continuam a não ver o potencial de marketing desta e de outras plataformas. E porquê? Porque querem ganhar uns cêntimos sempre que cada música é reproduzida. Se é justo ou não, é outra questão. Mas eficiente não tem sido. A proverbial <em>cloud</em> ainda está por explorar.</p>
<p>Numa altura em que todos dizemos ao Facebook aquilo de que gostamos, é de estranhar que a indústria da música não aproveite convenientemente a quantidade de informação que estamos, enquanto utilizadores de redes sociais, dispostos a partilhar. Seja no Facebook (eu gosto dos <a href="http://www.facebook.com/radiohead">Radiohead</a>, do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IkK4fjUlmVs">vídeo dos Wilco</a> e do <a href="http://www.facebook.com/optimusalive">Optimus Alive</a>, por exemplo) ou no <a href="http://www.last.fm">Last.fm</a>, que me recomenda coisas parecidas com o que eu mais ouço, que me mostra pessoas com gostos semelhantes aos meus e que já me trouxe muita felicidade, dizemos demasiado sobre nós e quem mais tem a ganhar com isso, além de nós, são as editoras (tanto ao nível do marketing como do negócio propriamente dito). Mas não aproveitam. Vamos aproveitando nós como podemos.</p>
<p>Felizmente, alguns artistas já começaram a perceber que não é só com cartazes em taipais de obras e com singles na rádio que lá chegam. Há os casos clássicos dos Nine Inch Nails, dos Radiohead e dos OK Go. Mas há mais. O segredo é perceber que não é fácil, que não basta uma acção para mudar tudo e começar a vender música e a esgotar salas de concertos. Uma coisa é certa: precisam de dar prioridade aos fãs, já que são eles (nós) que vão dar a conhecer a banda ao resto do mundo. Nesse sentido, os Arcade Fire e, mais recentemente, os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8RPM9MOUN2I">Broken Social Scene transmitiram concertos</a> em directo no YouTube. Não é revolucionário, é certo, mas&#8230; os fãs adoram. E custa muito menos mantê-los do que arranjá-los novinhos em folha.</p>
<p>Fãs devotos fazem de tudo. No ano passado, por exemplo, alguns fãs brasileiros dos Belle &amp; Sebastian angariaram 33 mil dólares para que a banda escocesa lá fosse tocar. Tudo através de um simples <a href="http://queremos.com.br/show/1-Belle-and-Sebastian">site</a> e de uma forte divulgação no <a href="http://twitter.com/queremos/">Twitter</a>. <em>Talk about crowdfunding.</em></p>
<p>Nesta liga dos <em>crowds</em>, não há nenhum tão bem sucedido como o <em>crowdsourcing</em>. Os exemplos são muitos mas apetece-me partilhar um bem recente. A britânica Imogen Heap, que tem um longo historial de interacção com os fãs, <a href="http://blog.midem.com/2011/01/interview-imogen-heap-on-her-first-ever-crowdsourced-song/">pede-lhes agora que contribuam com sons</a> para o seu próximo single.</p>
<p>E podia continuar por mais dez ou vinte parágrafos cheios de exemplos&#8230; mas ninguém quer isso.</p>
<p>É um bocadinho frustrante que esta troca (atenção e dinheiro por música e entretenimento) ainda não esteja muito bem oleada porque, convenhamos, há boas condições para isso. As editoras não se orientam e nós vamos ouvindo música como podemos. A verdade é que aguardo ansiosamente por uma maneira mais confortável de ouvir música do que o YouTube&#8230; <a title="URL: um novo formato universal para a música?" href="http://www.ouve-se.com/2011/01/url-um-formato-universal-para-a-musica/">mas talvez o URL seja a resposta</a>.</p>
<p>Hoje em dia, temos acesso a artistas a que só muito dificilmente chegaríamos sem a web e sem recomendações dos amigos (e dos outros). As editoras andam aos papéis mas os promotores de concertos agradecem. Entretanto, vamos ouvindo e partilhando mais música do que nunca.</p>
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		<title>Record Store Day 2011 já tem data marcada</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2011/01/record-store-day-2011-ja-tem-data-marcada/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 15:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[record store day]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei a saber há pouco através do Sound + Vision que já há data para o Record Store Day deste ano. A iniciativa realiza-se a 16 de Abril e promete ser mais um sucesso para as lojas portuguesas de discos. Para quem ainda não sabe o que é, repito o que escrevi a propósito da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Record Store Day 2011" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/recordstoreday2011.png" alt="" width="600" height="147" /></p>
<p>Fiquei a saber há pouco através do <a href="http://sound--vision.blogspot.com/2011/01/record-store-day-2011.html">Sound + Vision</a> que já há data para o <a title="Record Store Day" href="http://www.recordstoreday.com/">Record Store Day</a> deste ano. A iniciativa realiza-se a 16 de Abril e promete ser mais um sucesso para as lojas portuguesas de discos.</p>
<p><span id="more-1184"></span></p>
<p>Para quem ainda não sabe o que é, repito o que escrevi a propósito da <a title="Record Store Day 2010" href="http://www.ouve-se.com/2010/04/record-store-day-2010/">edição do ano passado</a>:</p>
<blockquote><p>Para quem não sabe, o Record Store Day é uma iniciativa anual que teve início em 2007 nos Estados Unidos com um grande objectivo: celebrar a música. DJ sets, concertos e descontos no preço dos discos são algumas das acções habituais das lojas de música independentes neste dia.</p></blockquote>
<p>Ainda não há, naturalmente, novidades sobre que lojas nacionais participarão na iniciativa mas Trem Azul (Lisboa), Flur (lisboa), Louie Louie (Lisboa, Porto e Braga), Carbono (Lisboa) e Jo-Jo&#8217;s (Porto) deverão marcar o dia com iniciativas e descontos.</p>
<p>No ano passado, <a title="O meu rescaldo do Record Store Day" href="http://www.ouve-se.com/2010/04/o-meu-rescaldo-do-record-store-day/">as visitas à Flur, à Louie Louie e à Carbono</a> correram muito bem. A ver se este ano consigo repetir a dose. Para já, fica pelo menos marcado na agenda.</p>
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		<title>RTP Música</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 12:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[editoras]]></category>
		<category><![CDATA[música portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[rtp música]]></category>

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		<description><![CDATA[A RTP vai lançar um canal de música. O novo projecto da estação pública tem lançamento previsto para Março e, segundo Jaime Fernandes, director do canal, é &#8220;sobre os músicos portuguesas e de música portuguesa&#8221;. A divulgação de jovens músicos portugueses e uma programação com espaço para a música lusófona são apostas do canal, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="RTP" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/rtp.png" alt="" width="370" height="317" /></p>
<p>A RTP vai lançar um canal de música. O novo projecto da estação pública tem lançamento previsto para Março e, <a title="RTP lança em Março canal de música" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2011/01/11/rtp-lanca-em-marco-canal-de-musica/">segundo Jaime Fernandes</a>, director do canal, é &#8220;sobre os músicos portuguesas e de música portuguesa&#8221;.</p>
<p><span id="more-1176"></span></p>
<p>A divulgação de jovens músicos portugueses e uma programação com espaço para a música lusófona são apostas do canal, que deverá ocupar grande parte da grelha com videoclips, actuações ao vivo em estúdio, concertos, festivais e entrevistas. Com uma equipa de 12 pessoas e um investimento reduzido &#8211; 1,3 milhões de euros -, o canal não terá, para já, programação muito específica (<em>don&#8217;t ask</em>). O objectivo da RTP é conquistar mais telespectadores na faixa etária dos 13 aos 34.</p>
<p>O baixo investimento, a equipa reduzida (muito do trabalho será feito através de produtoras externas, como acontece habitualmente) e a dependência das editoras não prometem muito, sobretudo porque ninguém se queixa da falta de videoclips (que ocuparão a maior parte da grelha) na televisão. Espero que uma das principais apostas do canal seja o bom conteúdo editorial. Isso e actuações ao vivo em estúdio. Outra coisa: certamente já pensaram nisso&#8230; mas parece-me haver espaço para muitas (e boas) sinergias com a Antena 3, por exemplo.</p>
<p>Enfim, é esperar para ver. <a title="RTP lança canal de música em Março" href="http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=8998">Rui Veloso ter dito</a>, no lançamento, algo como &#8220;Finalmente vai haver espaço para os originais, porque os imitadores já têm tempo de antena de sobra&#8221; não é nada bom sinal para a RTP Música mas gosto de pensar que me estou a transformar num optimista e, por isso, acho que tem tudo para ser um bom projecto. Venha a boa música.</p>
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		<title>Eu não me importo de pagar por música</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 12:52:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[downloads]]></category>
		<category><![CDATA[editoras]]></category>
		<category><![CDATA[p2p]]></category>
		<category><![CDATA[pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[A ideia de que as pessoas já não estão dispostas a pagar por música gravada está confortavelmente instalada no ethos. E isto vê-se nas quebras nas vendas e na crise por que passam algumas editoras discográficas (EMI anyone?). Em Portugal, vê-se claramente no número de discos vendidos. Não sei como se comportam artistas como Tony [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A ideia de que as pessoas já não estão dispostas a pagar por música gravada está confortavelmente instalada no <em>ethos</em>. E isto vê-se nas quebras nas vendas e na crise por que passam algumas editoras discográficas (EMI <em>anyone</em>?).</p>
<p>Em Portugal, vê-se claramente no número de discos vendidos. Não sei como se comportam artistas como Tony Carreira em termos de vendas&#8230; mas sei que aquelas bandas pop internacionais que antes vendiam largas dezenas de milhares de discos por cá já não vendem assim tanto. Enfim, é o que temos. Foram anos e anos de discos com dois singles apelativos e oito músicas para encher, foram anos e anos (e continuam a ser, de certa forma) de desrespeito pelos fãs. Claro que agora se queixam do P2P e da pirataria mas a verdade é que não ignoraram por completo a explosão da Internet (vá, no sentido figurado) no final dos anos 90. Perderam o barco. Adeus.</p>
<p><span id="more-1061"></span></p>
<p>Dito isto, interessa referir que eu não me importo de pagar por música. Gosto de recompensar os artistas e as editoras pela boa música que lançam e, por isso, pago por música. Além disso, gosto de a ter. É bem possível que esta ideia de posse seja uma ilusão mas&#8230; gosto. Não compro música no iTunes (para isso mais vale <em>comprar</em> no Rapidshare&#8230;), gosto de ter os discos nas estantes (por falar nisso, tenho de comprar uma terceira torre de CDs). Gosto do ritual de abrir a caixa e ver o booklet, gosto de pôr música a tocar para os meus vizinhos (sem que eles me peçam).</p>
<p>Hoje, no Twitter, dizia o <a href="http://twitter.com/#!/gabrieldread/status/14992044611084288">Gabriel Dread</a>:</p>
<blockquote><p>Quem compra dvd original financia o combate à pirataria e a censura na internet.</p></blockquote>
<p>Enfim, por esta ordem de ideias, quem paga impostos também&#8230; mas pronto. Não concordo com isto. Acho que é uma falta de honestidade intelectual pôr as coisas nestes termos.</p>
<p>Continuo a achar que, se gostam do produto final, poderá fazer sentido apoiar o artista e a editora, seja grande ou pequena&#8230; tal como continuo a achar que as editoras deveriam preocupar-se menos em perseguir quem não quer pagar por música e mais em editar música pela qual valha a pena pagar. Tudo o resto é secundário.</p>
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		<title>OFFBEATZ no Musicbox</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 10:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[musicbox]]></category>
		<category><![CDATA[offbeatz]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso que só muito superficialmente tinha ouvido falar do OFFBEATZ até há pouco tempo. Entretanto, a Sílvia começou a trabalhar no projecto e eu fiquei a conhecê-lo um bocadinho melhor. Este parágrafo tem, portanto, uma utilidade dupla: é contexto e é disclaimer. Então o que é o OFFBEATZ? A organização chama-lhe “um movimento urbano e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso que só muito superficialmente tinha ouvido falar do OFFBEATZ até há pouco tempo. Entretanto, a <a title="mortigi tempo" href="http://www.mortigi-tempo.com">Sílvia</a> começou a trabalhar no projecto e eu fiquei a conhecê-lo um bocadinho melhor. Este parágrafo tem, portanto, uma utilidade dupla: é contexto e é <em>disclaimer</em>.</p>
<p>Então o que é o OFFBEATZ? A organização chama-lhe “um movimento urbano e criativo de apoio, divulgação e discussão de tudo o que de mais excitante e inovador se faz no panorama musical”. Eu duvido da parte final da descrição mas dou-lhes o benefício da dúvida. De qualquer forma, na prática e a partir de amanhã, o OFFBEATZ tem sessões semanais (todas as quartas-feiras, portanto) no Musicbox e um programa de televisão na SIC Radical. O enfoque disto tudo? Bandas e videoclips.</p>
<p>Gosto da ideia de darem um palco a novos talentos da música nacional e espero que façam um real trabalho de curadoria que nos traga boa música nova. No entanto, é possível que o facto de terem um programa de televisão lhes coloque alguma pressão (de editoras?) em cima&#8230; mas, pronto, estou a entrar valentemente num mundo de especulação.</p>
<p>Para já, interessa isto: amanhã há OFFBEATZ no Musicbox.</p>
<p>Adenda: As bandas que vão tocar são os Macacos do Chinês e os Pinto Ferreira. Serão exibidos ainda videoclips de Noiserv e Linda Martini.</p>
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		<title>A Apple apresentou o Ping e eu acho que não quero saber</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 11:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>
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		<category><![CDATA[artistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Pronto, agora é o Ping. Depois do relativo insucesso do Genius, uma ferramenta relativamente interessante que a Apple decidiu introduzir no iTunes há algum tempo, a Apple vira as agulhas para a vertente social da música. O objectivo? Vender mais música, claro está. E lançar as bases para os outros tipos de produtos (aplicações, filmes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Ping" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/ping.png" alt="" width="329" height="191" /></p>
<p>Pronto, agora é o <a title="Ping" href="http://www.apple.com/itunes/ping/">Ping</a>. Depois do <a title="O Genius do iTunes serve para alguma coisa" href="http://www.ouve-se.com/2009/01/o-genius-do-itunes-serve-para-alguma-coisa/">relativo insucesso do Genius</a>, uma ferramenta relativamente interessante que a Apple decidiu introduzir no iTunes há algum tempo, a Apple vira as agulhas para a vertente social da música. O objectivo? Vender mais música, claro está. E lançar as bases para os outros tipos de produtos (aplicações, filmes, séries, livros), fomentando igualmente as vendas.</p>
<p>Não tenho nada contra o desejo da Apple de ganhar mais dinheiro com a venda de música, vídeo, aplicações e livros online mas&#8230; para que raio serve o Ping?</p>
<p>Segundo a Apple, serve para seguirmos os nossos artistas favoritos e os nossos amigos para descobrir de que música estão a falar, o que estão a ouvir e (sobretudo, digo eu) o que estão a comprar no iTunes. <em>Boring.</em></p>
<p>Agrada-me muito a integração de diversas funcionalidades num só programa. O Genius, por exemplo, apesar de não ser a minha principal ferramenta de descoberta de música, às vezes é útil e engraçado. Não é, no entanto, nenhum <a title="Last.fm" href="http://www.last.fm">Last.fm</a>. E o Ping também não.</p>
<p>A minha abordagem ao lançamento de novos produtos e serviços é muito simples: só preciso que as empresas acrescentem alguma coisa. Eu sei que nem tudo pode ser a penicilina mas porque é que continuam a perder tempo com este tipo de coisas? O Ping é uma funcionalidade gratuita e não acrescenta nada. Se não acrescenta nada, não vale a pena perder tempo.</p>
<p>A Apple quer o mesmo de sempre: dar tudo às pessoas a partir do iTunes para que elas não precisem de ir a outros sítios. Mas se isso foi apelativo na ligação entre o iTunes (a loja e o <em>media player</em>) e o iPod, agora não é. E não é porque não acrescenta absolutamente nada, não é especialmente conveniente&#8230; e conseguimos encontrar bem melhor noutros sítios. O Last.fm, o <a title="Facebook" href="http://www.facebook.com">Facebook</a> e o <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com">Twitter</a> são apenas os casos óbvios. Ainda por cima, o Facebook é agora, a propósito do argumento da conveniência de ter tudo no mesmo programa, um concorrente de peso.</p>
<p>Como se isto não bastasse, <a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html">a Apple está em modo </a><em><a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html">control freak</a></em><a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html"> relativamente à inscrição de artistas no Ping</a>, como fazem com as aplicações para iPhone e assim. Vamos ver se conseguem ir a algum lado com isto.</p>
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