Categoria — Marketing
Fnac vs. Amazon: uma ida às compras
Ontem à noite dei um salto à Amazon.co.uk e decidi fazer uma coisa que nunca tinha feito: explorar as pechinchas da secção de CDs. Não tivesse eu algum tino e a encomenda teria resultado em mais de 20 discos. Fiquei-me pelos oito. Com portes (e mais um livro no carrinho), paguei pouco menos de 70 euros.
E isto fez-me voltar a pensar numa coisa em que já pensei muitas vezes: abandonar definitivamente a Fnac. Ainda há uma semana lá deixei dinheiro por causa de uns cheques Fnac que tinha recebido no Natal. Por 39 euros, levei para casa dois CDs. Um deles foi a edição especial (com DVD) do último álbum dos Phoenix, que me custou pouco menos de 18 euros, creio. E aqui está a ponte perfeita entre estas duas realidades: na Amazon, a edição básica (julgo eu) do disco – que na Fnac custa 16 – está à venda por pouco mais de cinco euros.
Comprar música na Fnac não faz sentido. Custa demasiado dinheiro e a experiência não é especialmente gratificante. Para os que – como eu – gostam de passear por lojas de música, dêem um salto à Carbono, à Jo-Jo’s e à Flur, por exemplo.
Se as diferenças fossem de dois euros ou assim, ainda percebia. Os cinco ou seis dias de espera na Amazon incomodam um pouco – pelo menos quando comparados com o imediatismo da compra numa loja como a Fnac. Mas com diferenças que chegam aos 10 euros para coisa que custam menos de 20 não há argumento que resista.
Por exemplo: ontem comprei o From The City, Stories From The Sea, da PJ Harvey, por €3.40. No site da Fnac custa €13.90. Acho que nem é preciso dizer mais nada… mas vou fazê-lo!
Tomem lá uma tabela comparativa de preços (em euros):

* preço da edição normal
n/d – não disponível nos resultados da pesquisa
Além dos dados óbvios que aqui vêem, devo destacar que mais de metade dos discos eram apresentados no site da Fnac como não estando disponíveis no momento (apesar de apresentarem preço). Destaco igualmente que todos os preços da Amazon foram convertidos em euros por excesso e arredondados a valores a terminar em 0 e 5 cêntimos. Acrescento ainda que os portes têm um valor de €12.55, mais ou menos.
Analisando a tabela, ficamos a saber que se eu tivesse ido à Fnac comprar estes discos, saía com três álbuns a menos da Fnac e deixava lá €68.65. Isto significa que saía da Fnac com menos discos e menos dinheiro do que o que aconteceu ontem por ter feito compras na Amazon – mesmo contabilizando os portes. Ficava ela por ela se contarmos com o livro que também encomendei (e os livros davam outro capítulo nesta história… mas aí nada bate o Book Depository). Claro que, para estas contas, vou esquecer o dinheiro que gastaria em estacionamento no Colombo ou no Vasco da Gama, por exemplo, até porque poderia muito bem ir a pé até ao Chiado.
Já não tinha muitas dúvidas mas esta comparação dá-me exemplos concretos e auto-explicativos. Sim, isto foi uma espécie de epifania. Comprar música na Fnac não faz mesmo sentido.
06-01-2010 19 comentários
Optimus Discos
A Optimus às vezes anda um tanto ou quanto aos papéis. Mas às vezes também acertam em cheio.
Depois daquelas coisas todas com os Xutos & Pontapés e da indecisão em torno dos concertos Optimus, avançaram para os Optimus Discos, uma iniciativa que merece ser destacada. Lançado em Março deste ano, este projecto já vai na terceira série de música portuguesa gratuita. Os EPs são disponibilizados no site para download mas a iniciativa não se fica por aqui: a Fnac vende-os a um bom preço, o que sempre dá para recuperar algum e satisfazer os fetichistas do CD.
(Entretanto, vão lá sacar o EP Intervalo, dos Linda Martini, que está bem porreiro.)
Para trás, parecem ter ficado os tempos em que a Optimus abdicava dos festivais de Verão por ter esse público-alvo bem agarrado (e a TMN agradeceu, estou certo) ou verdadeiros fracassos como o Optimus Open Air. A Optimus está em paz agora e encontrou finalmente uma forma coerente e integrada de apoiar a música. Nós agradecemos.
Continuem o bom trabalho.
13-11-2009 1 comentário
Não é arte, é outra coisa
Até onde é que isto vai?
Depois de a Wired nos ter dado a saber há alguns meses num excelente artigo que as letras das Pussycat Dolls (e de outros) estão à venda, agora é a vez da Insland Def Jam disponibilizar o booklet do novo álbum da Mariah Carey a empresas interessadas (como já referi ontem, de resto, em poucas palavras).
A música de Mariah Carey e das Pussycat Dolls interessa-me muito pouco, como devem imaginar Ainda assim, vejo que há abertura a este tipo de idiotices na indústria da música e isso preocupa-me. Ninguém poderá negar que os responsáveis pelas maiores editoras do mundo têm feito um péssimo trabalho… mas isto está a chegar a um nível um tanto ou quanto ridículo.
Não tenho nada contra a chamada monetização. Se há coisas que podem ser postas a render, tudo bem. Em parte, é para isso que serve o merchandising e é exactamente por isso que existe o licenciamento para televisão, publicidade e cinema. Nada, nada contra. Mas este tipo de acções implica pegar na obra de arte e adaptá-la a quem oferecer mais. É uma subversão que, apesar de ser certamente recorrente (até ao nível das próprias pressões dos A&R das editoras), não deixa de ser interessante e… desconfortável. Não é arte, é outra coisa.
Quais serão os próximos passos? É que já só consigo imaginar os músicos a entrarem em palco vestidos à jogador de futebol com publicidade na parte da frente, nas costas, nos braços, nos calções, nas meias… Enfim.
04-08-2009 5 comentários
Mas que ideia mais estúpida
Parece que a Island Def Jam está a pensar em vender espaço publicitário nos booklets do próximo álbum de Mariah Carey.
Sim, a sério.
04-08-2009 Sem comentários
Músicos no Twitter
Há quanto tempo é que não falo do Twitter por aqui? Há tempo suficiente.
O Miguel Albano chamou-me a atenção para um artigo do Mashable sobre músicos no Twitter. A lista contém mais de cem nomes, entre os quais Dave Matthews, Coldplay, John Mayer, Muse, Pete Yorn, Imogen Heap, Sonic Youth, The Streets e Trent Reznor.
O artigo está engraçado e explica a forma como cada um destes artistas – ou respectivo mandatário – marca a sua presença no Twitter. Ainda assim, parece-me mais importante notar que, apesar das mil e uma formas encontradas para estar no Twitter, nenhuma é propriamente errada. Falar da última sessão de estúdio, de banalidades ou do sentido da vida… tudo vale. Os limites são os do razoável – o que é, em si, bastante razoável.
O sucesso do Twitter reside não só na (ilusão de) proximidade mas também – sobretudo, talvez – na sua moldabilidade. O Twitter pode ser confessional mas também pode ser uma eficaz ferramenta de marketing. Pode ser sobre links ou sobre dar os bons dias aos amigos. Daí que o termo microblogging faça sentido. Ora releiam lá as frases anteriores e digam-me se não poderia muito bem estar a falar de blogs.
15-07-2009 Sem comentários
Bloggers e jornalistas de música

Bloggers e jornalistas de música têm pelo menos uma coisa em comum: pessoas lêem o que eles escrevem. São agentes praticamente incontornáveis para quem faz música e quer promovê-la. Com egos maiores ou mais pequenos, com gostos mais ou menos abrangentes, todos eles ajudam a formar as opiniões de quem gosta de os ler.
Nos últimos anos, com o aumento das alternativas, os críticos de música perderam importância. Os bloggers – ou alguns deles, pelo menos – ganharam dimensão graças a uma ideia que se generalizou facilmente: a de que são livres de pressões e da agenda mediática que faz com que todos os críticos falem das mesmas coisas ao mesmo tempo e, muitas vezes, da mesma forma. Não sei se concordo com esta ideia… mas percebo a lógica. É que, com uma audiência maior, vêm normalmente pressões e responsabilidades.
Se do lado dos consumidores de música a relação com a crítica mudou bastante nos últimos tempos, do lado da indústria… mantém-se bastante semelhante.
Por exemplo, dou por mim a ter de justificar a minha eventual credibilidade com uma série de coisas insignificantes que consegui durante o meu percurso sempre que quero pedir informações ou o que quer que seja a grande parte dos artistas, editoras e promotoras. Seria muito mais fácil se estes agentes conseguissem visitar um blog e perceber tudo através dos últimos artigos, do tempo de vida e da página de informação sobre o autor. Mas pronto, é o que temos.
Por outro lado, estive há uns dias na RTP em trabalho e fiquei sentado durante meia hora junto a uma sala da Antena 3 e reparei numa série de sacos de plástico da EMI e da Universal que ocupavam um bocadinho de chão. Tendo em conta que a rádio é um meio cada vez menos interessante e desde sempre naturalmente fugaz, acho que a gigante diferença de tratamento não se justifica.
De qualquer forma, cultivar uma relação próxima mas honesta com bloggers e jornalistas continua a fazer todo o sentido no cenário actual. Não confundam uma relação próxima com “amiguismo”. De certa forma, foi isso que trouxe descrédito aos críticos profissionais portugueses. É que Portugal é muito pequeno, sabem?
Acho realmente que dar informação e música a jornalistas e bloggers é muito importante. Primeiro porque poderão, se se interessarem e/ou gostarem do que ouvem, ajudar-vos a chegar a um público que quer saber de música (ao contrário do de uma telenovela, por exemplo). Depois, porque todos fazem parte de redes sociais (reais ou virtuais) que incluem certamente mais uns quantos elementos similares, o que poderá ter um efeito multiplicador benéfico.
Enfim, vocês sabem que há apenas 40 ou 50 pessoas por dia a aparecer aqui no blog. Ainda assim, estou certo, são 40 ou 50 pessoas que gostam do que lêem e/ou do autor (obrigado). No limite, são pessoas que ligam minimamente ao que digo. E isso tem de representar alguma coisa. Acontece o mesmo com jornalistas especializados. A diferença? Maior audiência, certamente; menor capacidade de influenciar cada um. Além disto, as limitações de espaço, de tempo, de tudo… são prejudiciais. E aí está algo que não me afecta substancialmente.
Reforço: os jornalistas e os bloggers especializados são importantes para os que querem que a sua música chegue às pessoas. Pessoalmente, se gostar do que fazem, terei todo o gosto.
07-06-2009 2 comentários
Música, TV e cinema: ideias soltas
Hoje em dia, é praticamente impossível cruzarmo-nos com uma série de televisão sem que salte uma canção pop num ou noutro momento-chave do episódio. No cinema, em termos gerais, o efeito é menor… mas também existe. É um mercado em que as editoras e os artistas americanos têm apostado nos últimos anos. É investimento em marketing.
Em Portugal, vai acontecendo com melhores ou piores resultados nas telenovelas portuguesas. Infelizmente, isto significa que o Paulo Gonzo ressuscitou e teve a lata de reeditar um álbum com mais de dez anos para ganhar dinheiro com a música associada à novela. Esta prática também nos trouxe “A Carta”, dos Toranja, que ainda penso ser um óptimo single - mas sim, cansou. Enfim, quero com isto dizer que também temos os nossos exemplos.
E sabem? Não sei o que pensar. Porque, como em tudo, há os que comprometem a arte por algo um tanto ou quanto mais palpável. Porque há quem faça música exclusivamente com este objectivo (e não me refiro à composição de bandas sonoras, claro). No entanto, também coloca um mais que justo holofote sobre canções que nunca ouviríamos na vida. E funciona como uma espécie de Last.fm… Gostam de ver o House a alucinar graças ao Vicodin? Então são capazes de gostar disto. A verdade é que não é assim tão raro a coisa bater certo.
Dois exemplos.
O Pete Yorn é um tipo norte-americano que faz um pop/rock de digestão fácil e que se mudou, no início da carreira, para Los Angeles… para fazer música para cinema e televisão. Se ouvirem, faz algum sentido… mas não deixa de levantar algumas questões relativamente aos motivos que o levaram a mudar de costa (não que alguém tenha realmente alguma coisa a ver com isso). Foi por causa dele que este atabalhoado texto saiu. Explico: todos os episódios de House fecham com uma música que se adapte ao momento em que aparece. O enterro de Kutner trouxe-nos “Lose You”, tema pop meio triste do primeiro álbum de Pete Yorn (já agora, musicforthemorningafter, o tal primeiro álbum dele, até não é mau de todo). Vejam o vídeo:
O outro exemplo também é relativamente recente. Mickey Rourke é amigo de Bruce Springsteen e pediu a Darren Aronofsky, o realizador, para convidar o boss a escrever o tema de The Wrestler. Springsteen fê-lo e com óptimos resultados, como seria de esperar. Sim, Working On A Dream não é um grande álbum mas “The Wrestler” é uma grande canção. E foi inspirada no filme, como seria de esperar. Aqui, não se trata de tentar convencer executivos a pôr uma música numa série. Aqui, voltamos ao domínio exclusivo da arte e não há motivos para pensar duas vezes: ou se gosta… ou não. E eu gosto.
A cultura pop, essa coisa que é tudo e nada, facilita sinergias e os resultados aparecem. Promover música em filmes e séries não tem nada de mal, acho eu, desde que não seja absolutamente comercial. Tantas vezes já ouvi The National, Bon Iver, Gomez e outras bandas que por aqui rodam habitualmente em séries de televisão… e a coisa não era totalmente descabida. Gastaram dinheiro para lá pôr as músicas? Acho que sim. Foi um mau investimento? Diria que não, tendo em conta o público que as segue. Aqui, acabo a misturar marketing e um lado mais emocional, o que é ideal para quem promove… e o contrário para mim.
É um mundo que não conheço, confesso, mas a ideia de me fazer a esse lugar privilegiado que é fazer chorar as pedras da calçada durante um episódio de Grey’s Anatomy com uma canção só porque sim não é tão atraente quanto isso. Claro que se isso acontecer, tanto melhor… desde que faça sentido. Mas não sei, a sério que não.
E vocês, têm alguma coisa a dizer sobre o assunto?
25-05-2009 3 comentários
Eu e o marketing da música no ISCSP
Há quase dois meses, fui convidado pela Raquel Ribeiro, professora de Marketing do ISCSP e leitora assídua deste blog, para dar uma aula aos alunos do 2º ano da Licenciatura em Ciências da Comunicação. Aceitei com entusiasmo e a coisa acabou por acontecer na quinta-feira passada.
Foi uma aula com dois temas – e eu fiquei responsável por um deles: o marketing da música. O outro estava relacionado com agências de comunicação e também me é bastante familiar, claro. Acabou por se tornar bem mais interessante do que o tema que levei, pelo menos a julgar pelo número de perguntas que motivou.
Sentia isto quando andava na faculdade e senti-o novamente na semana passada. Uma parte significativa dos universitários querem saber quase exclusivamente como é que podem arranjar emprego. Isto ao mesmo tempo em que deviam estar a fazer pela vida e a ganhar currículo com o que quer que fosse (actividades extracurriculares como o blogging ou o envolvimento activo e responsável na vida académica, por exemplo). É um pós-modernismo interessante, um vou ficar aqui parado a pensar exactamente como é que devo mexer-me. Mas pronto, ainda vão a tempo, acho eu.
Entretanto, deixo-vos a apresentação que pintou a minha parte da aula. É uma coisa no estilo “101″, com enquadramento e informação básicos… mas acho que se adaptava à audiência. Apesar de ter sido feita para acompanhar um tipo semi-lunático a falar, espero que gostem. E que comentem!
18-05-2009 6 comentários
Pequenas mudanças
Lembram-se de ter criticado um texto da Marketeer sobre a Central Musical?
A Marketeer de Julho traz um artigo onde é feito um ponto de situação sobre a indústria da música. O autor é Sérgio Gonçalves, CMO e sócio internacional da Central Musical. O texto, esse, é um perda de tempo.
E de, após umas semanas, o autor e responsável pelo marketing da Central Musical ter respondido?
A Central Musical tenta ser uma solução. Pode não acreditar que o merchandising e os concertos sejam saída para artistas. Que isso seja “inventar a roda” é que não se percebe. Giro é afirmar que vai a concertos e compra umas t-shits de bandas..
Gostava também de perceber o seu curriculum na industria musical. Pode ser que tenhamos muito a aprender com a sua experiência.
Pois bem, as coisas mudam. Embalagem, aspecto visual, fórmula, posicionamento, distribuição, promoções, divulgação, atitude.
Talvez o negrito não seja esclarecedor: destaco a atitude. No caso específico da Central Musical, a volta foi aquilo que o Jorge Cadete descreveria como uma volta de 360º. Mais uma vez esclareço: em linguagem de pessoa normal, não é esse o caso. Foi mesmo uma grande volta. Ali em torno dos 180º.
Os egos são lixados. O vosso, o meu, o do Sérgio Gonçalves… pregam-nos partidas. Pois tentemos esquecer isso por um bocado para falar da mudança de atitude da Central Musical. É que pode ser que isto seja sobretudo provocado por uma espécie de massagem involuntária ao ego. Mas tirem as vossas próprias conclusões.
Há uns dias, recebi um e-mail do Ilídio Nunes a apresentar-me a Central Musical. Sem grandes conversas, sem tretas do género “sigo o teu blog há muito tempo”, passou à parte que lhe interessava: promover a Central Musical. Colocou-me a hipótese de usar os vídeos da Central Musical para que todos saiam a ganhar: eu com conteúdos, os artistas com divulgação e, naturalmente, a Central Musical com visitas. Apesar de não achar o serviço especialmente revolucionário – já o referi anteriormente – gostei, lá está, da atitude, da honestidade.
Vão ver isto cheio de vídeos da Central Musical? Não. Porque o embed deles não é grande coisa – acho que estão a trabalhar nisso – e porque não têm a mesma versatilidade e amplitude de um YouTube, por exemplo. Então o que mudou? A minha boa vontade. Porquê? Por ego, talvez (ele deu-se ao trabalho de escrever um mail com umas 10 ou mais linhas a um blogger que chega a meia dúzia de pessoas… e nem sequer tinha conhecimento da “polémica” anterior), mas sobretudo porque foi transparente e honesto.
O que significa isto, então? Que, aos meus olhos, a Central Musical está de cara lavada. Que, se se justificar, não terei qualquer pudor em colocar aqui um vídeo retirado directamente do site deles. Para todos os efeitos, têm conteúdos gratuitos e exclusivos (pelo menos grande parte). Fui comprado com simpatia? Talvez. Mas já muitas empresas e marcas me afastaram exactamente pelo motivo contrário. Por exemplo, a Vobis está boicotada desde que me venderam umas colunas acabadas de vir da reparação como sendo novas. Assim, o que impede a atitude positiva de exercer influência? Nada. Que continue a ser assim.
Às vezes é tão simples como isto.
12-05-2009 Sem comentários
Coldplay oferecem álbum nos concertos e no site

Os Coldplay anunciaram através da sua newsletter que vão oferecer nos próximos concertos um álbum gravado ao vivo em várias cidades durante a Viva La Vida Tour. Também será possível fazer download do produto final através do site da banda a partir de dia 15 deste mês.
Parece-me uma iniciativa porreira. Na newsletter pode ler-se que a banda agradece assim o apoio dos fãs e tudo o resto (e mais a crise). São people pleasers, estes gajos. Mas nada contra! Venha de lá mais música.
O alinhamento e o artwork de LeftRightLeftRightLeft (três “lefts”, dois “rights” e um título estúpido) podem ser vistos aqui.
De qualquer forma, parece-me que interessa mais sublinhar um outro aspecto desta notícia. Este presente é apenas mais um contributo para a teoria (facilmente comprovável) de que, cada vez mais, os músicos fazem dinheiro com os concertos, não com os discos. E atenção: chegámos às bandas pop que, apesar de serem quem está mais à vontade financeiramente para fazer brincadeiras destas, ainda são quem mais tem a perder (ou não ganhar, vá) em termos de vendas.
Mas a venda de discos no presente não vale mais do que o futuro e a reputação dos Coldplay. E para os que, como eu, ainda compram discos, estou certo de que eles ainda vão editar muita coisa em que possamos estourar dinheiro.
03-05-2009 3 comentários
