Música, indústria e tendências.

Categoria — Música

O novo Bon Iver está quase a chegar

Bon Iver, o segundo longa-duração de Bon Iver, tem lançamento marcado para 21 de Junho e promete muito. Mas enquanto não chega o solstício, podem ficar com “Calgary”, a primeira amostra do novo disco. E, se forem como eu, a canção vai convencer-vos à primeira audição.

17-05-2011   3 comentários

Isto não é uma crítica

Há obras sobre as quais não nos sentimos habilitados a falar. Não me refiro sequer às grandes obras, aquelas que dão origem a ensaios atrás de ensaios onde autores infatigavelmente curiosos exploram cada palavra dita, cada acorde tocado num determinado álbum. Às vezes é só mesmo porque não estamos para aí virados. Às vezes, nem explicação arranjamos.

É mais ou menos isso que sinto relativamente a Eingya, um álbum relativamente obscuro de Helios, projecto de um artista (também ele) relativamente obscuro chamado Keith Kenniff. Este músico norte-americano tem feito carreira mais pelos caminhos da electrónica ambiental do que por outro género qualquer… mas Eingya não é bem isso. E não é chill out, definitivamente. E não é bem pós-rock. Bem, a esta altura já devem ter percebido que não tenho realmente certeza do que é.

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11-05-2011   2 comentários

Da Eurovisão

O Festival Eurovisão da Canção é dos espectáculos mais divertidos da televisão.

Aquela música de dança manhosa, aquelas baladas à la Disney, aqueles hard rockers que tentam capitalizar na vitória dos Lordi há uns anos… é tudo demasiado bom.

Reparem na quantidade de pessoas desafinadas e no número de canções cuja letra é em Inglês. Se juntarmos a isto os grupinhos de países que votam sempre nos mesmos (grupinho 1 – ex-repúblicas soviéticas; grupinho 2 – ex-Jugoslávia; grupinho 3 – Escandinávia e afins; e por aí fora…). Escrevo este texto antes do anúncio dos resultados da votação e hoje até pode ser diferente… mas só se acontecer alguma coisa muito estranha.

Como disse, é tudo demasiado bom.

10-05-2011   2 comentários

Só mais uma coisinha

Desculpem mas ainda não é desta que me calo com os Radiohead. Mas está quase, acho.

A banda lançou, a propósito do Record Store Day 2011, um single com dois novos temas: “Supercollider” e “The Butcher”. E não posso dizer que tenha ficado triste. Apesar da minha opinião sobre The King of Limbs ser uma coisa assim meio agridoce, pelo menos “Supercollider” enche-me totalmente as medidas. “The Butcher”, para já, nem por isso. Mas não está nada mal, não.

São ambas marcadamente electrónicas. A primeira faz a voz de Thom Yorke assentar sobre repetitivos sintetizadores e batida. Mas a voz dá cabo de tudo. Yorke podia estar a gravar dizeres para uma central telefónica que a sua voz continuaria a dizer muito mais do que as palavras lhe saiem da boca. Aquela emoção, aquela urgência toda… Enfim, ouçam a canção.

25-04-2011   Sem comentários

The King of Limbs

Ora aqui está uma coisa difícil de escrever.

Os Radiohead são a minha banda favorita. Para mim, representam tudo o que há de bom na música. Tudo. Sou um fã de todas as fases dos Radiohead. Do rock pueril de Pablo Honey à abrangência sonora de Hail To The Thief. Da fusão abafada de Amnesiac à relativa simplicidade de In Rainbows. E The Bends, OK Computer e Kid A são os meus álbuns favoritos de sempre. Dito isto, leiam este artigo com uma dose de cinismo.

Aparentemente, The King of Limbs surgiu do nada. Bem, pelo menos, foi uma surpresa. Numa segunda-feira anunciaram o lançamento, na sexta-feira seguinte disponibilizaram a música. E desde então passaram mais de dois meses.

É o álbum mais curto que os Radiohead lançaram: tem apenas oito faixas e uma duração total de 37 minutos e meio. E é um álbum esquisito.

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21-04-2011   1 comentário

Writer’s block

Tenho um texto a meio há quase dois meses e não consigo acabá-lo. Não me faltam ideias para outros textos e não me falta música nova e velha. Nem sequer me falta tempo.

Mas as palavras não me saem.

Felizmente há música que não precisa de contextualização.

13-04-2011   Sem comentários

Londres e a surpresa chamada Decemberists

Cheguei há uns dias de Londres, onde tive oportunidade de ver ao vivo uma banda com quem alimento uma relação muito casual: The Decemberists.

Não vou fazer aqui uma grande crítica ao concerto, até porque o facto de só ter ouvido os três últimos álbuns e um EP me impede de conhecer suficientemente a carreira da banda. Mas deixem-me dizer-vos que saí do Hammersmith Apollo absolutamente rendido aos Decemberists.

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21-03-2011   1 comentário

“Lotus Flower” e a dança de Thom Yorke

The King of Limbs já roda por aqui desde sexta-feira mas ainda não me sinto pronto para falar sobre ele. Para já, fiquem com o curioso vídeo de “Lotus Flower”, primeiro single do novo álbum dos Radiohead.

20-02-2011   Sem comentários

Radiohead anunciam novo álbum

A melhor banda do mundo acaba de anunciar o lançamento do seu oitavo álbum de originais. The King of Limbs tem lançamento (digital) marcado para o próximo sábado, 19 de Fevereiro.

No micro-site que os Radiohead criaram para o álbum já é possível encomendar a edição digital por 7 euros e a edição especial – o Newspaper Album – por 36 euros. Se quiserem fazer o download de Wav em vez de MP3, pagam mais 4 euros pela edição digital e 3 pela edição especial. Com esta diferença de preços, a banda diz claramente que não quer vender ficheiros Wav. Presumo que seja por não quererem arrasar com a capacidade de resposta do site.

De resto, não há alinhamento nem grandes pormenores. O Newspaper Album inclui dois discos de vinil, um CD e muitas folhas (de jornal?) de artwork, 625 pequenas peças de artwork e uma – er… – coisa de plástico oxodegradável para, presumo eu, não perdermos nenhuma das peças.

Desta vez, não provocaram uma revolução na indústria da música. É um novo álbum dos Radiohead. Só. Hoje sou uma pessoa muito feliz.

Actualização: The King of Limbs será editado pela XL Recordings (à semelhança do que aconteceu com In Rainbows) e estará à venda nas lojas de música a partir de 28 de Março.

14-02-2011   1 comentário

Kiss Each Other Clean

Os Iron & Wine podiam ter nome de pessoa. Sam Beam decidiu escolher para nome artístico um nome que transpira colectividade. Mas a música dele sempre foi das coisas mais solitárias do mundo: um homem barbudo, uma guitarra acústica e pouco mais.

Mas Sam Beam, o Iron & Wine, fartou-se. Não agora, mas no álbum anterior. Fartou-se da falta de electricidade de The Creek Drank The Cradle e e lançou-se ao indie rock e a tudo e mais alguma coisa com The Shepherd’s Dog. Para os adeptos de canções como “Naked As We Came”, “Jezebel” ou “Faded From The Winter”, é capaz de ter sido difícil de digerir. Mas o álbum foi recebido de braços abertos pela crítica.

Quase quatro anos depois de The Shepherd’s Dog, os Iron & Wine trazem de volta a voz que Sam Beam usa para nos embalar e as paisagens country típicas da banda. Kiss Each Other Clean segue o caminho iniciado no álbum anterior: uma estrada de curvas e contracurvas e cheia de surpreendentes desvios.

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11-02-2011   2 comentários