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	<title>Ouve-se &#187; Tendências</title>
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	<description>Música, indústria e tendências.</description>
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		<title>Contra a lei da cópia privada</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 02:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[O projecto de lei apresentado pelo Partido Socialista para a cópia privada esta semana na Assembleia da República é confrangedor e embaraçoso. E é apenas um dos muitos exemplos de que, em Portugal, se legisla como a Alexandra Solnado diz que escreve livros: com as ideias de outros. No caso da Alexandra Solnado, parece que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Projecto de lei - cópia privada - Partido Socialista" href="http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?path=6148523063446f764c3246795a5868774d546f334e7a67774c325276593342734c576c756156684a5358526c65433977616d77784d54677457456c4a4c6d527659773d3d&amp;fich=pjl118-XII.doc&amp;Inline=true">projecto de lei apresentado pelo Partido Socialista</a> para a cópia privada esta semana na Assembleia da República é confrangedor e embaraçoso. E é apenas um dos muitos exemplos de que, em Portugal, se legisla como a Alexandra Solnado diz que escreve livros: com as ideias de outros. No caso da Alexandra Solnado, parece que é deus; no caso da legislação, quer parecer-me que são os grupos de interesse.</p>
<p>Uma coisa é o Estado criar impostos transversais que contribuem para o financiamento da Educação, da Justiça, da Saúde e mesmo da Cultura. Outra coisa, é decidir cobrar 2 cêntimos por cada gigabyte nos discos rígidos para dar à Sociedade Portuguesa de Autores e afins porque parece que os discos rígidos são muito usados para a tal da cópia privada. Mas que sentido é que isto faz?</p>
<p><span id="more-1433"></span></p>
<p>É um princípio extremamente perigoso que já é posto em prática &#8211; a lei actual prevê o pagamento de uma taxa de 3% que vão para entidades como a SPA na compra de CDs virgens, por exemplo &#8211; mas que parece estar a ganhar dimensões muito preocupantes. Vejam <a title="Poingg" href="http://poingg.com/31770.html">estas <em>divertidas</em> contas feitas pelo Eduardo</a>. Porreiro, não é?</p>
<p>E pensem no precedente que isto abre para todas as outras áreas, se quiserem ficar ainda mais preocupados. Como refere a <a title="Patrícia Nunes no Twitter" href="https://twitter.com/psicookie/status/155089783343943680">Patrícia Nunes no Twitter</a>, segundo o mesmo princípio, comprar uma faca devia vir já com não sei quantos anos de cadeia (não vá a pessoa usá-la para matar alguém). O exemplo é um tanto ou quanto extremo mas a verdade é que o princípio é rigorosamente o mesmo.</p>
<p>Com o projecto de lei apresentado pelo grupo parlamentar do PS &#8211; e relativamente bem recebido pelos outros partidos com assento na Assembleia da República -, estamos a partir do princípio que quem compra um disco rígido vai obrigatoriamente utilizá-lo para copiar obras protegidas por direitos de autor. É uma generalização grosseira e, como já referi, um caminho muito perigoso.</p>
<p>E porque é que os deputados do PS seguiram este caminho? Ignorância, talvez. Ou, mais provavelmente, uma ligação mais próxima aos ditos <em>representantes</em> dos autores do que propriamente aos eleitores. Não tenham dúvidas de que isto se reflectirá, se o projecto de lei for aprovado (e tudo indica que sim), num grande aumento de receitas para as sociedades colectoras. E porquê? Porque compramos discos externos, DVDs virgens, leitores de MP3 e uma série de outras coisas. É tão simples como isto. Não interessa o que fazemos com eles. Compramos? Pagamos!</p>
<p>Dêem uma vista de olhos no <a title="Lei da cópia privada - Jonasnuts" href="http://jonasnuts.com/423564.html">artigo da Jonas sobre o assunto</a>, bem mais completo e informativo que este, para perceberem bem porque é que ser contra a nova lei da cópia privada é simplesmente natural.</p>
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		<title>Evolver.fm</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2011/06/evolver-fm/</link>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 14:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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		<description><![CDATA[Isto talvez seja uma nova rubrica de destaques, talvez não. Neste momento, faz sentido que destaque este excelente blog de Eliot Van Buskirk. Este ex-jornalista da CNET e da Wired escreve sobre música e tecnologia, com um enfoque muito especial nas aplicações. Os artigos publicados no Evolver.fm estão uns furos bem acima da média e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isto talvez seja uma nova rubrica de destaques, talvez não.</p>
<p>Neste momento, faz sentido que destaque <a title="Evolver.fm" href="http://evolver.fm/">este excelente blog de Eliot Van Buskirk</a>. Este ex-jornalista da <a title="CNET" href="http://www.cnet.com">CNET</a> e da <a title="Wired" href="http://www.wired.com">Wired</a> escreve sobre música e tecnologia, com um enfoque muito especial nas aplicações.</p>
<p>Os artigos publicados no <a title="Evolver.fm" href="http://www.evolver.fm">Evolver.fm</a> estão uns furos bem acima da média e tratam com profundidade um assunto que outros apenas afloram. O blog é publicado pela <a title="The Echo Nest" href="http://the.echonest.com/">The Echo Nest</a>, empresa por trás de uma plataforma em que se apoiam algumas apps de música, tanto Web como móveis.</p>
<p>Enfim, não me vou alongar muito. Se se interessam por este novo caminho do negócio da música, aconselho-vos a dar uma vista de olhos no blog.</p>
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		<title>O preço dos downloads</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2011 10:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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		<description><![CDATA[Num esforço para roubar quota de mercado ao iTunes, a Amazon baixou o preço de uma parte significativa dos singles do seu top 100 para mais ou menos 47 cêntimos &#8211; metade do preço praticado pela loja da Apple. A Amazon está a suportar os custos desta redução sozinha, já que continua a pagar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Amazon" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/amazon.jpg" alt="" width="350" height="300" /></p>
<p>Num esforço para roubar quota de mercado ao <a title="iTunes" href="http://www.apple.com/itunes/">iTunes</a>, a <a title="Amazon" href="http://www.amazon.com">Amazon</a> <a title="Amazon Declares War: Drops Hit MP3s To 69 Cents" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2011/04/amazon-declares-war-drops-hit-mp3s-to-69-cents-.html">baixou o preço</a> de uma parte significativa dos singles do seu top 100 para mais ou menos 47 cêntimos &#8211; metade do preço praticado pela loja da Apple. A Amazon está a suportar os custos desta redução sozinha, já que continua a pagar o mesmo às editoras. O objectivo é mesmo atrair clientela.</p>
<p><span id="more-1274"></span></p>
<p>Duvido que esta acção tenha o efeito pretendido. Primeiro porque o iTunes continua a ter grandes vantagens por causa da ligação próxima a iPod, iPhone, iPad e afins. Depois, porque é uma acção temporária. Mesmo que consigam fazer mais negócio durante este período, qual é o verdadeiro incentivo ao download depois de darem por terminada esta acção?</p>
<p>A maioria das (poucas) pessoas que fazem downloads fazem-nos, desconfio, por conforto. Porque, convenhamos, é confortável ter acesso fácil e relativamente barato à música de que gostamos e passá-la facilmente para os nossos leitores portáteis. No entanto, enquanto não se pensar num modelo sério e conveniente de subscrição (e a Apple tem todas as condições para vencer essa batalha), os downloads pagos vão sempre perder contra os gratuitos.</p>
<p>Não vou sequer falar da possibilidade de um modelo de negócio mais abrangente que <em>aceite</em> a distribuição gratuita de MP3 por um motivo <em>maior</em>. Provavelmente, será este o caminho&#8230; mas ainda é cedo. E com <a title="Autores discutem proposta de lei da cópia privada" href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/lazer/cultura/autores-discutem-proposta-de-lei-da-copia-privada">notícias como as que têm surgido por cá</a>, mais facilmente seguimos o caminho inverso.</p>
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		<title>@Discographies</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 16:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do site da Blitz ao Metacritic, do Pitchfork a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Discographies" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/discographies.png" alt="" width="505" height="108" /></p>
<p>A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do <a href="http://www.blitz.pt">site da Blitz</a> ao <a href="http://www.metacritic.com">Metacritic</a>, do <a href="http://www.pitchfork.com">Pitchfork</a> a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre&#8230; e por aí fora.</p>
<p><span id="more-1228"></span></p>
<p>Cada um de nós terá as suas preferências, claro, mas há coisas com que todos podemos concordar. Aqueles momentos de grande inspiração que chutam a nossa indiferença para longe, aquelas críticas que, por este ou aquele motivo, nos dão vontade de ler mais e mais coisas do mesmo autor&#8230; É disto que falo.</p>
<p>E é aí que chegamos a um perfil do Twitter muito especial: <a title="Discographies no Twitter" href="http://twitter.com/discographies">Discographies</a>. O nome é bastante auto-explicativo mas deixem-me ajudar. Discographies faz críticas a discografias completas&#8230; em 140 caracteres.</p>
<p>Sim, é possível. Aliás, não só é possível como é sempre feito com grande humor e bom gosto. Se forem como eu, não vão conseguir parar de ler.</p>
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		<title>Um maravilhoso mundo novo para a música</title>
		<link>http://www.ouve-se.com/2011/01/um-maravilhoso-mundo-novo-para-a-musica/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 14:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
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		<description><![CDATA[Este artigo foi publicado originalmente no blog do Upload Lisboa. Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma&#8230; mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Este artigo foi publicado originalmente no <a title="Um maravilhoso mundo novo para a música" href="http://uploadlisboa.com/pt/blog/2011/01/25/um-maravilhoso-mundo-novo-para-a-musica">blog do Upload Lisboa</a>.</em></p>
<p>Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma&#8230; mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças ao advento do P2P, já que, na altura, a indústria não estava especialmente atenta à Internet ou interessada em inovar.</p>
<p>Actualmente, são muito poucos os que ainda compram discos e a música é uma indústria em grande, grande mutação. A venda de música gravada cai a pique mas, ao mesmo tempo, ergue-se com grande genica a indústria dos concertos.</p>
<p><span id="more-1190"></span></p>
<p>Mesmo que dia sim, dia não se anuncie a morte do CD, ainda ninguém sabe muito bem onde é que isto vai parar. A indústria discográfica aposta (com fracos resultados) no lobbying &#8211; em dez anos, a RIAA <em>investiu</em> 90 milhões de dólares em Washington &#8211; e continua a ignorar a verdadeira web. As editoras mudam as tácticas do marketing mas não compreendem o potencial de negócio que reside online. Por um lado, vemo-las todas modernaças a apostar no Facebook e afins para chegar às pessoas (nada contra); por outro, negócios por que todos esperamos (olá, <a href="http://www.spotify.com">Spotify</a>) teimam em demorar a ganhar dimensão porque as editoras não estão muito viradas para aí.</p>
<p>A propósito do Spotify, um dos assuntos que mais se discute no mundo da música diz respeito aos serviços de subscrição, que são uma espécie de Santo Graal da indústria. O Spotify e o português <a href="http://www.myway.pt">Myway</a> são alguns exemplos deste tipo de serviços que disponibilizam gratuitamente (vá, com publicidade) milhões de músicas em streaming e que oferecem downloads ilimitados em troca de uma mensalidade. O grande obstáculo à adopção generalizada destes serviços reside nos valores a pagar às editoras por cada reprodução. O Spotify, um verdadeiro caso de sucesso no Reino Unido, continua a apresentar prejuízo e já tem as editoras à perna a pedirem para que os valores sejam renegociados (para cima, claro). Isto não parece razoável. Porque é que o Spotify ainda não chegou aos Estados Unidos, o maior mercado de música do mundo (e, portanto, uma boa solução em termos de escala)? Não faço ideia. É um verdadeiro mistério.</p>
<p>Entretanto, o <a href="http://www.youtube.com">YouTube</a> é <a title="Music 3 times more consumed via YouTube than via Legal Downloads | Nielsen survey" href="http://blog.midem.com/2011/01/music-three-times-more-consumed-via-youtube-than-via-legal-downloads-exclusive-nielsen-white-paper/">rei e senhor do streaming</a> &#8211; há alguém que não o use para mostrar <em>aquela</em> música nova a um amigo? &#8211; e as editoras continuam a não ver o potencial de marketing desta e de outras plataformas. E porquê? Porque querem ganhar uns cêntimos sempre que cada música é reproduzida. Se é justo ou não, é outra questão. Mas eficiente não tem sido. A proverbial <em>cloud</em> ainda está por explorar.</p>
<p>Numa altura em que todos dizemos ao Facebook aquilo de que gostamos, é de estranhar que a indústria da música não aproveite convenientemente a quantidade de informação que estamos, enquanto utilizadores de redes sociais, dispostos a partilhar. Seja no Facebook (eu gosto dos <a href="http://www.facebook.com/radiohead">Radiohead</a>, do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IkK4fjUlmVs">vídeo dos Wilco</a> e do <a href="http://www.facebook.com/optimusalive">Optimus Alive</a>, por exemplo) ou no <a href="http://www.last.fm">Last.fm</a>, que me recomenda coisas parecidas com o que eu mais ouço, que me mostra pessoas com gostos semelhantes aos meus e que já me trouxe muita felicidade, dizemos demasiado sobre nós e quem mais tem a ganhar com isso, além de nós, são as editoras (tanto ao nível do marketing como do negócio propriamente dito). Mas não aproveitam. Vamos aproveitando nós como podemos.</p>
<p>Felizmente, alguns artistas já começaram a perceber que não é só com cartazes em taipais de obras e com singles na rádio que lá chegam. Há os casos clássicos dos Nine Inch Nails, dos Radiohead e dos OK Go. Mas há mais. O segredo é perceber que não é fácil, que não basta uma acção para mudar tudo e começar a vender música e a esgotar salas de concertos. Uma coisa é certa: precisam de dar prioridade aos fãs, já que são eles (nós) que vão dar a conhecer a banda ao resto do mundo. Nesse sentido, os Arcade Fire e, mais recentemente, os <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8RPM9MOUN2I">Broken Social Scene transmitiram concertos</a> em directo no YouTube. Não é revolucionário, é certo, mas&#8230; os fãs adoram. E custa muito menos mantê-los do que arranjá-los novinhos em folha.</p>
<p>Fãs devotos fazem de tudo. No ano passado, por exemplo, alguns fãs brasileiros dos Belle &amp; Sebastian angariaram 33 mil dólares para que a banda escocesa lá fosse tocar. Tudo através de um simples <a href="http://queremos.com.br/show/1-Belle-and-Sebastian">site</a> e de uma forte divulgação no <a href="http://twitter.com/queremos/">Twitter</a>. <em>Talk about crowdfunding.</em></p>
<p>Nesta liga dos <em>crowds</em>, não há nenhum tão bem sucedido como o <em>crowdsourcing</em>. Os exemplos são muitos mas apetece-me partilhar um bem recente. A britânica Imogen Heap, que tem um longo historial de interacção com os fãs, <a href="http://blog.midem.com/2011/01/interview-imogen-heap-on-her-first-ever-crowdsourced-song/">pede-lhes agora que contribuam com sons</a> para o seu próximo single.</p>
<p>E podia continuar por mais dez ou vinte parágrafos cheios de exemplos&#8230; mas ninguém quer isso.</p>
<p>É um bocadinho frustrante que esta troca (atenção e dinheiro por música e entretenimento) ainda não esteja muito bem oleada porque, convenhamos, há boas condições para isso. As editoras não se orientam e nós vamos ouvindo música como podemos. A verdade é que aguardo ansiosamente por uma maneira mais confortável de ouvir música do que o YouTube&#8230; <a title="URL: um novo formato universal para a música?" href="http://www.ouve-se.com/2011/01/url-um-formato-universal-para-a-musica/">mas talvez o URL seja a resposta</a>.</p>
<p>Hoje em dia, temos acesso a artistas a que só muito dificilmente chegaríamos sem a web e sem recomendações dos amigos (e dos outros). As editoras andam aos papéis mas os promotores de concertos agradecem. Entretanto, vamos ouvindo e partilhando mais música do que nunca.</p>
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		<title>Record Store Day 2011 já tem data marcada</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 15:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[record store day]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei a saber há pouco através do Sound + Vision que já há data para o Record Store Day deste ano. A iniciativa realiza-se a 16 de Abril e promete ser mais um sucesso para as lojas portuguesas de discos. Para quem ainda não sabe o que é, repito o que escrevi a propósito da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Record Store Day 2011" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/recordstoreday2011.png" alt="" width="600" height="147" /></p>
<p>Fiquei a saber há pouco através do <a href="http://sound--vision.blogspot.com/2011/01/record-store-day-2011.html">Sound + Vision</a> que já há data para o <a title="Record Store Day" href="http://www.recordstoreday.com/">Record Store Day</a> deste ano. A iniciativa realiza-se a 16 de Abril e promete ser mais um sucesso para as lojas portuguesas de discos.</p>
<p><span id="more-1184"></span></p>
<p>Para quem ainda não sabe o que é, repito o que escrevi a propósito da <a title="Record Store Day 2010" href="http://www.ouve-se.com/2010/04/record-store-day-2010/">edição do ano passado</a>:</p>
<blockquote><p>Para quem não sabe, o Record Store Day é uma iniciativa anual que teve início em 2007 nos Estados Unidos com um grande objectivo: celebrar a música. DJ sets, concertos e descontos no preço dos discos são algumas das acções habituais das lojas de música independentes neste dia.</p></blockquote>
<p>Ainda não há, naturalmente, novidades sobre que lojas nacionais participarão na iniciativa mas Trem Azul (Lisboa), Flur (lisboa), Louie Louie (Lisboa, Porto e Braga), Carbono (Lisboa) e Jo-Jo&#8217;s (Porto) deverão marcar o dia com iniciativas e descontos.</p>
<p>No ano passado, <a title="O meu rescaldo do Record Store Day" href="http://www.ouve-se.com/2010/04/o-meu-rescaldo-do-record-store-day/">as visitas à Flur, à Louie Louie e à Carbono</a> correram muito bem. A ver se este ano consigo repetir a dose. Para já, fica pelo menos marcado na agenda.</p>
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		<title>RTP Música</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 12:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A RTP vai lançar um canal de música. O novo projecto da estação pública tem lançamento previsto para Março e, segundo Jaime Fernandes, director do canal, é &#8220;sobre os músicos portuguesas e de música portuguesa&#8221;. A divulgação de jovens músicos portugueses e uma programação com espaço para a música lusófona são apostas do canal, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="RTP" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/rtp.png" alt="" width="370" height="317" /></p>
<p>A RTP vai lançar um canal de música. O novo projecto da estação pública tem lançamento previsto para Março e, <a title="RTP lança em Março canal de música" href="http://www.meiosepublicidade.pt/2011/01/11/rtp-lanca-em-marco-canal-de-musica/">segundo Jaime Fernandes</a>, director do canal, é &#8220;sobre os músicos portuguesas e de música portuguesa&#8221;.</p>
<p><span id="more-1176"></span></p>
<p>A divulgação de jovens músicos portugueses e uma programação com espaço para a música lusófona são apostas do canal, que deverá ocupar grande parte da grelha com videoclips, actuações ao vivo em estúdio, concertos, festivais e entrevistas. Com uma equipa de 12 pessoas e um investimento reduzido &#8211; 1,3 milhões de euros -, o canal não terá, para já, programação muito específica (<em>don&#8217;t ask</em>). O objectivo da RTP é conquistar mais telespectadores na faixa etária dos 13 aos 34.</p>
<p>O baixo investimento, a equipa reduzida (muito do trabalho será feito através de produtoras externas, como acontece habitualmente) e a dependência das editoras não prometem muito, sobretudo porque ninguém se queixa da falta de videoclips (que ocuparão a maior parte da grelha) na televisão. Espero que uma das principais apostas do canal seja o bom conteúdo editorial. Isso e actuações ao vivo em estúdio. Outra coisa: certamente já pensaram nisso&#8230; mas parece-me haver espaço para muitas (e boas) sinergias com a Antena 3, por exemplo.</p>
<p>Enfim, é esperar para ver. <a title="RTP lança canal de música em Março" href="http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=8998">Rui Veloso ter dito</a>, no lançamento, algo como &#8220;Finalmente vai haver espaço para os originais, porque os imitadores já têm tempo de antena de sobra&#8221; não é nada bom sinal para a RTP Música mas gosto de pensar que me estou a transformar num optimista e, por isso, acho que tem tudo para ser um bom projecto. Venha a boa música.</p>
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		<title>URL: um formato universal para a música?</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2011 23:36:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[downloads]]></category>
		<category><![CDATA[spotify]]></category>
		<category><![CDATA[streaming]]></category>

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		<description><![CDATA[Jonathan Forster, do Spotify, diz em entrevista ao Guardian que prevê que o URL se transforme no formato universal para a música. A lógica é simples: em vez de termos os MP3 no computador e organizados numa biblioteca como a do iTunes, por exemplo, temos todas as músicas acessíveis através de links. Querem que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Spotify" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/spotify.jpg" alt="" width="570" height="386" /></p>
<p>Jonathan Forster, do Spotify, diz <a title="Forecast for 2011: Spotify thinks the URL will music's universal format" href="http://www.guardian.co.uk/media/pda/2011/jan/03/spotify-jonathan-forster">em entrevista ao Guardian</a> que prevê que o URL se transforme no formato universal para a música. A lógica é simples: em vez de termos os MP3 no computador e organizados numa biblioteca como a do iTunes, por exemplo, temos todas as músicas acessíveis através de links.</p>
<p>Querem que o vosso amigo ouça aquela música nova de não sei quem? Esqueçam o YouTube. Enviam o link da canção e, quando ele clica no URL, a canção começa a tocar. Simples, não?</p>
<p><span id="more-1150"></span></p>
<p>De certa forma, é esta a proposta de valor do Spotify, portanto faz sentido que o <em>general manager for Europe</em> da empresa <em>preveja</em> a universalização. A verificar-se, o Spotify estaria na linha da frente a recolher os benefícios. Mas não deixa de ser interessante, claro. Toda a música disponível assim sem mais nem menos.</p>
<p>Isto levanta outras questões, nomeadamente a da desvalorização da música. Bem sei que, na sua previsão, Jonathan Forster não limita esta lógica do URL ao seu serviço de streaming por subscrição mas, se virmos bem, não há muitos outros caminhos (alguém vai pagar pelo stream de um álbum?). Assim, a questão da desvalorização da música faz sentido. Está toda lá, paga ou não. Se (quando?) chegarmos a este ponto, a música será oficialmente (sem debates sobre downloads legais e ilegais) uma <em>commodity</em>, algo de acesso universal, fácil e barato.</p>
<p>Enquanto pessoa absolutamente doente por música, isto custa-me um bocadinho. Mas acho que é mais uma coisa de velho do Restelo do que propriamente algo justificado. De qualquer forma, enquanto observador não vejo melhor caminho. Acesso universal à música, facilidade de partilha, mais e melhor música escutável a partir de um clique (sem tempos de espera para download)&#8230; Confesso que não me importo de viver num mundo assim.</p>
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		<title>A Apple apresentou o Ping e eu acho que não quero saber</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Sep 2010 11:49:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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		<category><![CDATA[artistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Pronto, agora é o Ping. Depois do relativo insucesso do Genius, uma ferramenta relativamente interessante que a Apple decidiu introduzir no iTunes há algum tempo, a Apple vira as agulhas para a vertente social da música. O objectivo? Vender mais música, claro está. E lançar as bases para os outros tipos de produtos (aplicações, filmes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" title="Ping" src="http://www.ouve-se.com/wp-includes/images/ping.png" alt="" width="329" height="191" /></p>
<p>Pronto, agora é o <a title="Ping" href="http://www.apple.com/itunes/ping/">Ping</a>. Depois do <a title="O Genius do iTunes serve para alguma coisa" href="http://www.ouve-se.com/2009/01/o-genius-do-itunes-serve-para-alguma-coisa/">relativo insucesso do Genius</a>, uma ferramenta relativamente interessante que a Apple decidiu introduzir no iTunes há algum tempo, a Apple vira as agulhas para a vertente social da música. O objectivo? Vender mais música, claro está. E lançar as bases para os outros tipos de produtos (aplicações, filmes, séries, livros), fomentando igualmente as vendas.</p>
<p>Não tenho nada contra o desejo da Apple de ganhar mais dinheiro com a venda de música, vídeo, aplicações e livros online mas&#8230; para que raio serve o Ping?</p>
<p>Segundo a Apple, serve para seguirmos os nossos artistas favoritos e os nossos amigos para descobrir de que música estão a falar, o que estão a ouvir e (sobretudo, digo eu) o que estão a comprar no iTunes. <em>Boring.</em></p>
<p>Agrada-me muito a integração de diversas funcionalidades num só programa. O Genius, por exemplo, apesar de não ser a minha principal ferramenta de descoberta de música, às vezes é útil e engraçado. Não é, no entanto, nenhum <a title="Last.fm" href="http://www.last.fm">Last.fm</a>. E o Ping também não.</p>
<p>A minha abordagem ao lançamento de novos produtos e serviços é muito simples: só preciso que as empresas acrescentem alguma coisa. Eu sei que nem tudo pode ser a penicilina mas porque é que continuam a perder tempo com este tipo de coisas? O Ping é uma funcionalidade gratuita e não acrescenta nada. Se não acrescenta nada, não vale a pena perder tempo.</p>
<p>A Apple quer o mesmo de sempre: dar tudo às pessoas a partir do iTunes para que elas não precisem de ir a outros sítios. Mas se isso foi apelativo na ligação entre o iTunes (a loja e o <em>media player</em>) e o iPod, agora não é. E não é porque não acrescenta absolutamente nada, não é especialmente conveniente&#8230; e conseguimos encontrar bem melhor noutros sítios. O Last.fm, o <a title="Facebook" href="http://www.facebook.com">Facebook</a> e o <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com">Twitter</a> são apenas os casos óbvios. Ainda por cima, o Facebook é agora, a propósito do argumento da conveniência de ter tudo no mesmo programa, um concorrente de peso.</p>
<p>Como se isto não bastasse, <a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html">a Apple está em modo </a><em><a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html">control freak</a></em><a title="Hypebot - Apple Says Go To Distributor To Get iTunes Ping Artist Profile &amp; TuneCore's Response" href="http://www.hypebot.com/hypebot/2010/09/apple-says-go-to-distributor-to-get-itunes-ping-artist-profile-tunecores-response.html"> relativamente à inscrição de artistas no Ping</a>, como fazem com as aplicações para iPhone e assim. Vamos ver se conseguem ir a algum lado com isto.</p>
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		<title>O que é feito de Paredes de Coura?</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2010 21:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Marques</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indústria discográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[paredes de coura]]></category>

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		<description><![CDATA[Não fui a muitas edições mas tenho uma relação especial com o Festival Paredes de Coura. Provavelmente, o sentimento nem sequer é recíproco mas cheguei lá e foi amor à primeira vista. Mas o que é feito do festival que nos entusiasmou nos últimos anos com artistas como os The Arcade Fire, Queens Of The [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não fui a muitas edições mas tenho uma relação especial com o Festival Paredes de Coura. Provavelmente, o sentimento nem sequer é recíproco mas cheguei lá e foi amor à primeira vista. Mas o que é feito do festival que nos entusiasmou nos últimos anos com artistas como os The Arcade Fire, Queens Of The Stone Age, Sonic Youth, The National, Morrissey, Broken Social Scene, Electrelane, Pixies, Bauhaus, Foo Fighters e Nine Inch Nails, entre outros?</p>
<p>Confesso que já no ano passado achei o cartaz relativamente desinteressante, apesar de ter dois ou três nomes sonantes. E confesso que também pensei que a culpa era da Everything Is New &#8211; que passou a tratar da contratação artística do festival em 2008. Ainda têm de me convencer melhor de que não tem nada a ver com a Everything Is New&#8230; mas o mais provável é que o fraco cartaz deste ano tenha a ver mais com um problema que afectou o festival no ano passado: a falta de um patrocinador principal. A Heineken deixou Paredes de Coura e a Ritmos, promotora do festival, decidiu não baixar (pelo menos substancialmente) o preço do patrocínio. Este ano, a história repete-se e o cartaz reflecte a falta de dinheiro.</p>
<p>Entretanto, <a title="Paredes de Coura passou &quot;de bicho de estimação a monstro&quot;, diz organização" href="http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=bz.stories/62197">a Ritmos queixa-se</a> das direcções de marketing das empresas em Portugal: parece que só querem investir em Lisboa. É, de facto, lamentável&#8230; mas a Ritmos parece esquecer-se de que não é suposto as empresas fazerem caridade com os seus orçamentos de marketing (vá, há a responsabilidade social&#8230; mas deixamos isso para outra altura). Ou acreditam num projecto e nas vantagens que este traz em termos de negócio, ou não investem. É simples.</p>
<p>Por muito que me custe como adepto do festival, das paisagens e das gentes de Paredes de Coura, tenho a certeza de que o caminho a seguir não pode ser o das <em>queixinhas</em>. Tenho a certeza também de que fizeram e fazem o máximo para manter Paredes de Coura ao melhor nível&#8230; mas este ano a coisa não correu bem. Se calhar, foi da crise; se calhar, não se souberam adaptar às circunstâncias; se calhar, passou-se alguma coisa que um <em>outsider</em> não pode sequer imaginar; se calhar, a culpa é da Everything is New! Mas não correu bem, não. E isto vai reflectir-se na bilheteira. E se um festival não ganha muito dinheiro com patrocínios nem com bilheteira, a qualidade tende a diminuir. Depois entra num círculo vicioso e já sabem onde é que isto vai parar, certo?</p>
<p>Se fosse outro festival qualquer, talvez fosse menos compreensivo. Mas é Paredes de Coura e é realmente uma pena. Espero que dêem uma abada aos outros no próximo ano e me obriguem a tirar férias em Agosto.</p>
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