Música, indústria e tendências.

Categoria — Web

O Remixtures agora é um negócio

O Remixtures vai abrir uma loja. Talvez não seja bem assim, pronto, mas é parecido:

Em termos concretos, a proposta freemium do Remixtures passa por disponibilizar uma série de serviços personalizados e complementares a uma vasta gama de entidades potencialmente interessadas como jornais, revistas, publicações online, escolas de formação profissional, bandas e músicos independentes, editoras discográficas, promotoras de concertos, universidades, associações industriais e profissionais, etc.

Portugal faz-me temer por esta iniciativa. Esta gente continua a preferir gastar dinheiro em publicidade e em coisas do género em vez de planear de facto os projectos. Preferem o habitual ao novo. Preferem perder dinheiro em vez de o investir de facto. Nem se trata de arriscar… porque, se estiverem minimamente atentos, sabem que não há o mais pequeno risco em consultar o Miguel Caetano a proposto destas coisas da música e dos seus novos modelos de negócio: se há alguém que pode dizer que sabe do que fala nesta área, é ele.

Portanto, pros, não sejam parvos. Dêem uma vista de olhos no post dele e nos serviços disponíveis, vá.

04-01-2009   2 comentários

Esta história da Warner Music tem que se lhe diga

Afinal, parece que as coisas não são bem o que pareciam ser. Diz o Techdirt que foi a Google que começou a retirar os vídeos do Warner Music Group do YouTube depois de estes terem pedido mais dinheiro. A Google marcou uma posição. O WMG pouco pode fazer, sinceramente. Mas vamos ver.

23-12-2008   Sem comentários

Vídeos no YouTube: Warner diz não, Universal diz sim

Warner MusicO Warner Music Group retirou todas as suas músicas do YouTube. Eles andavam em negociações e parece que não se entenderam. O WMG queria - espante-se - ganhar mais dinheiro com o maravilhoso mundo do vídeo online.

Como não chegaram a nada que agradasse às duas partes, ficámos nós sem vídeos de músicas editadas pela Warner Music e detidas pela Warner/Chappell Music. Isto quer dizer, supostamente, que vamos ficar sem poder recorrer a uns quantos vídeos da Madonna e dos Smiths… bem como ao inegavelmente famoso “Parabéns a você”.

Imaginem que acontece o mesmo com as restantes majors. Ficamos praticamente sem vídeos da maior parte dos artistas mais conhecidos. Na prática, voltar-se-á à semi-legalidade dos primeiros tempos do YouTube, claro, mas ainda assim, não deixará de ser um passo atrás.

Felizmente, a coisa até não está a correr mal para todos (provavelmente, também não estará a correr mal para o Warner Music Group, eles é que são garganeiros): a Universal Music garante estar a receber dezenas de milhões de dólares com esta brincadeira. Rio Caraeff, vice-presidente executivo da Universal, diz que isto do YouTube não é só promocional, como acontece com a rádio, mas um negócio por si próprio. Daqueles em que nada se paga ao artista, provavelmente.

As grandes editoras abandonaram definitivamente a promoção. Qualquer dia, os jornais têm de pagar as entrevistas que fazem e as rádios recebem facturas no final do mês pelos discos que recebem. Mas pronto, monetizem à vontade.

23-12-2008   4 comentários

É Natal, as bandas portuguesas dão música de borla

peixe : avião - Camaleão EPOs peixe : avião e a Rastilho estão a mostrar trabalho. Depois de um EP promissor em 2007 e do bom álbum de estreia na segunda metade de 2008, este quinteto bracarense parece querer fechar o ano em grande com o Camaleão EP.

Ainda não ouvi mas já fiz download. É gratuito até 15 de Janeiro. A partir daí, estará à venda no iTunes, pelo que é recomendável que aproveitem a pechincha. E se gostarem, dêem-lhes uma oportunidade ao vivo, que eles são bastante competentes. Não quero ter de pôr aqui o vídeo da melhor música deles outra vez, portanto toca a andar.

E claro, não posso deixar de destacar a iniciativa, que continua sem ser muito habitual para estas bandas. Mas não são definitivamente os únicos: os Feromona também nos deixam fazer o download do seu álbum Uma vida a direito. O rock português está bem de saúde. Acho que é Natal.

18-12-2008   3 comentários

Novos modelos de negócio, não velhos

Vai uma excelente discussão ali para os lados da caixa de comentários do Tecnopolis, blog do Público assinado pelo João Pedro Pereira.

O artigo desanca muito cordialmente no MAPiNET e nas suas iniciativas. E recorda uma coisa com a qual concordo totalmente:

O importante é perceber que muitos consumidores já não estão dispostos a pagar por tudo o que consomem - mas continuam dispostos a pagar alguma coisa, o que dá oportunidade a novos modelos de negócio.

Estou perfeitamente convencido de que a luta contra este fenómeno está condenada ao fracasso. Atentem e participem na discussão, que está muito interessante.

14-12-2008   Sem comentários

As pequenas editoras portuguesas podiam fazer bem melhor

As editoras independentes portuguesas fazem pouco marketing. A maioria, quando investe tempo e dinheiro, segue os passos das majors: fazem uns cartazes, põem uns dois ou três anúncios em meios especializados, promovem os artistas junto dos seus contactos na imprensa e pouco mais.

Quando não investem, as editoras limitam-se a enviar discos promocionais aos jornalistas, a enviar comunicados de imprensa e a tentar arranjar entrevistas. Parece razoável, dado que os custos envolvidos neste tipo de promoção são aplicados de forma muito eficaz. Mas há outras formas de optimizar a comunicação com o público-alvo que não pressupõem grandes investimentos. Não é preciso pensar muito para chegar à conclusão de que um site porreiro é uma óptima base.

As subsidiárias portuguesas das majors têm sites manhosos (quando têm site) mas são empresas que gastam muito dinheiro noutras coisas, coitadas. Pois bem, para as editoras mais pequenas, fazer um site simples é barato; fazer um site complexo é uma idiotice (mas acontece muito). Hoje em dia, as pessoas querem simplicidade e usabilidade. Paguem o domínio, o servidor e, se for preciso, paguem 50 euros por um tema para o Wordpress (ou encontrem um bom gratuito) e transformem uma plataforma de blogging numa espécie de portal. Um dos temas Revolution será certamente uma boa opção.

Depois é uma questão de alimentar o site com notícias, biografias, vídeos, músicas e outros conteúdos. A questão da alimentação também costuma ser um problema e não permite que as pessoas se aproximem da esfera da editora; sem actualização, não há interesse em manter um site.

Isto parece - e é, estou certo - elementar. Mas a qualidade dos sites de editoras que encontro por aí é francamente má, pelo menos na generalidade. Vejamos alguns exemplos frustrantes de editoras cheias de boa música:

- a Bor Land tem um site muito etéreo… que me ocupa 2/5 do ecrã com coisas muito vagas sobre três dos seus projectos - falta ali informação e, vá, dinamismo;

- a Rastilho fez um facelift ao site, mantendo o ar atabalhoado que a versão anterior já apresentava - conteúdo não lhes falta… mas acho que ainda precisam de trabalhar melhor na organização do mesmo;

- a Popstock, que, tanto quanto sei, não é uma editora mas uma distribuidora, mantém simplesmente um silêncio total desde 2006 - acho que não é preciso dizer muito mais.

Estão tão perto de passar a outro nível, ainda que seja simplesmente no que diz respeito a percepções. Mas não passam dali, mesmo que uma ou outra vá demonstrando muita vontade.

Gostava de ver uns quantos bons exemplos made in Portugal, se os tiverem. Gostava mesmo.

14-12-2008   3 comentários

Wilco ensinam a lidar com os downloads de música

Wilco

Há umas linhas numa música dos Wilco que me fazem sempre pensar que a estratégia agressiva de combate à pirataria que a indústria discográfica adoptou desde o início é profundamente errada. A música é “What Light” - podem fazer o download, se quiserem - e está presente em Sky Blue Sky, o último longa-duração da banda. O momento de clarividência é o seguinte:

And if the whole world’s singing your songs
And all you’re paintings have been hung
Just remember what was yours is everyone’s from now on

And that’s not wrong or right
But you can struggle with it all you like
You’ll only get uptight

Deixem-se disso. Nem que seja porque, para além de todas as questões éticas e de bom-senso, no final, you’ll only get uptight.

Vivam com isso. Evitem os problemas cardíacos.

02-12-2008   Sem comentários

MySpace Music faz sono

Depois da conversa toda em torno do lançamento do MySpace Music, não deixa de ser engraçado que um dos primeiros assuntos a surgir após o nascimento do serviço seja o processo de contratação do CEO. Percebe-se: é uma das maiores redes sociais da Web e faz parte da News Corp., um dos maiores grupos de media do mundo. Mas o que diz isso do serviço?

Nunca percebi o hype. Pelo que tenho lido por aí, o MySpace Music nada tem de inovador. A seu favor, tem uma comunidade gigante de artistas e o facto de vender MP3 sem DRM via Amazon. Contra? O sono. A falta de novidades faz com que se assemelhe a mais uma das quinhentas mil tentativas frustradas de uma ou outra major de criar algo que roube uma fatiazinha do que a Apple faz com o iTunes. Ah, tem o acordo das quatro majors e praticamente nada de música independente. Boa, pá!

É por isto que me caem as notícias da Billboard no e-mail a falar sobre o novo CEO e não consigo deixar de pensar que o MySpace está velho, gordo e careca. Já o CEO, esse, está só careca.

02-12-2008   Sem comentários

Jiwa.fm, ou como é simples ouvir música

Já que falamos de serviços online que têm tudo a ver com música, gosto muito do Jiwa.fm e tento recomendá-lo tanto tanto possível ao maior número de pessoas.

Ainda não consegui perceber o motivo pelo qual o Jiwa.fm não é mais conhecido (mas quase desconfio que é por ser francês). Tem música até dizer chega (pesquisem pelos vossos artistas favoritos e vão ver que tenho alguma razão), MP3 de qualidade e um serviço muito simples, sem muita publicidade.

O Jiwa.fm permite que criem as vossas playlists e as guardem para mais tarde. Tem também uma rádio ao estilo da infame Pandora e algumas funcionalidades elementares de rede social. Uma das que gosto muito é a possibilidade de enviar um link de uma música para quem quiser. E nem é necessário estar registado para grande parte destas coisas. Claro que não é o meu iTunes… mas é óptimo para descobrir umas coisas ou explorar melhor artistas dos quais só conhecemos uma ou outra música.

23-11-2008   3 comentários

Último tipo do planeta no Last.fm

Last.fm

Sou eu.

A partir de hoje, mais coisa, menos coisa, poderão dar um salto até à minha página no Last.fm. Recordo-me de há uns tempos ter falado com o Pedro Rocha sobre esta possibilidade e a ter posto relativamente de parte nem sei bem porquê. Pois bem, não que tenha grandes motivos para me inscrever (o Last.fm não é carne nem peixe para mim mas, para todos os efeitos, tem tudo a ver com música)… mas agora já lá estou.

Não estou, para já, a pensar em colocar nenhum widget aqui no blog. Por enquanto, a ligação directa para minha página do Last.fm fica escondida nesta página.

22-11-2008   1 comentário