Categoria — Web
Evolver.fm
Isto talvez seja uma nova rubrica de destaques, talvez não.
Neste momento, faz sentido que destaque este excelente blog de Eliot Van Buskirk. Este ex-jornalista da CNET e da Wired escreve sobre música e tecnologia, com um enfoque muito especial nas aplicações.
Os artigos publicados no Evolver.fm estão uns furos bem acima da média e tratam com profundidade um assunto que outros apenas afloram. O blog é publicado pela The Echo Nest, empresa por trás de uma plataforma em que se apoiam algumas apps de música, tanto Web como móveis.
Enfim, não me vou alongar muito. Se se interessam por este novo caminho do negócio da música, aconselho-vos a dar uma vista de olhos no blog.
20-06-2011 Sem comentários
Três anos
Três anos. Faz hoje três anos que este blog foi para o ar.
Três anos depois, a coisa continua mais ou menos na mesma, tanto em termos de conteúdo como em termos de visitas.
A parte de mim que quer mais, quer mais posts por dia, mais análise às notícias da indústria, mais conteúdo. Alimento ingenuamente a ideia de que haveria reflexos no número de visitas, que vigio com alguma inércia mas com algum interesse também.
Mas há uma outra parte de mim bem mais sossegada, mais tranquila, que quer exactamente o que tem. E o que tenho eu aqui? Um projecto que, apesar de ter aquela característica dos blogs antigos, aquela costela virada para dentro, aquele egocentrismo saudável, tem – na opinião de quem o escreve – alguma qualidade.
27-05-2011 4 comentários
Music on Facebook
O Facebook relançou a sua página dedicada à música, que agora se chama Music on Facebook. Esta aposta surge numa altura em que a empresa é alvo de algumas críticas por parte da indústria, em termos genéricos, por não quererem saber da música para nada.
Em termos mais específicos, o Facebook tem sido acusado de estar pouco receptivo a trabalhar com empresas do sector. O CEO da RootMusic, empresa criadora da aplicação de música mais popular do Facebook, deu a entender que o Facebook não ouve as propostas e que não está disposto a trabalhar com os artistas.
A tendência da indústria da música (e isto aplica-se, aparentemente, às majors e às startups) para sacudir a água do capote e tentar pôr os outros a fazer o seu trabalho às vezes é enervante. O Facebook, com todos os seus defeitos, é uma plataforma que tem agradado às pessoas pelo que permite mas também pelo que dificulta (os contactos não solicitados de empresas são um dos melhores exemplos): há quem aceite trabalhar com isso… e há quem se queixe.
09-05-2011 Sem comentários
@Discographies

A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do site da Blitz ao Metacritic, do Pitchfork a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre… e por aí fora.
13-02-2011 1 comentário
Um maravilhoso mundo novo para a música
Este artigo foi publicado originalmente no blog do Upload Lisboa.
Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma… mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças ao advento do P2P, já que, na altura, a indústria não estava especialmente atenta à Internet ou interessada em inovar.
Actualmente, são muito poucos os que ainda compram discos e a música é uma indústria em grande, grande mutação. A venda de música gravada cai a pique mas, ao mesmo tempo, ergue-se com grande genica a indústria dos concertos.
27-01-2011 Sem comentários
A Apple apresentou o Ping e eu acho que não quero saber

Pronto, agora é o Ping. Depois do relativo insucesso do Genius, uma ferramenta relativamente interessante que a Apple decidiu introduzir no iTunes há algum tempo, a Apple vira as agulhas para a vertente social da música. O objectivo? Vender mais música, claro está. E lançar as bases para os outros tipos de produtos (aplicações, filmes, séries, livros), fomentando igualmente as vendas.
Não tenho nada contra o desejo da Apple de ganhar mais dinheiro com a venda de música, vídeo, aplicações e livros online mas… para que raio serve o Ping?
Segundo a Apple, serve para seguirmos os nossos artistas favoritos e os nossos amigos para descobrir de que música estão a falar, o que estão a ouvir e (sobretudo, digo eu) o que estão a comprar no iTunes. Boring.
Agrada-me muito a integração de diversas funcionalidades num só programa. O Genius, por exemplo, apesar de não ser a minha principal ferramenta de descoberta de música, às vezes é útil e engraçado. Não é, no entanto, nenhum Last.fm. E o Ping também não.
A minha abordagem ao lançamento de novos produtos e serviços é muito simples: só preciso que as empresas acrescentem alguma coisa. Eu sei que nem tudo pode ser a penicilina mas porque é que continuam a perder tempo com este tipo de coisas? O Ping é uma funcionalidade gratuita e não acrescenta nada. Se não acrescenta nada, não vale a pena perder tempo.
A Apple quer o mesmo de sempre: dar tudo às pessoas a partir do iTunes para que elas não precisem de ir a outros sítios. Mas se isso foi apelativo na ligação entre o iTunes (a loja e o media player) e o iPod, agora não é. E não é porque não acrescenta absolutamente nada, não é especialmente conveniente… e conseguimos encontrar bem melhor noutros sítios. O Last.fm, o Facebook e o Twitter são apenas os casos óbvios. Ainda por cima, o Facebook é agora, a propósito do argumento da conveniência de ter tudo no mesmo programa, um concorrente de peso.
Como se isto não bastasse, a Apple está em modo control freak relativamente à inscrição de artistas no Ping, como fazem com as aplicações para iPhone e assim. Vamos ver se conseguem ir a algum lado com isto.
11-09-2010 Sem comentários
Fuck you
Eu não sou muito de embarcar nestas coisas mas desta vez não consigo fugir. Cee Lo Green tem feito muita coisa gira, nomeadamente com Danger Mouse nos Gnarls Barkley, mas isto agora é outra coisa.
Esta música tem uma característica bastante especial: chama-se “Fuck You”. Este single antecipa The Lady Killer, que tem lançamento marcado apenas para Dezembro, e tem feito furor na Web. E eu consigo dizer apenas que percebo porquê.
Tudo nesta música é divertido. A melodia, o funk e, claro, a letra (que podem acompanhar no vídeo). Acho que era a isto que o Rei Ghob se referia quando gritava “Energia!”. “Fuck you” é um desabafo, é aquilo que todos pensaríamos naquelas circunstâncias. Agora já se pode dizer, desde que a música tenha tanta pinta como esta.
Vejam o vídeo.
Para estes lados, será certamente uma das músicas do ano.
25-08-2010 3 comentários
Dois anos
Este blog faz hoje dois anos e eu sou um tipo de efemérides.
Se tivesse de comparar, diria que o primeiro ano deste blog foi bastante mais interessante que o segundo. Estou menos orientado para os que me lêem e mais para mim. Escrevo sobre o facto de eu ser da pop. No primeiro ano, dava dicas de como fazer uma mixtape. Era mais útil.
Agora sinto menos pressão, até porque vou partilhando muitas coisas no Twitter e no Facebook. Aqui gosto de reflectir um bocadinho e manter o espaço limpo. Hoje tenho ambições moderadas para este blog.
Uma coisa é certa: o Ouve-se é cada vez mais meu. Isto sou eu. Tento escrever como falo, com uma ou outra coisa entre vírgulas, e tento escrever sobre o que gosto. Passamos a vida a fazer coisas de que não gostamos, num ou noutro momento. Ora, aqui tenho uma coisa que está quase totalmente dependente da minha vontade. Isto sou eu.
Obrigado pela visita, pelos comentários e pela simpatia. Continuem a vir, que isto não fica por aqui.
28-05-2010 9 comentários
Apple fecha Lala. E agora?
O Lala vai fechar. Esta loja, que contava com um serviço de partilha de playlists feitas pelos utilizadores, tinha sido comprada pela Apple em Dezembro. Agora, menos de 6 meses depois, sabe-se que o Lala permanecerá activo apenas até 31 de Maio.
Apesar de nunca ter visto grande utilidade no serviço – para mim, está claro -, esta decisão da Apple provoca-me alguma comichão. Assim de repente, há duas hipóteses, uma mais preocupante que a outra.
A primeira prende-se com a eventual criação de um iTunes com acesso via web/cloud/whatever e é a que faz mais sentido. A Apple compra o serviço, fica com o know-how e desfaz-se da marca Lala. Passados uns meses, lança novas funcionalidades no iTunes, um iTunes.com e mais uma série de coisas que foi buscar ao Lala. E pronto, isto faz sentido e é uma forte hipótese.
A segunda é menos provável mas mais assustadora: a Apple compra o Lala para acabar com ele, por motivos concorrenciais. Seria isto. Esperemos que não se concretize. Seria muito mau sinal.
01-05-2010 Sem comentários
Myway continua a acrescentar músicas ao catálogo
O Myway continua a engordar o catálogo. Depois do acordo com a The Orchard, o concorrente do Cotonete passa a dispor agora também do catálogo da Sony Music Entertainment. Contas feitas, parece que o Myway já tem à volta de 5 milhões de música.
Continua a ter um site fraquíssimo – ainda em beta, mas sobre isso podem ler o que escrevi na minha apreciação inicial – e ainda não há novidades sobre o serviço de subscrição ao estilo do Spotify mas estão a engordar que se fartam.
Não sei o que pensar. Por um lado, parece-me que estão, desde o início, a fazer tudo ao contrário – aposta exagerada em comunicar com os media e falta de investimento na qualidade da plataforma e na relação com os utilizadores. Por outro, até consigo perceber que queiram ter uma boa base em termos de catálogo e depois fazer os ajustes necessários. Mas continuo, independentemente disto tudo, sem perceber porque é que não pensaram em aproveitar as fragilidades do Spotify em vez das do Cotonete (presa fácil). Bastava lançar o site internacionalmente e não só em Portugal. Mas já me fartei de dizer isto. E assim vão perdendo créditos.
Fica apenas a ideia: para o Myway resultar, não basta ter 749 milhões de músicas; é preciso muito mais.
16-04-2010 2 comentários
