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MySpace compra iLike

As primeiras notícias que indicavam que o MySpace se preparava para adquirir o iLike surgiram no início da semana. A confirmação chegou anteontem.
Vou pôr preço e outros pormenores de lado e concentrar-me naquilo que parece ser mais importante: a tentativa de regresso do MySpace ao mundo dos vivos. Com a aquisição do iLike, um serviço que tem na música a sua actividade principal, o MySpace consegue obter de uma vez só uma equipa muito competente, software e serviços de qualidade numa área que lhe é estratégica e a entrada num mercado novo, como o das aplicações para iPhone.
O MySpace está a tentar modernizar-se e talvez consiga alguns resultados. A equipa de desenvolvimento do iLike é boa e pode dar uma ajuda valente àquela gente (se ajudassem nos caixotes já era fantástico… mas estou com baixas expectativas).
O negócio aparentemente bom também pode ser aparentemente mau. O iLike não dá dinheiro, é uma espécie de centro de custos. Valerá a pena investir assim?
Pessoalmente, acho que, apesar do aparente bom negócio, a News Corp., a dona do MySpace, não saberá o que fazer com o iLike. Dar nozes a quem não tem dentes e tudo o resto.
21-08-2009 4 comentários
Eels dão mais um EP de borla
MySpace Transmissions, o novo EP dos Eels, já está disponível para download gratuito. Mark Oliver Everett, que tem neste momento a melhor barba de sempre, gravou umas músicas para o MySpace e tanto os vídeos como os MP3 estão disponíveis online.
Este EP vai ter também uma edição física em vinil, uma tendência cada vez mais visível na cena indie actual. É uma má notícia para quem ainda/já (riscar o que não interessa) não anda por esses lados… mas também pode ser uma boa desculpa, já que inclui um tema adicional.
Há coisa de um ano, a banda já tinha disponibilizado, a propósito do lançamento de uma edição especial limitada do fantástico Blinking Lights and other Revelations, um EP gravado ao vivo em Manchester em 2005.
Pessoalmente, gostava de o ver perder um pouco a cabeça e deixar de discriminar a vertente digital com edições incompletas, mas… está, pelo menos, no bom caminho.
Deixo-vos “That look you give that guy”, de Hombre Lobo, para que vos sirva de exemplo.
19-08-2009 3 comentários
É oficial
Os Radiohead são tipos perversos. Jonny Greenwood anunciou no Dead Air Space que já podem fazer o download gratuito de “These Are My Twisted Words” no site ou no Mininova.
17-08-2009 2 comentários
Nova música dos Radiohead? Sim, outra.
Adoro estas coisas. Isto agora é todas as semanas…
Surgiu uma música na Internet que é certamente cantada pelo Thom Yorke pelo que, desconfia-se, deverá ser dos Radiohead. “These Are My Twisted Words” pode nem ser dos Radiohead – uma colaboração do Thom Yorke com uma banda qualquer justificaria facilmente a coisa… ainda que, neste caso, não me pareça – mas a confusão está lançada.
Acho que é deles… mas parece antiga, parece “restos”. É In Rainbows meets “Permanent Daylight” (se que não souberem do que estou a falar, investiguem). E aquele início confuso… Se foi a banda a mandar isto para a rua, são tipos muito perversos (o que é uma possibilidade).
É negra, cheia de fumo e poluição. Vejam lá se não acham o mesmo…
13-08-2009 1 comentário
Sem contrato? A alternativa Twitter

Este post faz parte da série Sem contrato? As alternativas para uma boa auto-promoção.
O website e o Facebook são vertentes muito importantes mas não são as únicas formas de divulgar o trabalho de um artista ou de uma banda. Nesse sentido, o Twitter – que já entrou no mainstream – é importante para a criação de uma relação com os fãs (e com os potenciais fãs também, já agora).
Já falei aqui algumas vezes sobre o Twitter. Foi numa altura em que já estava na moda… mas ainda não tinha chegado a toda a gente. Hoje em dia, por outro lado, já há notícias nos jornais sobre o facto do Twitter ter parado algumas horas.
Para músicos, especificamente, há diversas formas de estar. No Twitter, há os que falam de como escreveram uma canção e do seu dia-a-dia, entre outras coisas; há também os que apostam muito no networking (ainda que o rei do networking continue a ser o aborrecido MySpace); há igualmente quem promova uma grande interacção com os fãs (sobretudo artistas de algum renome), com ofertas, passatempos e outras iniciativas.
Para artistas ou bandas que estão a tentar mostrar a sua música, a aposta no Twitter deverá ser feita em sintonia com a estratégia de comunicação nas outras redes sociais e no site. É que o Twitter ainda não demonstrou ser, por si só, uma forma fantástica de gerar negócio… porque é fugaz.
Assim, há algumas coisas que me parecem fundamentais quando se está no Twitter: a presença deve ser constante (ninguém vos pede que sejam o Paulo Querido, apenas que não fiquem 4 ou 5 dias sem dar notícias) e deve ter qualidade. Partilhem conhecimento, participem em discussões, acrescentem algo.
Como vêem, nenhum destes conselhos potencia especialmente uma carreira musical. Mas a partilha de conhecimento, a discussão e tudo o resto contribuem para fortalecer a reputação. À medida que forem incorporando o Twitter na vossa estratégia de divulgação, juntamente com o Facebook e um site actualizado e fácil de utilizar, é mais fácil chegar à vossa música – e, consequentemente, mais fácil que a vossa música chegue a algum lado.
11-08-2009 Sem comentários
Uma ideia que quero partilhar
Há já muito tempo que procuro um site onde se possa fazer o que se faz no Collectorz.com Music Collector mas online e com funcionalidades de partilha. Há demasiado tempo, talvez.
Vejo tantos projectos por essa Internet fora e ainda não encontrei um com estas características. O mais próximo que encontrei foi o Racks and Tags… mas falha em demasiados aspectos que são fundamentais para mim – nem que seja porque não permite a introdução manual da informação.
Queria algo que me deixasse catalogar e organizar a minha colecção de música online, exibi-la, partilhar reviews com os restantes membros; algo que criasse gráficos e tabelas com base nas colecções dos utilizadores; algo que me deixe ter uma colecção de CDs, vinis e – porque não? – cassetes, não só de MP3.
Amigos, fica a ideia (não é a mais original de sempre, mas é uma ideia!) e o desafio. Se já conhecerem algo deste género… avisem-me, por favor. Se não e se acharem que podem avançar com isto, força! Se quiserem fazer isto em conjunto, o meu e-mail está à vossa disposição. Espero que se consiga fazer alguma coisa.
10-08-2009 2 comentários
Billboard.com está diferente
A Billboard fez alterações ao seu site.
Pessoalmente, sempre o achei pouco amigável e um tanto ou quanto confuso pelo que, em teoria, a alteração seria bem-vinda. Ainda não o explorei convenientemente… mas, pá, acho que não gosto do que fizeram.
Atenção, não é pelos conteúdos. Apesar de achar que há muita coisa ali que não me serve de nada, a Billboard é um recurso fundamental para quem quer estar informado sobre o que se anda a passar na cena pop dos Estados Unidos. Nem falo do Billboard.biz, que não foi abrangido pelas alterações, já que este site está vocacionado para notícias e artigos sobre negócios e a indústria discográfica, o que não é bem a mesma coisa. De qualquer forma, não é pelos conteúdos. É, antes, pela forma como estão distribuídos e escondidos no site.
Coisinhas deslizantes e afins não tornam um site obrigatoriamente bom e cool. Se permitissem brincar com aqueles gráficos (que agora apresentam mais facilmente) e fazer comparações, seleccionar espaços temporais e afins… aí se calhar até me esquecia da chatice que é navegar pelo site. Por outro lado, o acesso às notícias piorou: agora há menos, com fotografias maiores.
No geral, é isto. Há coisas mais pequenas (e mais sociais, como a integração com o Lala)… que não são propriamente revolucionárias. As grandes mudanças são o layout (não sei se para pior… mas definitivamente não foi para bom) e o acesso ao histórico do Billboard 200 e de outras tabelas de vendas (mas sempre numa perspectiva por artista… e sem números de vendas, o que é uma pena).
Bem, acho que vou continuar a seguir os feeds…
22-07-2009 Sem comentários
Músicos no Twitter
Há quanto tempo é que não falo do Twitter por aqui? Há tempo suficiente.
O Miguel Albano chamou-me a atenção para um artigo do Mashable sobre músicos no Twitter. A lista contém mais de cem nomes, entre os quais Dave Matthews, Coldplay, John Mayer, Muse, Pete Yorn, Imogen Heap, Sonic Youth, The Streets e Trent Reznor.
O artigo está engraçado e explica a forma como cada um destes artistas – ou respectivo mandatário – marca a sua presença no Twitter. Ainda assim, parece-me mais importante notar que, apesar das mil e uma formas encontradas para estar no Twitter, nenhuma é propriamente errada. Falar da última sessão de estúdio, de banalidades ou do sentido da vida… tudo vale. Os limites são os do razoável – o que é, em si, bastante razoável.
O sucesso do Twitter reside não só na (ilusão de) proximidade mas também – sobretudo, talvez – na sua moldabilidade. O Twitter pode ser confessional mas também pode ser uma eficaz ferramenta de marketing. Pode ser sobre links ou sobre dar os bons dias aos amigos. Daí que o termo microblogging faça sentido. Ora releiam lá as frases anteriores e digam-me se não poderia muito bem estar a falar de blogs.
15-07-2009 Sem comentários
The Pirate Bay vendido. E agora?
Ora aqui está uma coisa que eu não esperava. A notícia tem uns dias mas, mais do que a notícia propriamente dita, interessa perceber o que podemos esperar com este negócio.
Os 5,5 milhões de euros poderão servir certamente para a indemnização que os responsáveis pelo site foram condenados a pagar à indústria discográfica e do cinema. Ainda há um recurso, pelo que não é certo que tenham de utilizar o dinheiro para esse fim. Apenas outro pormenor: a venda não está absolutamente fechada – mas as coisas estão bem encaminhadas.
Mas… e agora, o que acontece ao maior tracker de BitTorrent? Uma coisa é certa: vai ser encerrado. As últimas notícias dão conta de que o espírito do site deverá manter-se mas noutros moldes. Assim, sem um tracker próprio, talvez se torne semelhante ao Mininova, por exemplo, ou aposte em novas tecnologias de partilha de ficheiros. Mas quem sabe…
E se o espírito da coisa não se mantiver? Simples. As pessoas partem para outra.
Nenhum dos utilizadores do TPB vai comprar mais discos ou filmes por causa disso… mas parece que a indústria do entretenimento ainda não conseguiu compreender – só assim se justifica a constante perseguição. A partilha de ficheiros foi uma das melhores coisas que aconteceu à música nas últimas décadas: o acesso facilitado a milhares de artistas anteriormente condenados ao anonimato abriu portas a uma autêntica revolução cultural. O problema é que, no meio disto tudo, as editoras optaram por se afastarem da revolução… a um ponto em que quase não fazem parte dela. E é uma pena porque aqueles anos todos de experiência poderiam enriquecer ainda mais esta experiência.
Mas fujo do assunto. O The Pirate Bay é um símbolo e as pessoas temem que, afinal, tudo isto não tenha passado de um esquema para ganhar uns trocos. Mas um site não é a revolução, é apenas um… site.
Assim como assim, o paradigma já mudou.
02-07-2009 4 comentários
Acordo entre Universal e Virgin é duvidoso
Por esta altura já devem ter lido qualquer coisa sobre o acordo possivelmente histórico entre a Virgin Media e a Universal Music para a disponibilização do catálogo completo da editora em MP3 em troco de uma mensalidade de custo inferior a dois CDs.
Pois bem, muito rapidamente:
1. Este acordo tem tudo para ser um passo em frente: o acesso total e ilimitado aos catálogos das editoras em troca de uma mensalidade é daquelas coisas que toda a gente com dois dedos de testa propõe há já algum tempo. Ainda assim, não deixa de ser uma pena que este acordo só inclua a Universal, deixando de fora três outras majors e todas as editoras independentes.
2. A Virgin Media, ISP britânico, serve mais ou menos como parceiro tecnológico da editora. O que significa isto na prática? Infelizmente, que a resposta gradual será posta em prática: serão suspensas contas de utilizadores que recorram no download ilegal de música, ficarão com menor largura de manda e, em última instância, poderão perder o acesso à Internet. Mas não se fiquem por esta leitura superficial do assunto. O Miguel Caetano tem feito um excelente trabalho de pesquisa neste campo, se tiverem interesse.
3. Não consigo deixar de pensar que, com apenas uma editora, a tendência para a partilha de ficheiros deverá manter-se como dantes. Resta saber se as outras editoras querem seguir este caminho – e, em caso afirmativo, se se querem juntar a este acordo ou desenvolver os seus próprios acordos isoladamente. Se seguirem caminhos separados, a coisa está condenada ao fracasso.
16-06-2009 Sem comentários
