Dois anos
Este blog faz hoje dois anos e eu sou um tipo de efemérides.
Se tivesse de comparar, diria que o primeiro ano deste blog foi bastante mais interessante que o segundo. Estou menos orientado para os que me lêem e mais para mim. Escrevo sobre o facto de eu ser da pop. No primeiro ano, dava dicas de como fazer uma mixtape. Era mais útil.
Agora sinto menos pressão, até porque vou partilhando muitas coisas no Twitter e no Facebook. Aqui gosto de reflectir um bocadinho e manter o espaço limpo. Hoje tenho ambições moderadas para este blog.
Uma coisa é certa: o Ouve-se é cada vez mais meu. Isto sou eu. Tento escrever como falo, com uma ou outra coisa entre vírgulas, e tento escrever sobre o que gosto. Passamos a vida a fazer coisas de que não gostamos, num ou noutro momento. Ora, aqui tenho uma coisa que está quase totalmente dependente da minha vontade. Isto sou eu.
Obrigado pela visita, pelos comentários e pela simpatia. Continuem a vir, que isto não fica por aqui.
28-05-2010 9 comentários
High Violet
Não tenho pouco para dizer sobre High Violet. No entanto, não tenho conseguido elaborar algo que se assemelhe minimamente a um texto coerente e de leitura agradável e não sei porquê. Vamos a isso.
Os The National são uma das melhores bandas da actualidade. Depois de dois álbuns como Alligator (2005) e Boxer (2007), era impossível achar outra coisa. Agora chegaram a 2010 diferentes, como que sentindo o peso da responsabilidade. De que forma é que isto se reflecte em High Violet?
Posso começar por dizer que não se atiraram de cabeça para a revolução. Posso acrescentar que também não fizeram mais do mesmo. High Violet é um álbum absolutamente seguro, de grande nível. É um daqueles 9/10 inequívocos.
A tensão é alimentada de forma mais inteligente do que em Alligator, onde tudo explodia por todos os lados a determinada altura (”Mr. November”, “Abel” e por aí fora). A tensão é constante, quase sufocante, com uma única excepção – “The Runaway”, paragem para descansar. “Afraid of Everyone”, por outro lado, é o momento em que tudo se conjuga para fazer explodir uma qualquer artéria importante. Letra e música unem-se contra quem ouve a canção como se de um inimigo se tratasse. Mas nunca explode, a vaca.
Este é um álbum menos pop. Menos pop em estruturas – escapa-se o single “Bloodbuzz Ohio” – e em arranjos – ouçam “Terrible Love”, comparem-na com a versão ao vivo e digam-me que não sentem um pequenino desgosto. As melodias estão lá mas parecem estar escondidas por baixo de camadas e camadas de cobertores. E sim, High Violet é um álbum Outono/Inverno, como qualquer álbum dos The National.
Uma palavra especial para as duas últimas canções.
“England” é brilhante. Eu tenho um soft spot para canções épicas e isto é quase uma estreia para os The National. “England” faz-me sentir o vento fresco na cara. Não se liberta da tensão constante de High Violet mas é, em si, libertadora. “England” é uma daquelas canções que consigo ver. Não sei se isto para vocês quer dizer alguma coisa mas garanto-vos que é uma óptima sensação.
A última é “Vanderlyle Crybaby Geeks” e encerra o álbum de forma sublime. Apaga a tensão devagar e os arranjos de cordas desenham outra coisa qualquer, mais descansada, com fim à vista. “Vanderlyle Crybaby Geeks” soa aliviada. Não sei se me dá a ideia de morte mas soa… final.
High Violet mostra-nos uma banda extremamente empenhada em manter uma reputação de excelência. Matt Berninger anda por registos vocais pouco habituais durante uma parte significativa do álbum e são poucas as canções com pinta de êxito pop (nos dois álbuns anteriores, era ao contrário). Mas que isto não vos assuste. Os The National voltaram em grande. High Violet é um grande álbum.
27-05-2010 3 comentários
Eels: novo álbum e concerto em Lisboa
Óptimas notícias!
Os Eels vêm ao Coliseu de Lisboa a 19 de Setembro. Além disto, vão lançar mais um álbum: Tomorrow Morning. Este disco encerra a trilogia começada em Hombre Lobo e continuada já este ano em End Times. Depois de quase quatro anos longe das edições, este será o terceiro álbum de originais em pouco mais de um ano.
Agora vou ali chorar de alegria.
21-05-2010 Sem comentários
Eu sou da pop
Há dias chamaram-me totó pseudo-intelectual por causa da música. Se os conceitos não se anularem totalmente, diria que foi uma provocação cândida. Uma brincadeira, pronto.
Ainda assim, que fique esclarecido: eu sou da pop. Lá por não considerar a “Don’t Look Back In Anger” uma das melhores músicas de sempre – e aqui tenho a razão do meu lado, como é óbvio -, não quer dizer que escolha aquela música da melhor banda de noise polaca. É que eu sou da pop.
Eu gosto das melodias, do singalong, da companhia, das histórias e das memórias. Gosto de twee pop, de indie pop, de britpop e de, bem, pop. Não gosto especialmente dos Oasis, é verdade, mas isso não me pode transformar num pária. Gosto dos Blur, por exemplo. De quase tudo.
Claro que há quem não faça ideia do que são os Blur. Felizmente, esses desgraçados (os que não fazem ideia, não os Blur) não vêm aqui. Ai deles! Ainda assim, justifico-me com o relativismo, com a bagagem de cada um. Como é óbvio, aliás. Há uns anos escrevi sobre este vício da descoberta, da novidade, que nos destrói e/ou nos torna nuns snobs. Enquanto a facção “Oasis” me chama totó pseudo-intelectual, a facção “afrobeat” (pode ser?) argumenta que esta coisa de gostar de Eels é como amar o Tony Carreira. Enfim. Como disse, o relativismo dá conta de tudo.
Resumindo: eu sou da pop. De um bocadinho da pop, pelo menos.
14-05-2010 5 comentários
Já lá vamos
High Violet, o aguardado regresso dos The National, já por aí anda. Por agora não tenho muitas palavras mas já lá vamos. Entretanto, fiquem com “Terrible Love” numa versão gravada em exclusivo para a Pitchfork TV.
03-05-2010 1 comentário
Apple fecha Lala. E agora?
O Lala vai fechar. Esta loja, que contava com um serviço de partilha de playlists feitas pelos utilizadores, tinha sido comprada pela Apple em Dezembro. Agora, menos de 6 meses depois, sabe-se que o Lala permanecerá activo apenas até 31 de Maio.
Apesar de nunca ter visto grande utilidade no serviço – para mim, está claro -, esta decisão da Apple provoca-me alguma comichão. Assim de repente, há duas hipóteses, uma mais preocupante que a outra.
A primeira prende-se com a eventual criação de um iTunes com acesso via web/cloud/whatever e é a que faz mais sentido. A Apple compra o serviço, fica com o know-how e desfaz-se da marca Lala. Passados uns meses, lança novas funcionalidades no iTunes, um iTunes.com e mais uma série de coisas que foi buscar ao Lala. E pronto, isto faz sentido e é uma forte hipótese.
A segunda é menos provável mas mais assustadora: a Apple compra o Lala para acabar com ele, por motivos concorrenciais. Seria isto. Esperemos que não se concretize. Seria muito mau sinal.
01-05-2010 Sem comentários
Forgiveness Rock Record
Os Broken Social Scene são responsáveis por dois dos melhores álbuns da década passada: You Forgot It In People e Broken Social Scene. O primeiro foi a grande porta de entrada para muitos dos que viriam a tornar-se fãs da banda. O segundo foi a minha porta de entrada. Estes foram o segundo e terceiro álbuns da banda, respectivamente, depois de um disco de estreia quase totalmente instrumental que funcionou como despedida dos tempos dos K.C. Accidental, a banda de pós-rock de Brendan Canning e Kevin Drew.
Em You Forgot It In People, os Broken Social Scene mostraram-nos que passar do oito ao oitenta não é difícil e não fica sempre mal. Que outra banda conseguiria colocar “Anthems For a Seventeen Year Old Girl” e logo a seguir a explosiva “Cause = Time”? Eles mostraram-nos que uma mistura de doçura, agressividade, badalhoquice e boa música não só não é impossível como até consegue ser ligeiramente desejável.
Em Broken Social Scene, por outro lado, tentavam confirmar que o sucesso do álbum anterior não tinha sido fruto do acaso. O produtor era o mesmo, um tipo absolutamente doido chamado Dave Newfeld que gostava de chamar Emily Haines, Amy Millan e Leslie Feist às sessões de estúdio só para as pôr a gritar. A lista de membros da banda crescia exponencialmente, chegando quase às duas dezenas, e para aí metade eram guitarristas! “Ibi Dreams of Pavement (A Better Day)”, “Superconnected”, “It’s All Gonna Break”, “7/4 (Shoreline)” e “Fire Eye’d Boy” eram todas canções dominadas pelas guitarras ora agressivas e rápidas, ora épicas e envoltas num mar de metais. A produção, argumentam alguns, estragou as músicas, tornando-as confusas, disfuncionais, soltas e sabe-se lá mais o quê – a própria banda ficou algo descontente com o resultado final. Ora, perdoem-me o atrevimento mas… eles não sabem do que falam. Broken Social Scene é um portento, uma obra-prima de uma banda no seu melhor momento criativo de sempre. Vão ouvi-lo, vá.
Quase cinco anos volvidos – e depois do fantástico álbum a solo de Kevin Drew e do não tão fantástico álbum a solo de Brendan Canning – chegamos a Forgiveness Rock Record. Nestes cinco anos, para além dos álbuns a solo dos dois principais elementos da banda, aconteceu muita coisa: a banda esteve em digressão quase sempre desfalcada, Justin Peroff e Andrew Whiteman (acho) chatearam-se a valer, Sam Goldberg e Lisa Lobsinger juntaram-se oficialmente à banda. Enfim, parece que a coisa não andou famosa durante estes tempos, motivo pelo qual estiveram bastante tempo parados, pelo menos enquanto banda.
Forgiveness Rock Record ia matar a minha sede de guitarras e músicas grandiosas daquelas que crescem até ao fim. Neste sentido, é impossível esconder a desilusão. Sim – sou um fã relativamente desiludido. Aviso já que o álbum é óptimo (estraguei a crítica?) mas também posso dizer que, pelas expectativas, pela espera, por tudo e mais alguma coisa, estou desiludido com Forgiveness Rock Record. Não só não é um álbum de guitarras (já explico) como não há uma única coisa que me faça sequer lembrar o lado épico dos Broken Social Scene. E tragédia das tragédias: tanto quanto consigo dizer, Emily Haines, Amy Millan e Feist cantam em apenas uma música: “Sentimental X’s”, que nem sequer é nada de especial.
Agora, juro que não estou a racionalizar quando digo que o álbum é óptimo. E sim, apesar de não ser um álbum de guitarras, tem-nas em número bastante satisfatório: os singles “World Sick” e “Forced To Love” são grandes exemplos.
“Art House Director” dá-nos guitarras e metais… mas é como se fosse Verão. Quando em “Ibi Dreams of Pavement (A Better Day)” havia uma sensação tensa de dia do juízo final, nesta nova música há animação no ar, há ritmo frenético, há brincadeira. Quando dizia há umas semanas que os artistas são animais de circo, era exactamente a isto que me referia. Eu percebo que, nos dias que correm, os Broken Social Scene sejam um conjunto de pessoas mais felizes e descansadas… mas eu não sei se consigo viver com isso. É óbvio que a música é boa – raios, são os Broken Social Scene! – mas eu não quero só boa, quero espectacular. Não quero top 10 de 2010, quero o melhor álbum do ano!
Além das guitarras, há o já habitual momento doce e delicado do álbum – “All to All”. Nos dois álbuns anteriores, “Anthems for a Seventeen Year Old Girl” e “Swimmers”, cantadas pela [inserir adjectivo aparentemente exagerado] Emily Haines, são invariavelmente pontos altos. Em Forgiveness Rock Record, não. Mais uma vez, a música é boa e Lisa Lobsinger (uma fã que se tornou membro da banda) tem uma voz muito agradável, como de resto pudemos comprovar em Paredes de Coura há quatro anos. Mas… não é a Emily Haines. Nem sequer a Amy Millan. Vozes distintas e muito bonitas que não se deixam afundar por camadas de pop semi-electrónica. E sim, eu sei que já pareço um velho incapaz de aceitar a evolução mas… pá, não pode ser.
Uma das melhores do álbum é “Ungrateful Little Father” que, além de um título bastante bem esgalhado (ouçam a música e façam as contas), tem boa pinta, tal como “Chase Scene” (onde Kevin Drew canta que está preparado para morrer e para lutar pela “Scene” da sua vida). Aqui não vou dizer que nos outros é que era. São duas músicas diferentes e muito, muito boas. O miolo do álbum está cheio de boas canções: “Highway Slipper Jam” – que tem oficialmente o pior início de sempre – é um belo momento de descompressão (sobretudo para mim, que ainda não assimilei muito bem a ideia de um álbum assim) e a instrumental “Meet Me In The Basement” dá-nos guitarras, muitas guitarras, e riffs, muitos riffs, e faz lembrar uns Deerhunters mais festivos. Padece é um pouco do mesmo problema das outras canções de guitarras deste álbum: os riffs são muito in your face, às vezes quase óbvios.
As minhas palavras mais especiais têm de ir para “Sweetest Kill”. Já falei dela aqui – na altura era conhecida como “Untitled 2”. Chamemos-lhe balada. Esta balada é seca e simples mas bonita quanto baste para fazer um belo contraste. A voz de Kevin Drew aparece ligeiramente enfeitada com ecos e uma ou outra manipulação mais agressiva mas está brilhante (naquele estilo de quem não se importa muito), como sempre. Nesta canção, os pormenores da guitarra fazem toda a diferença – dão-lhe aquele bocadinho adicional de graça que a torna realmente especial.
Contas feitas, o álbum é muito bom. Tem momentos menos inspirados (mas não obrigatoriamente maus), como “Romance to the Grave”, e não tem nenhum momento que nos leve a pensar que a música vai salvar a nossa vida (eles bem disseram que era mentira), o que é pena, mas… como direi? É muito bom. Certamente um dos melhores álbuns de 2010. Mas, ei, eu adoro-os de morte e a pior coisa que me podem fazer é isto. Ao menos que fosse mau.
01-05-2010 5 comentários
Sonic Youth no Coliseu de Lisboa: haja guitarras
Os Sonic Youth tocaram ontem no Coliseu de Lisboa e provaram mais uma vez porque é que os anos passam e eles continuam a encher salas sem problemas.
Os anos passam e isso vê-se nas rugas de Kim Gordon ou na cor do cabelo de Lee Ranaldo – se bem que ele parece que já tem ali aqueles grisalhos desde sempre! Mas ficamos por aí. Porque continuam tão irreverentes e irritantemente bons como nos bons velhos tempos.
Estes bons novos tempos trouxeram a Lisboa uns Sonic Youth focados sobretudo no último álbum e ninguém parece queixar-se disso, apesar dos quase 30 anos de carreira da banda. O álbum é bom e é claro que faltaram milhões de canções clássicas, entre as quais “Teen Age Riot”, a minha favorita, mas quando uma banda nos dá um concerto deste nível, a tendência é para deixarmos estas coisas de lado.
Já os tinha visto em Paredes de Coura e tinha adorado. Vi-os ontem, novamente, como se da primeira vez se tratasse. Fiquei outra vez de boca aberta com a força daquelas guitarras, daquelas músicas. Ainda por cima, The Eternal, do qual só não tocaram dois temas um tema, consegue ter momentos ainda mais pesados do que Rather Ripped (que, tanto quanto consigo dizer, não teve direito a qualquer música no alinhamento).
Ninguém trata melhor as guitarras que os Sonic Youth. E quer-me parecer que eles devem ter feito uma daquelas coisas do “cavalinho branco até à morte” porque não consigo imaginar sequer outra banda a superá-los neste campo. E o feedback, meus amigos, o feedback!
Enfim, já perceberam que o concerto foi muito, muito bom. E os pontos mais altos foram, porque o público tem memória, as viagens ao passado: “Schizophrenia” (Sister), “’Cross the Breeze” (Daydream Nation) e “Death Valley’69” (Bad Moon Rising), que encerrou o concerto da segunda melhor forma possível (já falei da “Teen Age Riot”, certo?).
Concerto gigante. Concerto do ano, provavelmente. Mais guitarras!
23-04-2010 1 comentário
Broken Social Scene lançam EP: Lo-Fi For The Dividing Nights
Esta manhã o despertador tocou como habitualmente mas o que me acordou foi este mail enviado pelos Broken Social Scene ao clube de fãs:
I know that some bands write their songs, rehearse them and then record them. Not Broken Social Scene. In recording Forgiveness Rock Record we did it our usual way: swimming in chaos and making it up as we go along. We started by loosely sketching out 30 songs in my garage, driving to Chicago, recording 20 of those, and then writing 20 more. The point was to never stop working. Whenever we got exhausted or overwhelmed we would take a breath, pick up our instruments and jam purely ‘for spirit purposes’. It was musical-therapy of sorts. Part of what kept the ideas flowing was Soma’s smaller, second studio where we could test out new ideas and experiment with overdubs. While John worked in the main room, this B-Room quickly became our musical kitchen where we cooked up soups of sound without the pressures time and money.
One evening, as a kind of exercise in spontaneity, Kevin, Brendan and I each took turns writing and recording minute-long “songs” with minimal overdubs just to see what would happen. We kept saying to John “we’re making you an EP!” It was a sort of first-thought-best-thought approach to music making. Within a few hours we had six lovely little soundscapes, one of which ended up being the closing song on Forgiveness Rock Record, ‘Me & My Hand’, and the rest became the beginnings of Lo-Fi For The Dividing Nights.
As we continued to work on Forgiveness the B-room became more and more important as both a musical and social outlet – there are a lot of us in Broken Social Scene and it’s hard for us to sit on our hands – so naturally Ohad, Sam and Sebastian each recorded a song in the same spontaneous way. ‘Song For Dee’, the only traditional “song” on Lo-Fi For The Dividing Nights, Brendan, Kevin and I recorded when we found out that our good friend Wayne’s dog died and we wanted to cheer him up.
All of the songs on Lo-Fi For The Dividing Nights were recorded in Soma’s B-Room while Forgiveness Rock Record was being made. What these songs have in common is that they were all written in a spirit of playfulness and fearlessness where we could throw our discrimination to the wind and let the judges and critics take the night off. This tiny B-Room sanctuary fomented a very positive frame of mind, ultimately leading to one of the most enjoyable album-making experiences we’ve ever had. We hope you enjoy listening to these songs as much as we enjoyed recording them.
- Charles Spearin
Boas notícias, hã? Os que fizerem a pré-encomenda de Forgiveness Rock Record terão direito a receber o EP (ainda não percebi se é em formato digital ou se vem com a encomenda propriamente dita) a partir de dia 3 de Maio. Grátis, claro. Excelente manobra de marketing e boa forma de recompensar os fãs mais devotos.
20-04-2010 4 comentários
O meu rescaldo do Record Store Day
Foi uma tarde bem passada, a de ontem. Parece-me que o Record Store Day atraiu uma mão cheia de pessoas às lojas de discos indepedentes de Lisboa – a Flur, por exemplo, estava cheia e com muitas pessoas à porta.
Foi exactamente pela Flur que comecei a minha tarde de caça aos discos e saí de lá com Sometimes I Wish We Were An Eagle do Bill Callahan – um dos meus álbuns favoritos de 2009. O ambiente estava bastante bom e ainda apanhei o início da actuação de Magina, que a fila para pagar era longa e demorada.
Depois disto, a Carbono parecia suficientemente perto e foi lá que a coisa correu mesmo bem ao viciado que há em mim. Com packs de discos surpresa e t-shirts, DVDs e sacos de pano grátis, a Carbono não tinha grandes acções de interesse à partida. Dei uma volta no pop/rock e nos singles e só agarrei mesmo numa promo doSouljacker Part 1 de Eels (também havia uma promo do último álbum dos Phoenix a €2.50, o que me parece um óptimo preço). Voltei ao pop/rock e decidi olhar um pouco para cima, para as caixas e edições especiais que costumam lá ter… e não vi nada. Mas alguém viu por mim a edição especial (livro!) do Kid A dos Radiohead! Agarrei-me a ela e trouxe-a por 15 euros (usada mas em bom estado).
O dia já estava ganho mas ainda fui à Louie Louie – sem grandes expectativas porque, por um lado, o dia estava ganho e, por outro, a especialidade deles é vinil (vamos preocupar-nos com isto mais tarde). Mas ainda deu para comprar uma edição japonesa recente do OK Computer – finalmente poderei cantar “Karma Police” em Japonês! – e uma edição que ainda não tinha do single Pyramid Song.
E foi isto. O Record Store Day deixou-me substancialmente mais pobre mas valeu bem a pena. Para o ano há mais… mas parece-me razoável dizer que o Record Store Day é quando um homem quiser, não?
18-04-2010 Comments Off
