Música, indústria e tendências.

Deserter’s Songs – ou como aos poucos hei-de lá chegar

Mais trabalho, menos tempo para isto. You know the drill.

Mas hoje estou mais virado para as palavras e faço um pequeno esforço para vos dizer que não podia deixar de admitir aqui mais uma grande falha minha. Assim como assim, é para isso – pelo menos em parte – que este blog serve. A falha chama-se Mercury Rev e foi corrigida há umas duas semanas com a compra às cegas de Deserter’s Songs. Alguns de vós perguntarão “mas como é possível comprar um álbum tão aclamado como Deserter’s Songs às cegas!?”, outros perguntarão “mas quem são os Mercury Rev!?”. Só vos peço que não se cruzem uns com os outros na rua. Deserter’s Songs é provavelmente o álbum mais conhecido dos Mercury Rev. Um daqueles álbuns que esteve nas listas todas de final de ano no ano em que foi lançado. 1998, já agora.

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04-09-2011   Sem comentários

Por oito objectivos

Eu sou o tipo mais céptico do mundo no que diz respeito a campanhas por causas sociais. Se forem marcas, então, é difícil convencerem-me de que a responsabilidade social corporativa desta ou daquela empresa não é mais do que um esforço de marketing. Há excepções, certamente, mas este prólogo serve mais para vos falar do meu cepticismo do que propriamente da boa ou má vontade de quem tenta fazer alguma coisa. E nem sei porque é que comecei a falar de empresas… Não é disso que trata este texto.

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04-08-2011   4 comentários

O inimigo único

Já passou muito tempo desde o Super Bock Super Rock. Pelo menos, tendo em conta a forma como lidamos com o tempo na Internet. Duas semanas e meia é muito tempo na Internet.

Parte da minha indisponibilidade para escrever sobre isto tem a ver com trabalho. A outra parte é culpa do Luís Montez. E sim, estou a aproveitar-me de uma das clássicas regras de comunicação política – o inimigo único – mas não me interessa. A culpa é do Luís Montez.

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03-08-2011   5 comentários

Bon Iver, Bon Iver

De tempos a tempos, surge por aí música que faz a diferença, que altera qualquer coisa. E às vezes parece que são os pormenores mais subtis que carregam a música às costas até outro patamar. Para mim, Bon Iver é isso.

O que Justin Vernon – o nome por trás do projecto – fez com For Emma, Forever Ago foi isto. Um álbum meio folk, meio baladeiro, que à partida não deixa encontrar nada de radicalmente novo… mas que conseguiu atingir um nível de popularidade muito pouco expectável para o que prometia. Além do falsete peculiar de Justin Vernon, o que podemos nós encontrar na música de Bon Iver que se assuma como um corte ou uma evolução visível relativamente ao que tem sido feito até hoje? Acho sinceramente que ainda não descobri.

Mas “Skinny Love” não é uma música qualquer. Nem “Blindsided”. Nem “Flume”. Nem a fantástica “Re: Stacks” (de que já falei aqui há algum tempo). E não sei o que as torna tecnicamente diferentes de tudo o resto mas sei que me sinto diferente quando as ouço. Sei que para vocês não é suficiente mas para mim chega. O ambiente quente e acolhedor de For Emma, Forever Ago faz-me desconfiar: afinal que tipo de magia negra é esta que torna a tristeza num lugar tão confortável e bonito? Enfim, não sei… mas For Emma, Forever Ago é um álbum muito especial.

Creio que não fui a única pessoa do mundo a sentir isto (ou, pelo menos, algo semelhante). É que a expectativa para o novo álbum de Bon Iver era enorme. Quando o álbum apareceu na Web com mais de um mês de antecedência, a expectativa transformou-se em algo mais barulhento.

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25-06-2011   3 comentários

Radiohead mostram “Staircase” no YouTube

Os Radiohead colocaram hoje uma nova música no YouTube. Primeira amostra da sessão da banda no programa From The Basement, que deverá ser exibido na BBC dentro de pouco tempo, “Staircase” conta com a participação de um segundo baterista, Clive Deamer.

21-06-2011   Sem comentários

Evolver.fm

Isto talvez seja uma nova rubrica de destaques, talvez não.

Neste momento, faz sentido que destaque este excelente blog de Eliot Van Buskirk. Este ex-jornalista da CNET e da Wired escreve sobre música e tecnologia, com um enfoque muito especial nas aplicações.

Os artigos publicados no Evolver.fm estão uns furos bem acima da média e tratam com profundidade um assunto que outros apenas afloram. O blog é publicado pela The Echo Nest, empresa por trás de uma plataforma em que se apoiam algumas apps de música, tanto Web como móveis.

Enfim, não me vou alongar muito. Se se interessam por este novo caminho do negócio da música, aconselho-vos a dar uma vista de olhos no blog.

20-06-2011   Sem comentários

Think you can wait

Não estava nada à espera mas o concerto de The National da semana passada estragou-me.

Um gajo está muito bem a ouvir o novo álbum do Bon Iver (havemos de lá chegar, daqui a uns dias ou umas semanas, que eu gosto de saborear as coisas) e pára, por momentos, para ir a um concerto no Campo Pequeno e, pronto, é isto que acontece. Agora não ouço outra coisa.

É estranho, não é? Ao quinto concerto, não é habitual. Está bem, este foi especialmente bom mas, ainda assim, não é habitual. De qualquer forma, lá fui eu ouvir os discos todos que tenho dos The National. Nem o primeiro álbum escapou!

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30-05-2011   3 comentários

Três anos

Três anos. Faz hoje três anos que este blog foi para o ar.

Três anos depois, a coisa continua mais ou menos na mesma, tanto em termos de conteúdo como em termos de visitas.

A parte de mim que quer mais, quer mais posts por dia, mais análise às notícias da indústria, mais conteúdo. Alimento ingenuamente a ideia de que haveria reflexos no número de visitas, que vigio com alguma inércia mas com algum interesse também.

Mas há uma outra parte de mim bem mais sossegada, mais tranquila, que quer exactamente o que tem. E o que tenho eu aqui? Um projecto que, apesar de ter aquela característica dos blogs antigos, aquela costela virada para dentro, aquele egocentrismo saudável, tem – na opinião de quem o escreve – alguma qualidade.

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27-05-2011   4 comentários

O meu quinto concerto dos The National foi o que se esperava

Ontem vi os The National ao vivo pela quinta vez e, por este andar, não me vou cansar tão cedo. E o motivo é relativamente simples: gosto mesmo muito da música deles e eles são mesmo muito bons ao vivo. Se me perguntarem, digo-vos que em equipa que ganha não se mexe.

Agora, o espectáculo propriamente dito. Depois de uma primeira parte morna e relativamente desinteressante levada a cabo pelos Dark Dark Dark no Campo Pequeno, os The National abriram o concerto com a crescentemente tensa “Start a War”. Uma boa forma de começar… mas sobretudo uma forma representativa de o fazer. É que, na maioria das vezes, os The National são isso mesmo: tensão acumulada que raramente chega a libertar-se. “Anyone’s Ghost”, que se seguiu, também é um bom exemplo. Caraças, High Violet é todo ele um bom exemplo.

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25-05-2011   3 comentários

O novo Bon Iver está quase a chegar

Bon Iver, o segundo longa-duração de Bon Iver, tem lançamento marcado para 21 de Junho e promete muito. Mas enquanto não chega o solstício, podem ficar com “Calgary”, a primeira amostra do novo disco. E, se forem como eu, a canção vai convencer-vos à primeira audição.

17-05-2011   3 comentários