The King of Limbs
Ora aqui está uma coisa difícil de escrever.
Os Radiohead são a minha banda favorita. Para mim, representam tudo o que há de bom na música. Tudo. Sou um fã de todas as fases dos Radiohead. Do rock pueril de Pablo Honey à abrangência sonora de Hail To The Thief. Da fusão abafada de Amnesiac à relativa simplicidade de In Rainbows. E The Bends, OK Computer e Kid A são os meus álbuns favoritos de sempre. Dito isto, leiam este artigo com uma dose de cinismo.
Aparentemente, The King of Limbs surgiu do nada. Bem, pelo menos, foi uma surpresa. Numa segunda-feira anunciaram o lançamento, na sexta-feira seguinte disponibilizaram a música. E desde então passaram mais de dois meses.
É o álbum mais curto que os Radiohead lançaram: tem apenas oito faixas e uma duração total de 37 minutos e meio. E é um álbum esquisito.
21-04-2011 1 comentário
Writer’s block
Tenho um texto a meio há quase dois meses e não consigo acabá-lo. Não me faltam ideias para outros textos e não me falta música nova e velha. Nem sequer me falta tempo.
Mas as palavras não me saem.
Felizmente há música que não precisa de contextualização.
13-04-2011 Sem comentários
Londres e a surpresa chamada Decemberists
Cheguei há uns dias de Londres, onde tive oportunidade de ver ao vivo uma banda com quem alimento uma relação muito casual: The Decemberists.
Não vou fazer aqui uma grande crítica ao concerto, até porque o facto de só ter ouvido os três últimos álbuns e um EP me impede de conhecer suficientemente a carreira da banda. Mas deixem-me dizer-vos que saí do Hammersmith Apollo absolutamente rendido aos Decemberists.
21-03-2011 1 comentário
“Lotus Flower” e a dança de Thom Yorke
The King of Limbs já roda por aqui desde sexta-feira mas ainda não me sinto pronto para falar sobre ele. Para já, fiquem com o curioso vídeo de “Lotus Flower”, primeiro single do novo álbum dos Radiohead.
20-02-2011 Sem comentários
Radiohead anunciam novo álbum
A melhor banda do mundo acaba de anunciar o lançamento do seu oitavo álbum de originais. The King of Limbs tem lançamento (digital) marcado para o próximo sábado, 19 de Fevereiro.
No micro-site que os Radiohead criaram para o álbum já é possível encomendar a edição digital por 7 euros e a edição especial – o Newspaper Album – por 36 euros. Se quiserem fazer o download de Wav em vez de MP3, pagam mais 4 euros pela edição digital e 3 pela edição especial. Com esta diferença de preços, a banda diz claramente que não quer vender ficheiros Wav. Presumo que seja por não quererem arrasar com a capacidade de resposta do site.
De resto, não há alinhamento nem grandes pormenores. O Newspaper Album inclui dois discos de vinil, um CD e muitas folhas (de jornal?) de artwork, 625 pequenas peças de artwork e uma – er… – coisa de plástico oxodegradável para, presumo eu, não perdermos nenhuma das peças.
Desta vez, não provocaram uma revolução na indústria da música. É só um novo álbum dos Radiohead. Só. Hoje sou uma pessoa muito feliz.
Actualização: The King of Limbs será editado pela XL Recordings (à semelhança do que aconteceu com In Rainbows) e estará à venda nas lojas de música a partir de 28 de Março.
14-02-2011 1 comentário
@Discographies

A Web está cheia de críticos de música. Da caixa de comentários do site da Blitz ao Metacritic, do Pitchfork a este cantinho aqui, há um pouco de tudo: pseudo-intelectuais, labregos, tipos com mais cultura musical na unha do mindinho esquerdo que eu e vocês todos juntos, jornalistas, amadores, músicos, pessoas com demasiado tempo livre… e por aí fora.
13-02-2011 1 comentário
Kiss Each Other Clean
Os Iron & Wine podiam ter nome de pessoa. Sam Beam decidiu escolher para nome artístico um nome que transpira colectividade. Mas a música dele sempre foi das coisas mais solitárias do mundo: um homem barbudo, uma guitarra acústica e pouco mais.
Mas Sam Beam, o Iron & Wine, fartou-se. Não agora, mas no álbum anterior. Fartou-se da falta de electricidade de The Creek Drank The Cradle e e lançou-se ao indie rock e a tudo e mais alguma coisa com The Shepherd’s Dog. Para os adeptos de canções como “Naked As We Came”, “Jezebel” ou “Faded From The Winter”, é capaz de ter sido difícil de digerir. Mas o álbum foi recebido de braços abertos pela crítica.
Quase quatro anos depois de The Shepherd’s Dog, os Iron & Wine trazem de volta a voz que Sam Beam usa para nos embalar e as paisagens country típicas da banda. Kiss Each Other Clean segue o caminho iniciado no álbum anterior: uma estrada de curvas e contracurvas e cheia de surpreendentes desvios.
11-02-2011 2 comentários
Boa música portuguesa
Ando a ouvir muita música portuguesa. Quer dizer, pelo menos para aquilo que costumava ouvir (que era quase nada).
A culpa é, grosso modo, do B Fachada e da Sílvia. E atenção aos pormenores: a Sílvia não gosta do B Fachada e, tanto quanto sei, o B Fachada nunca ouviu falar sequer da Sílvia. A relação de ambos começa e acaba na culpa que ambos têm neste meu novo momento.
Começo pela Sílvia, que é muito fácil de explicar. Ela está envolvida no Offbeatz e impinge coisas aos amigos. Ainda nem sequer ouvi Noiserv, Minta ou Guta Naki com muita atenção… mas as recomendações dela deixaram-me mais disponível para ouvir outras coisas. Quanto ao B Fachada, bem, contribuiu para que começasse a ouvir… B Fachada.
Existe uma ideia de que, à medida que envelhecemos, perdemos o interesse em coisas novas. No meu caso, é mais ou menos assim… mas a verdade é que vou descobrindo coisas que já estão mortas e enterradas para o resto do mundo. Se é novo para mim… é novo. Enfim, vocês percebem.
De qualquer forma, admito a minha resistência às coisas novas de que toda a gente fala normalmente. Já sou velho há muitos anos.
Mas estou aqui a tentar combater isso. Olhem para mim aqui todo empenhado na música portuguesa. Deixo-vos só três bons exemplos. E deixo de fora uma série de outros igualmente válidos.
08-02-2011 4 comentários
Um maravilhoso mundo novo para a música
Este artigo foi publicado originalmente no blog do Upload Lisboa.
Já todos sabemos o que aconteceu à indústria da música nos últimos 15 anos. A web deu-nos acesso a mais música, deu-nos a conhecer artistas que nunca chegariam aos nossos ouvidos de outra forma… mas também trouxe muitas dores de cabeça às editoras, sobretudo graças ao advento do P2P, já que, na altura, a indústria não estava especialmente atenta à Internet ou interessada em inovar.
Actualmente, são muito poucos os que ainda compram discos e a música é uma indústria em grande, grande mutação. A venda de música gravada cai a pique mas, ao mesmo tempo, ergue-se com grande genica a indústria dos concertos.
27-01-2011 Sem comentários
Desabafo pós-eleitoral
Lamento que a abstenção nas Eleições Presidenciais tenha sido tão grande e que Portugal tenha esta obsessão estranha por um homem como Cavaco Silva. Preocupa-me que tenhamos chegado a um ponto em que nada parece aquecer os ânimos, em que nada importa especialmente.
O povo demitiu-se.
24-01-2011 7 comentários
