Música, indústria e tendências.

É uma pena mas…

Optei por não ir ver os Los Campesinos! a Algés.

O meu motivo é mais que razoável: 50 euros por um concerto (OK, gostava de ver Dave Matthews e não me importava de ver uma série de outros nomes… mas querer querer, queria mesmo era ver os campinos). Desta vez, venceu a razão.

Mas é uma pena. É que são os Los Campesinos!, não os vamos ver por cá tão cedo.

12-07-2009   3 comentários

Blur

Os Blur estiveram em Glastonbury e parece que foi um concerto do caraças. Tudo em grande velocidade. Tudo com singalong – ou, pelo menos, screamalong… como no caso de “Song 2″.

Ainda não tive oportunidade de ver o concerto… mas estou muito curioso.

Aos Blur, bem-vindos de volta.

07-07-2009   Sem comentários

The Young Gods e Bishop Allen de graça em Guimarães

Este ano, os cartazes dos festivais não me impressionaram especialmente e, por isso, cheguei à conclusão de que deverei passar apenas pelo Alive! para ver Los Campesinos! e Dave Matthews (entretanto, tentarei evitar Black Eyed Peas e Chris Cornell… mas ainda não sei como).

Ainda assim, é importante destacar uma coisa: se na maior parte dos casos a minha ausência é puro desinteresse, no caso do MANTA, que decorre em Guimarães entre os dias 16 e 17 de Julho, a culpa é mesmo da distância. Claro, no ano passado passei por lá para ver os The National e não me arrependi. Mas o incentivo era gigante. Este ano, no entanto, as coisas são ligeiramente diferentes.

José González era para actuar neste festival a 18 de Julho mas cancelou por doença. E o que decidiu a organização? Como não conseguiu arranjar substituto à altura em cima da hora, optou por oferecer os outros dois concertos: Bishop Allen, a 16, e The Young Gods, a 17.

Assim, por consideração aos mais de 4.000 fãs do MANTA (que no ano passado assistiram aos memoráveis concertos dos The National, Liars e Rinôçérôse) e para compensar as expectativas criadas, a organização do evento decidiu abrir as portas e oferecer a entrada dos dois concertos já agendados para os dias 16 e 17 de Julho. O valor dos bilhetes já adquiridos para o festival será restituído e os concertos dos Bishop Allen e dos Young Gods terão, assim, entrada gratuita.

Eu acho brilhante. Arriscado e potencialmente nada lucrativo… mas brilhante.

Para os fãs ou para os meramente curiosos, será uma pena se perderem este festival. Para mim, é definitivamente uma pena. O jardim do Centro Cultural Vila Flor é um espaço fenomenal para se ver um concerto. Juntem a isso o facto de a música ser boa e não há como correr mal.

04-07-2009   Sem comentários

Só mais umas coisas sobre o Alive, desculpem lá

Klaxons?

Palco Super Bock!?

Sinto-me em 2007… ali no Parque Tejo.

(Em princípio, param por aqui os posts sobre o Alive.)

06-03-2009   Sem comentários

Outra vez o Alive

As primeiras impressões contam muito e os primeiros nomes anunciados pela Everything Is New para o cartaz do Optimus Alive não me caíram especialmente bem. Há ali uma série de nomes que me fazem pensar que o Alive está a dar uma de Super Bock Super Rock… o que não é especialmente bom, neste momento.

Os últimos nomes anunciados – The Ting Tings, Los Campesinos!, Placebo e TV On The Radio – são bons nomes. No entanto, tanto os Placebo como os TV On The Radio estiveram cá há pouco tempo. Claro que não me importo de ver os TV On The Radio outra vez, sobretudo depois de Dear Science (o meu álbum preferido de 2008). Ainda assim, para a generalidade do público do Alive, o apelo poderá não ser tão grande assim. Os The Ting Tings são uma moda mas já estão mesmo quase, quase a deixar de ser! Os Los Campesinos!, no meio disto tudo, são um oásis.

Lamento mas continuo pouco convencido.

05-03-2009   1 comentário

Fui ver, era o Alive!

A Everything Is New confirmou os primeiros nomes para a edição deste ano do Optimus Alive! e, fica curto e grosso, parece-me um péssimo primeiro passo.

Dave Matthews, perfeito. Esteve cá em 2007, se não estou em erro, mas é um bom cabeça de cartaz.

Metallica? Nem por isso. 2006, 2007 e 2008: que tiveram estes anos em comum, para além de 12 meses, 52 semanas e mais um ou outro pormenor? Metallica em Portugal. 2009, para não ficar de fora, terá Metallica em Portugal. Bem, ao menos é com um novo álbum…

Enfim, nem falo de Slipknot, que até tem um espectáculo giro mas que se fica por aí.

Estará o Alive a transformar-se no Super Bock Super Rock?

07-02-2009   3 comentários

Alive and rocking

Neil Young

Neil Young é uma lenda e não é qualquer um que atinge esse estatuto. No caso dele, 40 anos de música de referência na mistura muito americana entre rock, country e folk (e isto é só a parte grande do bolo) e uma capacidade para se manter em grande forma são apenas dois dos motivos.

Ontem, no Alive, Neil Young foi excelente. Imagino que seja assim em todos os seus outros concertos, o que só contribui para o seu estatuto. Para mim, que conheço muito pouco da obra dele, não podia haver melhor showcase.

Encheu aquele palco com a guitarra, os solos intermináveis, os refrões cheios de força e um alinhamento excelente. Acho que acabei de dizer quase tudo sobre o concerto na frase anterior. Claro que também houve espaço para respirar com a melancolia de “Oh Lonesome Me” (que não é de Young mas é como se fosse) e a solenidade de “Mother Earth (Natural Anthem)”… mas a maior parte das duas horas de concerto foi preenchida com muito barulho de guitarra.

O final, esse, foi gigante, com direito a cover dos Beatles e tudo: “A Day In The Life” encerrou o concerto da melhor forma. Um concerto digno de uma lenda.

E isto de ver duas lendas em dois dias seguidos dá para fazer alguma análise: Neil Young sua para dar um grande concerto, parte cordas da guitarra e dá tudo o que tem, incluindo os seus maiores êxitos; Bob Dylan é um velho antipático que faz do público gato-sapato e que decide ignorar quase 50 anos da melhor música que foi feita. Ambos os métodos fazem parte das respectivas lendas, o que torna tudo muito mais interessante.

O público tende a gostar mais do esforço que da antipatia e até se percebe porquê. Mas isso não interessa nada. A música é boa e vale por si em ambos os casos; o resto é bónus. Bob Dylan dá-nos mau-feitio. Ontem, Neil Young deu-nos um termo de comparação.

13-07-2008   Sem comentários

Bob Dylan doesn’t care about Portuguese people

Bob Dylan no Alive via ecrãs gigantes

Ontem à noite vi o maior nome de sempre da música popular ao vivo. E se pensam que estou a falar dos Within Temptaion, então este blog não é para vocês.

Bob Dylan é o tipo mais seco e antipático em palco que já se viu. Pensava que o J. Mascis dos Dinosaur Jr. tinha levado para casa esse prémio (em Paredes de Coura, no ano passado, fez um adeus com a mão na altura de sair de palco e pouco mais) mas ainda estava para chegar a noite de ontem.

Ele não tocou quase nenhum grande êxito – mas fez-nos o favor de fechar com “Like a Rolling Stone” – e não falou entre músicas. Antes da última música, disse umas coisas praticamente ininteligíveis (vá, apresentou a banda) e foi isso. No final, o “agradecimento” foi ficar de pé com o resto da banda durante uns 20 ou 30 segundos. Não, não falta nenhuma descrição: foi aquilo (sem gestos, sorrisos ou qualquer coisa minimamente amigável).

Esta conversa toda serve para dizer que adorei o concerto. O tipo dá-se ao luxo de não tocar quase nada que a generalidade do público conheça (como já disse, tenho a última compilação dele – que tem 51 músicas – e tenho ideia de ter reconhecido duas ou três músicas… mas também pode ser problema meu), o que até é compreensível por uma questão de sanidade mental (dele). Ou acham que tocar as mesmas músicas durante quase 50 anos é bom para alguém? De qualquer forma, deixou-me rendido. O seu rock’n'roll de histórias e harmónica é das coisas mais irresistíveis que surgiram no século XX.

12-07-2008   7 comentários

Alive and kicking

Alive - dia 10

O Alive começou ontem e começou bem. Não para a organização, que é das mais frágeis que apanhei em eventos deste tamanho, mas para mim, que gostei da música durante grande parte do tempo. Cheguei relativamente cedo, antes das 18h, mas só consegui entrar no recinto pelas 18h30. O concerto dos Vampire Weekend começava Às 18h50.

Vampire Weekend

Avassaladores. A ideia de os pôr a tocar naquele Metro On Stage (tenda electrónica que durante o dia é palco secundário) não foi propriamente das mais brilhantes mas, ainda assim, o concerto foi suficientemente bom para que isso deixasse de ser importante. Correram o seu álbum de estreia de fio a pavio (não estou a ser rigoroso), tocaram uma coisinha nova e acabaram por me fazer rever o que tinha planeado inicialmente: ver um pouco do concerto deles e depois saltar para ver um pouco do de Spiritualized. Pois bem, vi o concerto todo e não posso dizer que esteja arrependido. Foi um dos melhores momentos do dia.

Spiritualized

Quando os Vampire Weekend saíram de palco, acelerei para o palco principal para tentar ver um pouco do concerto de Spiritualized. Não deu para muito. Estive lá durante cinco minutos e depois voltei ao secundário para ver os MGMT.

MGMT

Era uma das que mais queria ver ontem. Pois bem, não podia ter corrido melhor. Não vi nada. Porquê? Por causa da fantástica conjugação entre a tal sobreposição de horários que referi ontem e o atraso da banda na hora de entrar em palco. Tenho pena mas não muita. É que já me chegaram uns quantos relatos de desilusão, entre os quais este por escrito. Ainda bem, então.

The National

Eram a minha prioridade máxima. Não podia ser tão bom como na Aula Magna e não foi. The National de dia, no meio de uma line-up muito mais barulhenta do que eles (o que significa um público possivelmente menos disponível), com um alinhamento mais curto e a tocarem ao ar livre… não é a mesma coisa. Para mim, a música pesa sempre um pouco: porque são uma das minhas bandas favoritas e porque as músicas são brilhantes, é difícil não gostar de os ouvir. Ainda assim, percebo que os tenham achado apagados (basta relativizar).

Gogol Bordello

A esta altura, já me tinha deixado das caminhadas até ao palco secundário… mas estava na hora de jantar. Gogol Bordello está visto e semi-aprovado desde o ano passado em Paredes de Coura. São uma banda de festival: fazem saltar, nunca se cansam, puxam pelo público e o público gosta deles. Eu fui jantar e não me arrependo. É que os Gogol Bordello são sempre a mesma coisa (o que para quem gosta muito até é porreiro).

The Hives

Mais uma banda relativamente à qual tinha enormes expectativas. E cumpriram competentemente aquilo que esperava deles. Energia, energia, energia, um pingo de arrogância e outro de presunção fizeram de Pelle Almqvist, o vocalista, a verdadeira estrela do rock’n’roll da noite. E era só isso que ele queria. Já nós, queríamos boa música e entretenimento do melhor e foi exactamente isso que os The Hives nos deram. É justo.

Rage Against The Machine

Esta é uma daquelas bandas que não me diz muito. OK, são clássicos, são referências de uma geração e tudo o resto. Essa coisa da geração fez-me sentir um tanto ou quanto voyeur… mas gostei muito. Foi o primeiro concerto do dia sem problemas de som e foi definitivamente o mais explosivo. Aquela hora e pouco de hinos de protesto, de música anti-sistema (até “A Internacional” se ouviu!) e de grandes êxitos foi muito, muito boa. No final, notava-se uma espécie de alívio duplo nalgumas pessoas da audiência: por um lado, eles regressaram em grande; por outro, os Audioslave já lá vão.

Para mim, os restantes dias do festival vão ser tão pacíficos quanto possível. É que o meu interesse vai muito pouco além de Bob Dylan e Neil Young. Mas talvez haja surpresas.

11-07-2008   6 comentários

Os The National e os outros

Amanhã, é mais ou menos assim que vou abordar os concertos do Alive: os The National são a minha principal prioridade; os outros, logo vejo como é que me arranjo para ver os concertos deles.

Tenho pena que os MGMT sofram com isto (porque o concerto deles começa 20 minutos antes do dos The National, o que significa que haverá ali uma sobreposição) mas não há nada a fazer. Depois, vêm The Hives, MGMT, Vampire Weekend, Spiritualized, Cansei de Ser Sexy e Rage Against the Machine. Quanto ao resto, ou já vi ao vivo, ou não tenho grandes expectativas.

Apesar de ter visto o óptimo concerto que os The National deram na Aula Magna em Maio, pareceu-me bem repetir a dose. Espero ansiosamente por mais uma hora e pouco de Boxer, Alligator e umas migalhas pré-históricas. Já sei que vão conquistar-me novamente com as guitarras bipolares e com a voz grave de Matt Berninger. Já sei que vão conquistar-me novamente com as músicas. E também sei que vou ficar a pensar (como fiquei em Maio) que só faltaram aquelas três ou quatro canções que tornariam o concerto perfeito.

“Lucky You”, aqui em vídeo oficioso, será certamente uma delas:

09-07-2008   6 comentários